sábado, 31 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Teológica - 02.02.2026

 


HOMILIA

O Encontro que Permanece

O eterno se revela quando o instante é acolhido sem resistência.

O Evangelho da Apresentação revela um mistério silencioso em que o Infinito aceita o ritmo humano sem perder sua plenitude. Maria e José conduzem a Criança ao Templo e, nesse gesto fiel, mostram que a vida alcança sua forma mais alta quando se alinha ao sentido que a precede. Simeão e Ana, amadurecidos pela espera interior, reconhecem no instante aquilo que não passa, onde promessa e cumprimento coincidem. A família surge como célula mater do sagrado, lugar onde o ser aprende a escolher o bem antes de possuí-lo. Assim, a pessoa descobre sua dignidade ao consentir com a verdade que a habita e ao caminhar em direção à plenitude que já se oferece diante de Deus.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Apresentação
O versículo de Lucas 2,29 oferece uma chave contemplativa para compreender o repouso do ser quando o sentido se revela no íntimo da existência

O cumprimento que habita o instante
Quando Simeão pronuncia suas palavras, não descreve um encerramento biográfico, mas uma realização interior. O ser deixa de ser arrastado pela sucessão dos momentos porque reconheceu, no agora, aquilo que sempre sustentou sua espera. O instante já não é passagem, torna-se lugar

A convergência entre promessa e presença
A promessa não aponta apenas para um depois. Ela amadurece silenciosamente até coincidir com a presença reconhecida. Nesse encontro, o coração percebe que o cumprimento não está fora do tempo vivido, mas no alinhamento profundo entre o que se esperava e o que se oferece

O repouso como forma de plenitude
A paz evocada pelo texto não nasce da interrupção da vida, mas da integração do sentido. O repouso é fruto da consonância interior, quando o ser já não se dispersa em buscas fragmentadas e passa a habitar aquilo que reconhece como verdadeiro

A maturidade espiritual da espera
Simeão representa a espera purificada de ansiedade. Sua vigilância interior permite reconhecer o essencial sem apego. Assim, a pessoa alcança sua dignidade mais alta ao consentir com o que lhe é confiado e ao permanecer fiel ao chamado que a antecede diante de Deus

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Eplicação Teológica - 01.02.2026

 


HOMILIA

Caminho Interior das Bem Aventuranças

Ao subir o monte, o Senhor não busca distância do mundo, mas altura de sentido. Ele se assenta para ensinar que a vida se organiza a partir de um centro estável, onde o coração aprende a permanecer. As bem aventuranças não são promessas futuras nem recompensas externas. Elas descrevem um estado do ser que amadurece quando a pessoa se deixa formar por dentro.

Pobres em espírito são aqueles que não se fecham em si. Neles há espaço para o que vem do Alto. Os que choram não fogem da dor, atravessam-na com inteireza e por isso encontram consolação verdadeira. Os mansos não perdem força, mas governam o impulso e recebem a vida como dom.

O desejo do justo purifica a vontade e ordena as escolhas. A misericórdia devolve unidade ao coração dividido. A pureza interior permite reconhecer Deus no presente vivido. Os pacificadores não produzem ruído, geram harmonia. A fidelidade ao justo sustenta mesmo quando há prova.

Nesse caminho, a dignidade da pessoa se revela e a família se afirma como lugar primeiro de formação do ser. Assim, a existência se eleva, não por fuga do tempo, mas por aprofundamento dele, até repousar no sentido que permanece.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Apresentação do sentido evangélico
Quem possui ouvidos para ouvir, ouça conforme ensina o Senhor em Mateus capítulo 13 versículo 9. Esta palavra não convoca apenas a atenção exterior, mas chama a consciência a um modo mais profundo de escuta, onde a verdade não é apenas compreendida, mas acolhida no íntimo do ser.

