quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Homilia Diária - 17.12.2022

 QUAL É A ORIGEM DE JESUS? Mt1,1-17


HOMILIA


Irmãos, a criação está consumada. Preparemo-nos para a chegada d’Aquele que vem a nós cheio de amor. Ele vem para nos salvar, para que sejamos transformados, tornemo-nos límpidos, transparentes e cheios de vida.


O desejo de Deus há de se realizar um dia, pois ainda não somos tudo o que Ele deseja e espera de nós. Para que Lhe correspondamos, o Senhor se dignou a nos enviar Seu próprio Filho, que se fez homem igual a nós, menos no pecado.


O Primeiro Testamento converge para dois temas ideológicos principais: a afirmação de um ramo da descendência de Abraão, como povo divinamente eleito e a preeminência de Davi como piedoso e poderoso rei modelar. O judaísmo, surgido entre as elites exiladas na Babilônia e consolidado no retorno do exílio, recorre às elaborações genealógicas para afirmar-se como abraâmico e davídico.


As genealogias foram utilizadas também para reivindicar pertença a estirpes sacerdotais originárias de Aarão e para identificar vocações messiânicas. Mateus, dirigindo-se a comunidades de cristãos convertidos do judaísmo, insiste em vincular Jesus às suas antigas tradições, para convencê-los de que, n’Ele, realizavam-se suas expectativas messiânicas.


Com esta intenção, Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia, em três blocos de sucessão: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, do exílio a José, “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”. Contudo, fica aberto um espaço para a novidade: o menino que nasceu não é fruto de José, mas do Espírito Santo.


Portanto, a genealogia de Jesus mostra-nos que Ele assumiu por completo a natureza humana, e que a humanidade se preparou para recebê-Lo. Ele se fez humano para que o humano se fizesse Divino. Agradeçamos a Deus pelo seu amor e misericórdia.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Homilia Diária - 16.12.2022

 “Em Cristo você encontrará muito mais do que pode desejar ou pedir” (São João da Cruz)


HOMILIA


Dar testemunho de uma pessoa é garantir que ela existe e que é verdadeiro o quanto se afirma sobre suas qualidades e missão. É o caso de João, o qual “deu testemunho da verdade”. Jesus afirma que o testemunho de João é fidedigno, mas as autoridades religiosas não acreditaram em João. Jesus então apresenta-lhes um testemunho mais valioso que o de João: “as obras que o Pai me concedeu para realizar”. Que obras são essas? São gestos concretos da bondade divina em favor do povo. Na prática, Jesus cura os enfermos, acolhe e perdoa os pecadores, reintegra na sociedade os marginalizados, liberta as pessoas do apego aos bens materiais; enfim, causa verdadeira transformação na sociedade a partir daqueles que o aceitam e se abrem à sua mensagem libertadora.

Fonte https://www.paulus.com.br/

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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Homilia Diária - 15.12.2022

Sejamos sinal para o mundo!


HOMILIA


Temos de ser seta, sinal que aponta às pessoas o caminho da salvação, que é Jesus

“Eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João. No entanto, o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Lucas 7,28).



É uma graça aquilo que a Liturgia do Tempo do Advento nos dá, que é refletir sobre a figura, a pessoa de João Batista.


João foi um homem de Deus, humilde, modesto e penitente; um homem totalmente voltado para a causa do Senhor e para preparar Seus caminhos. Por isso, ele assume um papel fundamental na compreensão do mistério da vinda de Cristo, o Messias.


É muito interessante que João não chama a atenção para si, mas para Cristo, mostrando que Ele é o Salvador, o caminho, a luz que vem para o mundo.


Temos de ter muito cuidado, temos de ser seta, sinal que aponta às pessoas o caminho da salvação, que é Jesus. Mas não podemos querer que as pessoas parem em nós. Eu não posso querer que as pessoas parem em mim, que se prendam a mim, que sigam o caminho de Deus por causa de mim e tenham em mim o ponto de parada ou chegada. Assim, vale também para o cantor, para o padre que é o pastor, que é líder. Não podemos parar nas pessoas, pois elas precisam ser para nós um sinal.


