quinta-feira, 7 de julho de 2022

Homilia Diária - 09.07.2022

NÃO TENHAIS MEDO! Mt 10,24-33


HOMILIA


Para que seus discípulos não desanimem diante das perseguições, Jesus lembra que também ele encontrou oposição.


As exigências da missão são extremas, podendo incluir a perseguição e a morte! Hoje, Jesus introduz no seu discurso a expressão «Não temais», que ocorre 366 vezes na Bíblia. O nosso texto está estruturado sobre a repetição, a modo de imperativo: “ não tenhais medo”! E depois dá razões pelas quais a confiança deve sempre vencer. A primeira razão é: ainda que o bem esteja, por agora, velado, e a astúcia e a virulência do mal pareçam escondê-lo, acontecerá uma reviravolta completa e veremos, no triunfo de Cristo, a vitória dos que escolheram praticar o bem. Eis a razão pela qual os discípulos de Jesus são encorajados à audácia do anúncio. O que recebemos é pequeno como uma luzinha nas trevas, como um sussurro ao ouvido, mas deve ser dado à plena luz do dia, gritado sobre os telhados. Inicialmente, o Evangelho era algo de oculto e misterioso, que era preciso manter em segredo, dado a conhecer a poucos e com as devidas precauções, para não desencadear a perseguição. Mas chegou o tempo de o dar a conhecer ao mundo inteiro! O pior que pode acontecer aos missionários do Reino é a morte do corpo. Mas seria muito pior a morte da alma, a perda da vida. Ora, só Deus pode tirar a vida. Mas não o faz àqueles que O amam e O temem. Jesus conclui a sua argumentação com duas imagens muito ternas: a dos pássaros que, valendo pouco, são amados pelo Pai, e a dos cabelos da cabeça, contados por Ele. Não há, pois, que temer: Ide: proclamai que o Reino do Céu está perto! (Mt 10, 7).


O temor de Deus é uma atitude complexa em que conflui o respeito reverente, a obediência, a adesão profunda, a adoração, o amor. Foi sentido por muitos profetas e santos, que fizeram a experiência do encontro com Deus, três vezes santo. Diante d´Ele, damo-nos conta da nossa condição de criaturas e da impureza da nossa vida. Já o salmista rezava: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus… que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?» (Sl 8, 2.5). Mas, se nos deixarmos penetrar por esta atitude, também poderemos ter toda a confiança na sua misericórdia. Jesus une o temor de Deus e a confiança: «Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! … Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros» (vv. 29.31)


Ambas as leituras nos falam da experiência de temor na presença de Deus, que Se nos revela e chama a uma missão. Mas também em ambas as leituras escutamos a palavra do Senhor que nos diz: «não tenhas medo», «não temais». Aquele que nos ama, nos chama e nos envia, purifica-nos e está conosco: «Não temas: eu estarei contigo»; «não temais, eu estarei convosco» (Ex 3, 12; Dt 31, 6; 31, 15; 1 Cr 28, 20; Jr 1, 17; 46, 28; 30, 11). A Virgem Maria também experimentou a sua condição de criatura limitada e frágil perante a grandeza e poder de Deus, no dia da Anunciação. Por isso, o Anjo lhe diz: «Não tenhas medo, Maria » (Lc 1, 30).


O medo e a desconfiança, na relação com Deus, mas também na relação conosco ou com os outros, paralisam-nos, transformam-nos em escravos. Mas Paulo adverte-nos: «Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, por meio do qual gritamos: “Abbá, Pai!”. O mesmo Espírito atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus» (Rm 8, 15-16). «Se vivemos do Espírito, caminhemos segundo o Espírito» (Gl 5, 25). Na relação com Deus, embora conhecendo os nossos limites e os nossos pecados, temos consciência de estar perante um Pai, cheio de amor e de misericórdia. No exercício da missão que nos confia, na sua obra de salvação do mundo, sabemos que não estamos sós, mas que Ele está connosco.