A escuta como consentimento interior
Ouvir, à luz do ensinamento do Cristo, não é acumular sons nem conceitos. É permitir que a Palavra encontre morada no centro da pessoa. Quando isso ocorre, a existência deixa de ser conduzida pela pressa e pela fragmentação, e passa a ser reunida em torno de um sentido que permanece e sustenta.

A descida da Palavra no coração
A Palavra não se impõe de fora. Ela desce quando encontra abertura. Esse movimento interior transforma o modo de viver, pois o agir passa a brotar do que foi assimilado em profundidade. Assim, o ser não reage ao instante, mas responde a partir de um eixo interior amadurecido.

O agora que permanece
Quando a escuta é verdadeira, o tempo deixa de ser apenas sucessão e se torna presença. Nesse estado, a semente lançada pelo Verbo frutifica, não como resultado imediato, mas como vida que cresce silenciosamente, ordenando pensamentos, escolhas e relações segundo a verdade que não passa.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Teológica - 31.01.2026

 


HOMILIA

Silêncio que Ordena o Mar Interior

Há um centro no interior humano onde o ruído não alcança e de onde nasce a palavra que restaura a ordem sem violência.

O Evangelho nos conduz a uma travessia onde não se mede distância, mas profundidade. O lago é o espaço da existência comum, o barco é a interioridade em movimento, e a noite revela aquilo que não se controla. Ao entrar na barca com os discípulos, o Mestre não promete ausência de vento, mas presença real. Ele não reage ao tumulto como quem luta contra forças externas. Permanece recolhido no centro, onde nada se perde, onde tudo encontra medida.

A tempestade expõe a fragilidade do olhar que se fixa apenas no que se move. O medo nasce quando a consciência se dispersa e esquece o fundamento que a sustenta. O sono do Mestre não é indiferença. É sinal de uma permanência que não depende das circunstâncias. Ali se revela que há um ponto no ser onde o ruído não alcança, e é desse ponto que a palavra verdadeira se levanta.

Quando Ele se ergue e fala ao vento, não impõe violência. A ordem retorna porque reconhece sua origem. O mar se aquieta ao ouvir a voz que o chama ao seu lugar. Assim também acontece no interior humano quando a alma aprende a escutar o que não grita. A formação verdadeira não nasce da pressão externa, mas do alinhamento com aquilo que já habita o coração como semente.

Essa travessia ilumina a dignidade da pessoa, chamada a não ser governada pelo impulso, mas a conduzir-se a partir de um centro íntegro. A casa interior, como a família em sua vocação primeira, é espaço de geração e cuidado, onde o crescimento ocorre pela presença constante e não pelo domínio. Quando esse núcleo é preservado, a existência encontra estabilidade mesmo em meio ao incerto.

O Mestre pergunta aos discípulos não para acusar, mas para despertar. Ele os convida a amadurecer a confiança que não depende de sinais imediatos. A evolução interior se dá quando a consciência deixa de exigir garantias externas e aprende a permanecer firme no que a sustenta por dentro.

Celebrar este Evangelho é acolher o chamado a atravessar o dia e a noite com o coração ordenado. Não para eliminar as tempestades, mas para reconhecer que há uma palavra silenciosa que as antecede. Quem aprende a permanecer nesse centro não se perde no movimento. Descobre que a paz não é um efeito tardio, mas uma origem que tudo sustenta.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

A Palavra que Reordena o Ser
Mc 4,39

O versículo apresentado revela um gesto que nasce de um centro não submetido à sucessão dos instantes. Ao erguer Se, o Cristo não reage ao caos como quem enfrenta algo externo, mas manifesta uma autoridade que precede o próprio movimento do mundo. Sua palavra não compete com o vento nem disputa com o mar. Ela recorda à criação a origem da qual jamais se separou.

O Centro que Permanece

O repouso anterior do Cristo indica uma permanência que não depende das circunstâncias. Esse centro imóvel não é ausência de ação, mas plenitude de ser. Dali nasce a palavra que não se apressa, pois já contém em si o princípio da ordem. A autoridade verdadeira não se constrói no conflito, mas na fidelidade ao fundamento que sustenta todas as coisas.