É verdade que existem os maus e bons sinais ao longo do caminho, e precisamos seguir os bons sinais. Mais do que segui-los, precisamos ser um bom sinal na estrada, temos que sinalizar para as pessoas por onde elas devem ir, e que, de fato, não devemos parar, estacionar ao longo do caminho.


Devemos levar as pessoas até Jesus, para que O conheçam, para que se entreguem a Ele, a fim de que façam o que João fez: transformou Jesus na luz da sua vida.


João era uma voz, mas não era a Palavra. João era a voz por onde a Palavra de Deus chegava até as pessoas. Temos o canal vocal de onde nossa voz sai, mas a palavra não deve ser nossa, e sim de Deus! Devemos ser, realmente, para os outros um canal que comunica a Palavra de Deus, para que ela chegue aos corações.


Às vezes, preocupamo-nos muito com a nossa opinião, com nossa palavra e vontade. Aquele que se põe como instrumento de Deus faz-se voz d’Ele para que Sua Palavra chegue ao coração das pessoas.


João se fez humilde, dilatou seu coração, foi um homem penitente para que as pessoas não parecem nele, mas para que chegassem até Deus.


Quando nos fazemos menor, quando a humildade toma conta do nosso coração, as pessoas não param em nós, mas olham para nós e chegam até Deus por nosso intermédio.


Que sejamos para o mundo sinais vivos de que Deus está no meio de nós!


Deus abençoe você!


Fonte Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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sábado, 10 de dezembro de 2022

Homilia Diária - 14.12.2022

 ÉS TU OU DEVEMOS ESPERAR OUTRO? Lc 7,19-23


HOMILIA


João Batista é um crente em Deus, que vive para Ele, sempre aberto, disponível às suas iniciativas. Por isso, sabe reconhecê-lo no misterioso homem da Galileia, que vem fazer-se batizar por Ele, no Jordão, Jesus de Nazaré.


Mas, na escuridão da prisão de Herodes, é invadido pelo medo, pela tristeza, pela dúvida: ter-me-ei enganado ao ver em Jesus o Cordeiro de Deus? Mas a sua fé é grande. Em vez de pô-la em discussão, manda embaixadores a Jesus, pedindo luz para compreender. Torna-se, pois, ainda mais pobre, fazendo-se simples interrogação: «ÉsTu o que está para vir, ou devemos esperar outro?»


Jesus responde aos embaixadores apontando as obras que anda a fazer. Não apenas os milagres que dão testemunho dele, mas o que eles significam. São sinais de que começou uma nova humanidade, que sabe acolher a palavra de Deus, ver as maravilhas que Ele faz e caminhar pelos seus caminhos: «a Boa-Nova é anunciada aos pobres».


O estilo paradoxal da ação de Deus em Jesus não escandalizará um pobre prisioneiro, como é João. Pelo contrário, torná-lo-á muito «feliz». Embora tenha anunciado a vinda de Jesus, o próprio João Batista teve dificuldade de reconhecê-lo. Com a chegada do Messias, o mundo não se acabou, como proclamava João. Ele não se apresentou como um juiz severo, como fora anunciado, antes, caracterizou-se por sua mansidão e humildade de coração. Sua pregação não visava incutir medo e levar à conversão a qualquer custo, mas tentava avivar a chama do amor no coração dos pobres e sofredores. Além do mais, João estava no cárcere, e Jesus não o havia libertado, como se esperava do Messias, libertador dos prisioneiros. Eis porque sentiu a necessidade de mandar seus discípulos para interrogarem a Jesus sobre sua identidade.


A resposta de Jesus colocou João e seus discípulos diante de um exercício de discernimento. Eles foram confrontados com os gestos prodigiosos de Jesus e tinham o testemunho da cura de cegos, coxos, leprosos, surdos e de mortos que tinham ressuscitado. Enfim, os pobres estavam sendo evangelizados. Interpretando estas ações de Jesus, a partir de textos dos antigos profetas, não era possível pôr em dúvida sua condição de Messias. Todo o seu agir inspirava-se nas profecias messiânicas e seus gestos comprovavam sua identidade. Diante dos milagres de Jesus, era necessário, porém, ter a coragem de reconhecer sua condição de Filho de Deus.


