HOMILIA
A Origem que Sustenta a Casa
A família revela sua plenitude ao oferecer espaço para o crescimento silencioso do sentido.
No Evangelho, quando Jesus indica como família aqueles que realizam o querer divino, Ele não nega a casa que O gerou, mas a eleva ao seu sentido pleno. Antes de ampliar o vínculo, Ele o enraíza. Deus adentrou a história ao encontrar uma morada que consentisse em recebê-Lo, e essa casa primeira tornou possível que o Mistério crescesse sob cuidado, silêncio e fidelidade. Ao fazê-lo, revelou a família como célula mater do existir humano e espaço onde o sentido aprende a habitar antes de ser anunciado.
É a partir dessa origem concreta que o ensinamento se expande. A palavra pronunciada em Marcos não rompe laços, mas revela seu fundamento interior. A pertença se aprofunda pela escuta que ordena o agir ao bem reconhecido, e não pela proximidade exterior. Quando a vida se organiza a partir desse centro estável, o tempo deixa de dispersar o sentido e passa a maturar o ser. Honrar essa origem é permitir que o eterno continue a inscrever-se no mundo, não como ideia abstrata, mas como presença viva que forma, sustenta e orienta o existir.
EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA
Versículo Inspirador
Quem se une ao querer divino permanece na origem, onde o vínculo não passa e o ser habita o presente pleno. (Mc 3,35)
A Origem que Precede o Agir
O ensinamento de Jesus revela que toda permanência verdadeira nasce do alinhamento interior ao querer que sustenta a criação. Permanecer na origem não significa retorno ao passado, mas habitar o ponto onde o sentido não se dispersa. Nesse lugar interior, o ser não é conduzido pela sucessão dos instantes, mas pela fidelidade ao princípio que o chama continuamente ao existir pleno.
A Família como Espaço de Permanência
Em harmonia com a homilia, compreende-se que a família assume dignidade singular por ser o primeiro espaço onde essa permanência pode ser aprendida. Foi por meio de uma casa concreta que Deus entrou na história, mostrando que o acolhimento silencioso forma o ser antes de qualquer palavra. Assim, o lar torna-se escola de escuta, maturação e consentimento ao bem reconhecido.
O Presente que Sustenta o Ser
Quando a vontade humana se ajusta ao querer divino, o tempo deixa de fragmentar a existência. O agir nasce de um centro estável, e o vínculo já não depende da exterioridade, mas da comunhão interior. Nesse presente pleno, o ser encontra repouso, direção e sentido, participando da ordem viva que gera, sustenta e orienta todas as coisas.
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