A Obediência do Criado

O vento e o mar se aquietam não por coerção, mas por reconhecimento. A criação responde quando reencontra aquele princípio que lhe deu forma e medida. Essa obediência não diminui, mas confirma a harmonia inscrita no ser desde a origem. O silêncio que surge não é vazio, é plenitude restaurada.

A Palavra que Sustenta os Instantes

Quando o Cristo fala, o tempo não é negado, mas recolocado em sua justa relação com o eterno. O movimento exterior se acalma porque reconhece Aquele que não passa. Para a assembleia litúrgica, este gesto revela que toda travessia humana encontra estabilidade quando se ancora nesse ponto interior onde o agora não se dissolve, mas permanece sustentado por Deus.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Teológica - 30.01.2026

 


HOMILIA

O Reino que cresce em silêncio

O essencial se expande quando o agir humano se harmoniza com a profundidade que sustenta o tempo.

O Evangelho revela um mistério que não se impõe pela força nem pela ansiedade do controle. O Reino é apresentado como algo que cresce enquanto o homem dorme e desperta, atravessando o ciclo ordinário dos dias, sem que a mente consiga dominar o processo. Aqui somos conduzidos a uma compreensão mais alta do agir divino, que opera num plano onde o tempo não é apenas sucessão, mas profundidade.

A semente lançada na terra não negocia com o relógio. Ela responde a uma ordem mais elevada, inscrita no próprio ser. Assim também a evolução interior não nasce do esforço tenso, mas da fidelidade silenciosa ao que foi acolhido no íntimo. Há um amadurecimento que acontece quando o coração aprende a confiar naquilo que sustenta todas as coisas.

O crescimento descrito por Jesus respeita etapas. Primeiro o invisível, depois o que desponta, por fim a plenitude. Essa progressão revela que nada é apressado no desígnio divino. A dignidade da pessoa se manifesta justamente nessa capacidade de permanecer íntegra enquanto cresce, sem violentar o próprio ritmo nem o dos outros.

Quando o Senhor fala do grão de mostarda, Ele aponta para a grandeza escondida no pequeno. A família, como célula mater da vida humana, participa desse mesmo princípio. Ela é o lugar onde o que parece mínimo se torna raiz de estabilidade, transmissão e continuidade. É ali que o humano aprende a habitar, a esperar e a sustentar.

As parábolas não explicam tudo de uma vez. Elas respeitam a escuta possível, pois a verdade mais alta não se impõe, ela se oferece. Quem aceita esse caminho aprende a agir sem inquietação excessiva, a decidir sem romper a ordem interior, e a caminhar com firmeza mesmo quando não vê imediatamente os frutos.

Este Evangelho nos convida a uma postura de confiança ativa. Não é passividade, mas alinhamento. Quem se harmoniza com esse nível mais profundo do tempo vive com mais inteireza, honra a própria consciência e reconhece que o essencial cresce em silêncio, sustentado por uma fidelidade que ultrapassa o instante visível.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Apresentação do sentido espiritual
O ser atravessa o repouso e o despertar enquanto, acima do tempo que percebe, o princípio oculto cresce e se expande segundo uma ordem que não depende do saber humano. (Mc 4,27)

Este versículo revela um eixo profundo da revelação. Ele indica que a ação divina não se limita ao encadeamento visível dos instantes, mas atua numa dimensão onde o crescimento ocorre mesmo quando a consciência não intervém.

A ordem que sustenta o crescimento
O Evangelho afirma que a semente cresce sem que o homem saiba como. Isso não diminui a dignidade humana, mas a eleva. O agir de Deus respeita uma ordem inscrita no próprio ser, anterior a qualquer cálculo. O crescimento verdadeiro nasce da fidelidade a essa ordem e não da tentativa de dominá la.