Senhor purifica os meus lábios, mas purifica, sobretudo, o meu coração. Quantas vezes alimento pensamentos e desejos, que não nascem da certeza do teu amor, da vontade de lhe corresponder, da confiança em Ti. Quantas vezes me deixam dominar pelo temor, quando surgem dificuldades e problemas no caminho para Ti, ou na missão que me confiaste. Faz-me escutar novamente a tua palavra: «Não temas; Eu estou contigo!». Purifica-me, Senhor, e dá-me coragem e confiança para aceitar a purificação! Dá-me agilidade no combate espiritual contra as paixões, para que deseje e queira, sempre, em tudo, e somente a tua glória. Assim encontrarei também a paz e a serenidade, que tornarão mais felizes e plenos os breves dias da minha vida. Amén!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Homilia Diária - 08.07.2022

 As ovelhas de Jesus agem com prudência


HOMILIA


A simplicidade e a prudência são os remédios que conduzem e guiam a vida de uma ovelha em meio a tantos lobos deste mundo

“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10,16).


O discípulo de Jesus é uma ovelha mansa, cuidada, renovada e convertida pela graça de Deus. Mas uma ovelha de Jesus não é ingênua, ela vive no mundo cercado por lobos ferozes. Esses lobos querem atacá-las, tirar a vida delas, para que não sigam o rumo do Pastor.


O Bom Pastor tem o remédio para Suas ovelhas, Ele as ensina como devem viver neste mundo. O remédio para nós, que somos ovelhas no redil de Jesus, é a prudência da serpente. Como nós precisamos ser prudentes, não podemos ser pessoas bobas, ingênuas, achando que tudo cai do Céu, que de tudo Deus vai cuidar. Ele cuida de nós, Ele nos abençoa, mas nos deixa diligentes, atentos, cuidadosos, prudentes em tudo aquilo que fazemos.


Não podemos expor nossa vida ao perigo, não podemos fazer aquilo que é errado nem ficar de braços abertos esperando que tudo caia do céu. Não! Precisamos, com determinação, fazer a nossa obrigação e responsabilidade. Há muitas pessoas de braços cruzados, esperando que Deus venha em socorro delas.


Não é com passividade, mas com prudência e determinação que age uma ovelha de Jesus. Ela trabalha, corre atrás, luta, faz a sua parte, previne-se, não se expõe ao mal nem ao perigo. Uma ovelha de Jesus pensa, raciocina, medita e confia na graça de Deus, mas nunca deixa de fazer a sua parte.


Não confundamos fé com ingenuidade. Num português bem claro, um discípulo não pode ser um lobo no mundo; precisa ser, realmente, uma pessoa muito prudente, ter discernimento: “Isso convém. Isso não convém”, e não fica dizendo: “Foi Jesus quem mandou. Foi Deus quem me falou”. Tomemos muito cuidado com isso! Muitas pessoas estão fazendo muita coisa em nome de Deus, mas não precisam ficar falando. É a cabeça e a mente da pessoa que não sabe ter o verdadeiro discernimento.


A segunda coisa: uma ovelha de Jesus é simples, humilde, não é arrogante nem se comporta com altivez e orgulho. Com simplicidade, ela busca ajuda, aconselhamento, procura ouvir a voz do discernimento, porque ela é simples como a pomba.


Às vezes, estamos complicando demais, impondo coisas que não levam a nada. Se tivermos a mistura da prudência com a simplicidade, poderemos até nos machucar, mas sempre encontraremos o caminho da vida, porque a simplicidade e a prudência são os remédios que conduzem e guiam a vida de uma ovelha em meio a tantos lobos deste mundo.

Deus abençoe você!

Fonte Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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terça-feira, 5 de julho de 2022

Homilia Diária - 07.07.2022

O DOM DA GRATUIDADE Mt 10,7-13


HOMILIA


De graça recebemos, de graça devemos dar! É assim que Jesus inicia o envio e conseguintemente a missão dos discípulos. É fundamental entender bem que recebemos gratuitamente o evangelho da vida. E por isso como paga temos de nos consumir também de graça como uma vela que se queima no altar.


O objetivo da nossa doação é a vida dos nossos irmãos e irmãs. Veja o que Jesus nos diz: Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos e expulsai os demônios.