«Destilai, ó céus, lá das alturas o orvalho, e que as nuvens façam chover a justiça». Isaías oferece-nos, hoje, uma aclamação que traduz perfeitamente o estado de alma de quem vive o Advento. Por isso é que a Igreja a repete tantas vezes na sua oração durante este tempo litúrgico. O profeta manifesta o desejo de uma intervenção divina, porque está convencido de que a justiça e a salvação só podem vir de Deus. Ao contrário de tantos outros textos, em que a intervenção de Deus é comparada a uma tremenda batalha contra os maus, aqui é comparada a um calmo e benéfico orvalho, ao mistério de uma chuva fecunda.


São imagens adequadas ao mistério da Encarnação, que não se realizou de modo estridente, mas com infinita discrição, na «sombra» do Espírito Santo. À intervenção divina deve corresponder a nossa discreta disponibilidade: «Abra-se a terra!» E a terra abriu-se, quando a Virgem de Nazaré deu o seu “sim”: «Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38).


O Evangelho de hoje apresenta-nos João rendido a Cristo, dando testemunho dele com a sua vida. João é também “terra aberta” ao Verbo de Deus feito homem, um verdadeiro disponível, um verdadeiro “pobre de Deus”, que Jesus proclama bem-aventurado. O Batista é a imagem do crente que caminha na paciência e que está sempre disponível a reformular as suas expectativas perante o imprevisível estilo da vinda de Deus. Assim vai aprofundando a sua esperança até ao supremo testemunho do sangue.


João Batista ensina-nos que, mesmo a fé mais forte e sincera, pode coexistir com a dúvida e que a maneira de vencer essa dúvida é a oração. Renunciando a pôr em causa a promessa de Deus e revendo os nossos modos limitados de ver a promessa divina e de esperar a sua realização, encontramos a paz.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Homilia Diária - 13.12.2022

 OS DOIS FILHOS Mt 21,28-32


HOMILIA


“Os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino dos céus”, disse Jesus às autoridades judaicas que o escutavam no Templo. Podemos imaginar o escândalo que estas palavras causaram aos ouvidos dos “justos” de Israel! Ser precedido nos céus por uma prostituta ou um cobrador de impostos?!  No tempo de Jesus, os cobradores de impostos eram totalmente desonestos. Não poderia se ouvir ofensa maior. Ser colocado para trás logo por quem? Por pessoas de má fama?I


Mas, por que Jesus reprova tanto estes sacerdotes e anciãos? Onde foi que eles erraram? Exatamente na incoerência entre o “falar” e o “fazer”. E Jesus mostra isso claramente com a parábola dos dois filhos. Nela, para ambos os filhos, o pai pede cordialmente que trabalhem na vinha. O primeiro se prontifica imediatamente: “Sim, Senhor!”, mas não move uma palha. O segundo está decidido: “Não quero!”, mas pensa melhor e aparece lá para trabalhar.


No primeiro filho, as palavras são boas e gentis, mas falta a sua realização. No segundo, as palavras até parecem brutas, mas a ação é boa. As palavras por si só não salvam, é preciso praticá-las. O próprio Jesus já havia alertado: “Não quem me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21). Já o exemplo do segundo filho é autêntico: ele cumpre a vontade do pai não com palavras, mas com ações.


Os chefes judaicos até que estavam de acordo que a vontade do Pai só pudesse ser cumprida com ações, mas não estavam de acordo de jeito nenhum com a aplicação que Jesus fizera desta parábola. Assim, percebemos que tipo de distância abismal havia entre o dizer e o fazer na religiosidade farisaica e que é tão viva ainda hoje. A reprovação de Jesus é dirigida a quem dá mais valor às aparências do que à essência, mais às palavras que à prática, mas ao exterior que ao interior. Se formos fazer um exame de consciência bem feito, vamos perceber imediatamente como somos fariseus, como o primeiro filho pronto a dizer “sim” com os lábios, mas a não fazer quase nada quando o assunto é cumprir a vontade de Deus.