O tempo como profundidade e não apenas sucessão
Dormir e despertar representam o ciclo ordinário da existência. No entanto, o texto indica que algo mais alto atravessa esse ciclo sem se submeter a ele. Há um tempo que não corre, mas sustenta. Nele, o amadurecimento acontece mesmo quando o exterior parece imóvel.

A confiança como postura interior
O desconhecimento humano não é falha, mas condição. Reconhecer que o fruto cresce além do controle da mente conduz a uma postura de confiança vigilante. O ser permanece atento, sem ansiedade, colaborando com aquilo que já está em ação.

A harmonia entre agir e esperar
O Evangelho não propõe inércia. A semente foi lançada, o cuidado foi realizado. Depois disso, o homem aprende a esperar no nível mais alto do real. Essa harmonia preserva a integridade da pessoa e permite que cada etapa se cumpra plenamente.

Unidade interior e maturidade espiritual
Quando o crescimento é acolhido dessa forma, a vida se organiza por dentro. O ser não se fragmenta pela pressa nem pela inquietação. Ele amadurece em unidade, alinhado com a ordem que conduz todas as coisas ao seu cumprimento.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Teológica - 29.01.2026

 


HOMILIA

A Claridade que Forma o Ser

A família é o primeiro espaço onde a verdade se transmite como presença e não como imposição.

A palavra proclamada no Evangelho recorda que a luz não nasce para ser retida, mas para revelar a ordem interior que sustenta o existir. Quando o coração acolhe essa claridade, o tempo deixa de ser apenas sucessão e torna-se espaço de amadurecimento, onde cada instante participa de uma plenitude que não se esgota. Assim, ouvir não é acumular sons, mas permitir que o sentido transforme o modo de ver, pensar e agir.

O crescimento interior acontece na medida em que a consciência se dispõe a responder ao dom recebido. Aquilo que é acolhido com atenção se amplia, enquanto o que é negligenciado se dispersa. A pessoa humana encontra aí sua dignidade mais profunda, pois é chamada a tornar visível, pela própria vida, aquilo que foi aceso no íntimo do ser.

Nesse mesmo horizonte, a família surge como o primeiro lugar onde a luz é sustentada e transmitida. Nela, o sentido é cultivado como herança viva, formando consciências capazes de reconhecer o valor do outro e a responsabilidade do próprio caminho. Desse modo, o Reino se manifesta sem ruído, como claridade que permanece e orienta, fazendo da existência um testemunho silencioso da verdade que ilumina todas as coisas.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Não há realidade velada que não seja chamada à revelação, pois o que nasce no silêncio do ser é conduzido à clareza quando o instante se abre à plenitude que o sustenta (Mc 4,22)

A Revelação como Movimento do Ser

O ensinamento do Evangelho indica que a revelação não é um evento exterior imposto ao mundo, mas um desdobramento que acontece quando o ser alcança maturidade interior. Aquilo que permanece oculto não o faz por negação, mas por espera. Existe um ritmo próprio no qual o sentido se manifesta, respeitando a capacidade de acolhimento da consciência e a fidelidade do coração ao que lhe foi confiado.

O Silêncio como Espaço Gerador

O silêncio mencionado não é ausência, mas profundidade. É nele que o sentido se forma antes de ganhar expressão. Quando a pessoa consente em habitar esse recolhimento interior, o que é verdadeiro começa a emergir sem esforço, conduzido por uma ordem que não depende da sucessão dos instantes, mas de uma presença contínua que sustenta tudo o que existe.

A Clareza que Não Se Impõe

A clareza evocada pelo versículo não se confunde com exposição forçada. Ela surge como fruto de fidelidade interior e atenção perseverante. O que se revela o faz porque encontrou espaço para permanecer, e não porque foi arrancado da sombra. Assim, a verdade ilumina sem ferir e orienta sem constranger.