É esta a nossa tarefa, a nossa missão! Mas para que possamos desempenhá-la, precisamos, nós mesmos, nos sentirmos curados, ressuscitados, purificados e livres de todas as artimanhas do inimigo. O Espírito Santo é o amor que nós recebemos do Senhor. Ele é gratuito, incondicional e poderoso para nos curar e nos libertar. É com este amor que nós também poderemos sair pelo mundo a fora anunciando que “o reino dos céus está próximo”. As graças que nós recebemos nos levam a um estado de espírito em que a paz que nós usufruímos, são sinais da justiça que praticamos. A alegria, a felicidade e o perdão, são atributos do reino dos céus que está dentro do nosso coração. Recebemos de graça, de graça devemos dar, é nosso dever, é nosso chamado e nossa missão.


Deus quer dar a todos os Seus filhos uma qualidade de vida digna, porque somos criados à Sua Imagem e semelhança e nos chama a sair da nossa redoma para anunciar ao mundo que o reino dos céus é Jesus e que Ele está no meio de nós. Porém, Ele nos recomenda que na nossa caminhada não levemos nada do que o mundo considera importante, mas tão somente os dons que d’Ele recebemos, de graça Reflita – O que você tem anunciado no caminho da sua vida? – Você conversa com seus amigos e amigos sobre o que vê e ouve na TV, na Internet? – Por que você não anuncia também o Evangelho? – Você tem acolhido no coração as delicadezas de Deus para a sua vida ou tem deixado passar pensando que é mérito seu?


Lembra-te sempre de que a nossa missão é reunir o povo para seguir a Jesus, o novo Pastor. Ela se realiza mediante o anúncio do Reino e pela ação que concretiza os sinais da presença do Reino.


A missão se desenvolve em clima de gratuidade, pobreza e confiança, e comunica o bem fundamental da paz, isto é, da plena realização de todas as dimensões da vida humana. Os enviados são portadores da libertação; rejeitá-los é rejeitar a salvação e atrair sobre si o julgamento.


Pai faça de mim um instrumento de gratuidade, para a construção da paz desejada por Jesus. Paz que se constrói na comunicação dos bens divinos a cada pessoa humana.


Como bom chefe de escuteiros que fui e que continuo sendo, embora longe das minhas funções de Assitente Nacional dos Escuteiros de São Tomé e Príncipe, convido-te a rezarmos juntos a Oração de Exploradores: Senhor Jesus! Ensinai-me a ser generoso, a servir-vos como vós o mereceis, a dar-me sem medidas, a combater sem cuidar das feridas, a trabalhar sem procurar descanso, a gastar-me sem esperar outras recompensas, se não saber o que faço a vossa vontade santa. Amem

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Homilia Diária - 06.07.2022

 A VOCAÇÃO DOS APÓSTOLOS Mt 10,1-7


HOMILIA


Jesus caminhava por todas as cidades e povoados daquela região e, junto com Ele, os doze escolhidos para serem seus apóstolos, quer dizer, seguidores. Jesus os vinha preparando desde o seu chamado, que eles atenderam sem titubear. Caminhavam junto a Ele felizes pelas maravilhas que presenciavam, ouviam e viviam diariamente. Cegos enxergavam, surdos ouviam, mudos falavam, lepra desaparecia, mortos ressuscitavam, paralíticos andavam e, muito mais fatos os deixavam cada vez mais encantados. Jesus se preocupava em curar todos os que necessitavam dos seus milagres, mas, junto com as curas, Ele antes anunciava o Reino do Pai, que devia ser instalado no coração daquele povo que estava longe de viver os Mandamentos enviados a Moisés durante a caminhada para a terra prometida.


Dizendo aos apóstolos que a Messe era grande, mas os operários poucos, decidiu que era hora de enviar os doze fiéis seguidores para a Missão que seria a de “esparramar” por toda a parte, pelo anúncio da Palavra e testemunho, de tudo o que aprenderam com relação ao Plano de Salvação que Ele anunciava e que foi enviada pelo próprio Deus, para que ninguém se perdesse. E Pedro, André, Tiago, o outro Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tadeu, Simão e Judas, após as recomendações de Jesus, partem para a Missão em todos os lugares. E, tanta coisa aconteceu depois disso, que hoje, dois mil e nove anos depois, nós, também somos chamados por Jesus, para levar a todos os lugares em que vivemos , a partir de nossa casa, a Sua Mensagem de Amor, trazida pelos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João e, pelos discípulos que deram a vida pelo anúncio da Palavra: Paulo e Pedro; pregando as verdades que Jesus trouxe para o mundo que o Pai criou.