A exortação de Jesus se torna ainda mais provocante, como já dissemos acima, porque contrapõe aos seus interlocutores os publicanos e as prostitutas. Para os chefes dos judeus, o fato de serem mencionados juntamente com pessoas dessa classe era muito ofensivo. Eles desprezavam e excluíam totalmente estas pessoas. Jesus, pelo contrário, vê nelas o segundo filho. Num primeiro momento, deram um não, mas depois se arrependeram e fizeram a vontade do Pai. Jesus não aprova o modo de vida delas, mas reconhece a acolhida que elas deram à mensagem de conversão de João Batista e a julga como o cumprimento da vontade de Deus.


Jesus afirma que só aquele que reconhece o seu pecado pode se arrepender; aquele que se acha justo, um auto-suficiente, seguro de sua justiça, nunca vai reconhecer que erra. De fato, foi isto o que aconteceu pela pregação de João Batista: os fariseus o rejeitaram, enquanto os pecadores se arrependeram e se converteram. Aqueles, de fato, não se agradaram em ouvi-lo, estavam fechados ao Evangelho e só quem se deixa tocar pelo Evangelho, se afasta de si mesmo (já que, no fundo, a religiosidade farisaica é o agradar a si mesmo, pelo próprio comportamento, pelas próprias ações) e se abandona à vontade de Deus.


Até que os fariseus faziam boas e muitas ações, pois observavam a lei de Moisés, mas esqueciam a parte fundamental: reconhecer os sinais da presença de Deus, primeiramente em João Batista, depois em Jesus. Descobrimos assim que a manifestação concreta da vontade de Deus não coincide nunca com aquilo que nós desejamos e que já pré-estabelecemos como o nosso bem, mas tem sempre a ver com a fé, uma fé que envolve todo o nosso ser e se concretiza numa pequena, simples, mas dificílima ação. O importante não é, portanto, fazer alguma coisa, mas fazer aquilo que Deus quer que nós façamos pela obediência da fé.


Pai, quero ser para ti um filho que escuta a tua Palavra e se esforça para cumpri-la com sinceridade. Que a minha resposta ao teu apelo não seja pura formalidade.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Homilia Diária - 12.12.2022

 MARIA VISITA ISABEL Lc 1,39-47


HOMILIA


Estamos celebrando, hoje, a festa da padroeira de toda a América Latina: Nossa Senhora de Guadalupe. Somos convidados a erguer nossas vozes e preces, não apenas às súplicas como estamos habituados a fazer – pedir, pedir e pedir. A prece que temos de erguer, neste dia, é a de louvor, de ação de graças ao Pai por todo o povo, sobretudo o sofredor deste continente. O melhor que a América tem é o seu povo; mas como eles têm sofrido, têm sido excluídos!


Quero citar o caso dos índios e alguns afro-descendentes em quilombos, condenados a comer “o pão que o diabo amassou”, a viver em reservas como se fossem animais nos jardins zoológicos. Ai meu Deus, como dói e que pena! Como a imagem e semelhança de Deus têm sido desfigurada nestes nossos irmãos e irmãs! Certo é que a mão de Deus toca a vida e o coração de nossa gente. Veja que a história de Guadalupe principia-se junto do índio pobre e explorado.


São João Diego é sinal de que Deus fez sua história de salvação junto de nosso povo. Por isso, louvemos Nossa Senhora de Guadalupe. Hoje é o dia de gritar e clamar bem alto: “Bendita, porque acreditou nos projeto de Deus; de trazer ao mundo, e entre nós, o seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador”.


As narrativas de infância que falam do anúncio e nascimento de Jesus são exclusivas de Mateus e de Lucas. Marcos inicia seu Evangelho a partir da proclamação e batismo de João Batista. Já o Evangelho de João apresenta o prólogo da encarnação do Verbo antes das narrativas de João Batista. Enquanto em Mateus as narrativas de infância colocam José em foco, em Lucas o destaque é dado a Maria. Lucas faz ainda uma íntima relação, em paralelo, entre João Batista e Jesus, desde os respectivos anúncios de concepção feitos pelo anjo Gabriel.


No texto de hoje, Lucas descreve a cena da visitação de Maria à sua prima Isabel. Nessa aproximação entre elas, ambas portadoras dos filhos em seus ventres, Lucas acentua a superioridade de Jesus sobre João. Assim, são destacadas a alegria da criança no ventre de Isabel e a proclamação desta a Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.