A Plenitude que Sustenta o Instante

Quando o instante se abre à plenitude, o tempo deixa de ser apenas passagem e torna-se lugar de encontro. Cada momento carrega em si a possibilidade de comunhão com aquilo que não se esgota. Nesse horizonte, a vida se ordena, a dignidade se aprofunda e o caminho do ser encontra direção, permanecendo fiel à luz que o chama à revelação.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Teológica - 28.01.2026

 


HOMILIA

A Escuta que Faz Germinar o Ser

A casa interior ordenada gera vínculos estáveis e fecundos.

O Senhor fala como quem semeia no invisível, confiando que o coração humano saiba tornar-se morada antes de tornar-se voz. Cada palavra lançada não busca rapidez nem aplauso, mas profundidade, pois somente o que desce às raízes atravessa o instante e permanece. O ensinamento revela que o crescimento verdadeiro não nasce do acúmulo, mas da ordem interior que permite ao ser sustentar o peso do sentido. Quando a pessoa se harmoniza por dentro, sua casa torna-se firme, e o vínculo que a une aos seus se organiza como espaço de transmissão e cuidado. Assim, o fruto não é conquista exterior, mas maturação silenciosa de uma escuta fiel.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Apresentação do versículo
E estes são os que foram semeados na terra boa, aqueles que escutam a Palavra e a acolhem, permitindo que o instante seja atravessado pelo eterno, e que o sentido amadureça sem pressa, produzindo fruto que não pertence ao relógio, mas ao agora pleno, onde o invisível se faz presente, multiplicando o ser para além da medida, no centro silencioso onde Deus acontece. (Mc 4,20)

A escuta como morada
O versículo revela que escutar não é um ato passageiro, mas a constituição de uma morada interior. A Palavra encontra espaço quando o coração se dispõe a receber sem resistência e sem pressa. Nesse acolhimento, o instante comum é elevado e ganha densidade, pois o ouvido do ser se abre ao que permanece.

O amadurecimento do sentido
O crescimento descrito não obedece à urgência humana. Ele se realiza pela constância que permite ao sentido ganhar forma ao longo do tempo vivido. O fruto nasce quando a interioridade aceita ser trabalhada e ordenada, reconhecendo que a verdade se oferece por desvelamento e não por imposição.

O agora pleno
O fruto mencionado não pertence à contagem das horas. Ele emerge quando o presente se torna pleno, unificado, reconciliado. Nesse estado, o invisível não se opõe ao visível, mas o sustenta, revelando uma presença que atravessa a experiência e a orienta.

A fecundidade do ser
Multiplicar-se além da medida não indica excesso exterior, mas plenitude interior. O ser que amadurece torna-se capaz de gerar vínculos estáveis, de sustentar a casa e de transmitir sentido. No silêncio profundo, Deus acontece como fundamento, não como ruído, e a vida encontra sua forma mais verdadeira.

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Tológica - 27.01.2026

 


HOMILIA

A Origem que Sustenta a Casa

A família revela sua plenitude ao oferecer espaço para o crescimento silencioso do sentido.

No Evangelho, quando Jesus indica como família aqueles que realizam o querer divino, Ele não nega a casa que O gerou, mas a eleva ao seu sentido pleno. Antes de ampliar o vínculo, Ele o enraíza. Deus adentrou a história ao encontrar uma morada que consentisse em recebê-Lo, e essa casa primeira tornou possível que o Mistério crescesse sob cuidado, silêncio e fidelidade. Ao fazê-lo, revelou a família como célula mater do existir humano e espaço onde o sentido aprende a habitar antes de ser anunciado.