Jesus, ainda hoje, continua chamando a todos para a Missão; ainda hoje. Todos seremos capacitados por Ele, através do Espírito Santo, se decidirmos ser trabalhadores da Messe: basta crermos nas Suas verdades, olhamos ao nosso redor e constatarmos que o Cristo está no meio de nós e, convoca-nos a todo instante, para as muitas missões que surgem à nossa frente. E, que o comodismo, o medo, e a indiferença nos cegam e nos impedem, às vezes, de cumprirmos com a parte que nos toca como missão. Ela não é difícil e muito menos impossível. Se vivermos com o nosso coração cheio de amor; se confiarmos de verdade nas palavras de Jesus, até um simples sorriso, um pequeno gesto, um momento de atenção para com o próximo, serão parte de Missões que vamos cumprindo inspirados pelo E. Santo, deixado por Jesus, como nosso advogado, como nosso consolador, como nosso orientador, durante a nossa caminhada nesta vida. E, assim, vamos conseguindo amar nossos irmãos, cumprindo o Mandamento Maior do Senhor.


Ninguém nasce por acaso e para nada. Todos nascemos com uma missão, basta que estejamos atentos e, Jesus nos indicará a que viemos, como fez com os Apóstolos, o momento, o jeito e a maneira de a cumprirmos, livremente e, se quisermos. Mas cuidado, o estilo da missão de Jesus e dos discípulos é o oposto daquele dos poderosos que o mundo de hoje idolatra. Não se baseia sobre a vontade de dominar, a arrogância ou a ambição, mas sobre a proposta humilde (não devem levar nada de material, mas devem contar com a providência divina e com a hospitalidade fortemente praticada naquela época), respeitosa, atenta aos mais fracos (curai os doentes), oferecida na gratuidade, sem buscar outras recompensas. O Evangelho de Jesus é uma mensagem de vida verdadeira para quem confia somente em Deus, que é Pai e também Mãe.


Como, podemos, nós, discípulos de Jesus, seguir nossa missão em meio aos lobos do tempo atual? A missão é mais forte do que o medo. Às vezes, somos tomados por pensamentos negativos, tipo “o que vão pensar?” ou “o que vão dizer?”. É humano sentir medo, mas a missão deve superar os nossos temores. Nenhum profissional tem medo de falar de sua profissão. Então, por que deveríamos, nós cristãos, ter medo de falar de Cristo, da sua pessoa, da sua verdade, da sua vida, do seu amor, do seu mistério? A fé e a missão começam no coração e devem terminar nos lábios e nas ações. Não podemos deixar que o receio atrapalhe a nossa missão cristã. Portanto, está lançado o desafio. Cristo te chama para a sua missão.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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domingo, 3 de julho de 2022

Homilia Diária - 05.07.2022

 A COLHEITA É GRANDE, MAS OS TRABALHADORES SÃO POUCOS Mt 9,32-38


HOMILIA


Estamos diante de uma curta narrativa de exorcismo e cura de um possesso mudo, e depois da acusação dos fariseus. Repete-se aqui o longo discurso sobre os milagres de Jesus, narrados por S. Mateus (12,22-32).


Jesus não perdia tempo e, percorrendo todas as cidades e povoados, pregava o Evangelho do Reino e ensinava nas sinagogas. Porém, Ele concretizava tudo o que anunciava, quando curava os enfermos, expulsava os espíritos maus, libertava os oprimidos, por compaixão. As pessoas não abrangiam a sua missão e julgavam-no com a mentalidade do mundo, que não compreende quem trabalha simplesmente por amor.


Neste Evangelho, Jesus cura um homem mudo que estava possuído pelo demônio. O demônio é o espírito das trevas e da escuridão, espírito de rebeldia e de injustiça. Ele nos faz mudos (as) e tem poder sobre nós quando nos impede de expressar através dos nossos lábios o louvor que só a Deus é devido; quando não queremos nos pronunciar nem assumir compromissos, quando nos omitimos e não nos revelamos. Aí então, ele faz a sua festa e nos tornamos homens e mulheres mudos, apáticos, sem compromisso, sem esperança, sem entusiasmo. Porém, o poder e o domínio de Jesus são muito maiores do que a ousadia e a pretensão de satanás.