Maria, logo que acolhe o projeto de Deus na sua vida, lança-se para a missão. Vai na direção das regiões montanhosas, à casa de sua prima Isabel. Não para fazer turismo: dormir, passear, comer e beber, mas para servir. Sua prima estava grávida, já no sexto mês. As duas se olharam, saudaram-se e se descobriram envolvidas em mistérios divinos. Cheia do Espírito Santo, Isabel exclama: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.


Veja, uma simples mulher reconhece a divindade que Maria traz em seu ventre. Como nós, cheios de conhecimento, estudiosos, doutores e mestres nas coisas do mundo, não conseguimos enxergar a imagem e semelhança de Deus nas pessoas mais humildes, pobres, doentes, encarcerados e dementes com que cruzamos, convivemos, trabalhamos?


Somos chamados à prática da caridade no dia de hoje. Da mesma forma que Maria se encheu de zelo pelo serviço ao próximo, sejamos também nós assim; partamos ao encontro dos mais necessitados. Lembro-o de que quem ajuda um pobre, empresta a Deus. Maria recebe como retribuição de Isabel a exclamação: “Bendita entre as mulheres é aquela que acreditou e fez dela o plano de Deus”.


Maria e Isabel compreenderam o que Deus, nelas, realizava. Será que você e eu somos capazes de descobrir o que Deus quer de nós? Eu sei que somos. Mas como compreender isto? Sejamos também acolhedores do Reino de Deus em nossas vidas e seremos felizes.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Homilia Diária - 11.12.2022

 O mérito no Reino de Deus é ser o menor


HOMILIA


Há uma única competição no Reino dos Céus a qual precisamos fazer parte, e não podemos abrir mão: é a competição pela “pequenez”

“Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele” (Mateus 11,11).


O Tempo do Advento aponta-nos “figuras-chave” no Mistério da Salvação e da Encarnação de Jesus Cristo. Olhamos para João Batista, aquela voz que ruge e clama no deserto, anunciando aqu’Ele que vem.


João tem uma grandeza de alma que é conhecida por todos, mas onde está a grandeza de João? É por que ele é um profeta? É por que ele é predecessor do Messias? É por que ele está no deserto pregando a penitência?


Não! A grandeza de João está, justamente, em tornar-se pequeno, em não se elevar e nem deixar que nenhum sentimento de grandeza tome conta da sua alma. É ele quem vai nos dizer: “Convém que Ele cresça e eu diminua”.


Quem está a serviço do Evangelho e de Cristo, não busca reconhecimento, crescimento, importância, aplausos ou merecimentos humanos. Não busca luzes, holofotes e tão pouco aplausos para si, aplausos são somente para Cristo. Se faz menor, muitas vezes, nem aparece, não se mostra, entretanto, tudo o que ele faz, deixa a marca de Jesus, a presença d’Ele..


O mensageiro de Jesus só pode querer escutar uma coisa: “Eu encontrei Deus através de você. Você me leva para Ele. Você me faz conhecer a Deus. Você me aproxima de d’Ele”. Não trazemos as pessoas para nós, não somos capazes de curar e nem de cuidar, seja lá de quem for, porém, por vezes, a soberba, o nosso orgulho, a autossuficiência, nos levam a crer que nós somos bons e maravilhosos. Gostamos dos elogios, aplausos, no entanto, aquele que se faz menor, torna-se maior que João.


Há uma única competição no Reino dos Céus a qual precisamos fazer parte dela, e não podemos abrir mão: é a competição pela “pequenez”. A competição não pode ser jamais pela “grandeza”, pelo reconhecimento, jamais para querer tornar-se o melhor ou o mais aplaudido.


Às vezes, fico observando como os critérios do mundo, invadem o pensamento e os sentimentos de nós que, nos colocamos para sermos discípulos de Jesus.


As pessoas estão competindo quem é mais, quem pode mais, quem faz mais, quem está há mais tempo, quem tem esse ou aquele mérito. Porém, o mérito no Reino de Deus é ser o menor, é não se colocar acima dos outros ou sentir-se mais importantes do que os outros. Se assim o fizermos, estamos no caminho da salvação, e passando pelas estradas que João Batista abriu apontando-nos o Messias.


Convém a cada dia que somente Jesus cresça e que nós diminuamos.


Deus abençoe você!


Fonte Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.


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