É a partir dessa origem concreta que o ensinamento se expande. A palavra pronunciada em Marcos não rompe laços, mas revela seu fundamento interior. A pertença se aprofunda pela escuta que ordena o agir ao bem reconhecido, e não pela proximidade exterior. Quando a vida se organiza a partir desse centro estável, o tempo deixa de dispersar o sentido e passa a maturar o ser. Honrar essa origem é permitir que o eterno continue a inscrever-se no mundo, não como ideia abstrata, mas como presença viva que forma, sustenta e orienta o existir.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Versículo Inspirador
Quem se une ao querer divino permanece na origem, onde o vínculo não passa e o ser habita o presente pleno. (Mc 3,35)

A Origem que Precede o Agir
O ensinamento de Jesus revela que toda permanência verdadeira nasce do alinhamento interior ao querer que sustenta a criação. Permanecer na origem não significa retorno ao passado, mas habitar o ponto onde o sentido não se dispersa. Nesse lugar interior, o ser não é conduzido pela sucessão dos instantes, mas pela fidelidade ao princípio que o chama continuamente ao existir pleno.

A Família como Espaço de Permanência
Em harmonia com a homilia, compreende-se que a família assume dignidade singular por ser o primeiro espaço onde essa permanência pode ser aprendida. Foi por meio de uma casa concreta que Deus entrou na história, mostrando que o acolhimento silencioso forma o ser antes de qualquer palavra. Assim, o lar torna-se escola de escuta, maturação e consentimento ao bem reconhecido.

O Presente que Sustenta o Ser
Quando a vontade humana se ajusta ao querer divino, o tempo deixa de fragmentar a existência. O agir nasce de um centro estável, e o vínculo já não depende da exterioridade, mas da comunhão interior. Nesse presente pleno, o ser encontra repouso, direção e sentido, participando da ordem viva que gera, sustenta e orienta todas as coisas.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Homilia Diária e Explicação Teológica - 26.01.2026

 


HOMILIA

Caminhar Enviado e Habitar o Instante

O envio verdadeiro nasce do silêncio interior que consente.

O envio narrado no Evangelho revela que a origem do agir não nasce do cálculo, mas da escuta que antecede toda decisão. Ao ir dois a dois, a pessoa aprende que a verdade se reconhece no encontro e que a dignidade cresce quando o coração se alinha ao que o ultrapassa. O despojamento pedido não empobrece, antes purifica o olhar para que cada passo se torne inteiro. A casa acolhida figura o núcleo primeiro onde a vida se forma e amadurece, lugar em que a paz se reconhece como ordem viva. Curar e anunciar não são tarefas separadas, pois quando o interior se recompõe, o Reino se faz próximo no agora que se abre ao eterno.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA

Versículo orientador
Curai o que se encontra desalinhado no ser humano e anunciai que aquilo que governa todas as coisas já se fez próximo. Não como promessa distante, mas como presença que toca o agora e o reconduz ao seu princípio. (Lc 10,9)

O sentido do curar
Curar não se reduz ao gesto externo nem à reparação do visível. Trata-se de restaurar a justa ordem interior, aquela consonância entre pensamento, afeto e ação que permite ao ser humano habitar a própria existência com inteireza. Quando o desalinho é recolocado em seu eixo, o indivíduo reencontra sua dignidade originária e sua capacidade de responder ao chamado que o precede.

O anúncio da proximidade
O anúncio não aponta para um futuro distante nem para um ideal abstrato. Ele revela uma realidade já atuante, que se deixa perceber quando a consciência se abre ao real em profundidade. O que governa todas as coisas não se impõe de fora, mas se manifesta como fundamento silencioso que sustenta cada instante vivido com verdade.

O agora como lugar de revelação
O agora não é um ponto fugaz entre passado e futuro. Ele se torna lugar de encontro quando é vivido com atenção plena e disposição interior. Nesse instante recolhido, o eterno toca o transitório, não para anulá-lo, mas para conduzi-lo ao seu sentido mais alto.

A unidade entre cura e anúncio
Curar e anunciar são expressões de um mesmo movimento interior. Onde a ordem é restaurada, a proximidade do Reino se torna evidente. Assim, a ação não se separa da contemplação, e o agir justo nasce naturalmente da fidelidade ao princípio que sustém todas as coisas.

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