Ele vem em nosso auxílio para nos tirar da ignorância e do pecado. Todavia, quando Jesus nos cura e nos tira do anonimato e da ignorância, as pessoas, muitas vezes, não compreendem o porquê da nossa transformação e nos julgam mal. Elas nos avaliam pelas aparências e não têm a coragem de se pronunciarem e de tirarem as suas dúvidas, nos apelidam de fanáticos (as) e de radicais.


Por isso, o Senhor continua pedindo ao Pai, trabalhadores para a sua messe. Ele olha as multidões e se compadece daqueles (as) que vivem abandonados, cansados e abatidos. Jesus veio inaugurar o tempo da misericórdia e, hoje como ontem, Ele conclama os Seus discípulos para serem trabalhadores da messe.


“A messe continua grande, mas os trabalhadores são poucos.” As pessoas continuam como ovelhas sem pastor, abatidas, cansadas, desanimadas, sem esperança, até dentro das nossas casas e Jesus nos chama a ser trabalhador da Sua colheita. Nós acolhemos o chamado de Cristo quando fazemos tudo por amor. A vivência do amor anima as pessoas enfraquecidas, enfastiadas e sem perspectiva.


O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe. Quanto mais nós nos apresentarmos à vinha do Senhor, mais surdos e mudos serão curados.


Você já se sente liberto (a) do demônio que paralisa os lábios do homem? – Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança? – O que você diz a elas? – Você tem ajudado a alguém pelo menos escutando e acolhendo? – Você se considera trabalhador da messe de Cristo?- Em que você tem empregado o seu tempo livre?


Pai, faça-me compassivo diante do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, movendo-me a ser, efetivamente, solidário com eles.

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sábado, 2 de julho de 2022

Homilia Diária - 04.07.2022

 CURA DE UMA MULHER E UMA MENINA Mt 9,18-26


HOMILIA


Esta narrativa do Evangelho, encontrada em Marcos com preciosos detalhes, é resumida por Mateus, para inseri-la no seu bloco de dez milagres, nos capítulos 8 e 9.


O Evangelho de hoje nos traz duas realidades de fé que aos olhos humanos parece impossível de acontecer. A primeira nos fala de ressurreição e a segunda da cura de uma enfermidade de muitos anos. Porém, para Jesus nada é impossível e Ele realizou o impossível na vida dessas duas pessoas por causa da FÉ do pai da menina e da hemorroíssa. Então, o que devemos aprender no dia de hoje é que somente a fé salva e que em momento nenhum das nossas vidas devemos perder a nossa fé, assim como aquele pai que mesmo depois que a filha morreu foi ao encontro de Jesus e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”. Quer maior exemplo de fé do que a desse pai? Ele não desistiu de acreditar que para Jesus nada é impossível.


Dessa mesma forma temos nesse Evangelho a mulher que lutava contra uma hemorragia de 12 anos e que também não perdeu a fé e pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante. Então, além de ter fé a única coisa que precisamos fazer é ir ao encontro de Jesus, pois a fé por si só é morta ela precisa ser experimentada junto com Jesus. Precisamos ter fé em Jesus e nos aproximarmos d’Ele para viver a experiência de sermos tocados pelo impossível e pela fé sermos salvos!


Qual é hoje o impossível que você precisa que seja tocado por Jesus através da sua fé? A mulher não ficou acomodada em um canto nem mostrou desânimo, mas perseverou com fé, e então foi curada: coragem, minha filha, a tua fé te salvou. O mesmo diz para ti neste momento de dor e de luto, de tristeza e abandono. Pense e fale para Jesus, pois hoje a Palavra de Deus, que é vida, nos traz a realidade de milagres realizados pela fé em Jesus. Então não perca a sua fé e tenha a coragem de ir ao encontro do Senhor hoje na Santa Missa por meio da Eucaristia ou na Adoração, enfim, não desista do seu impossível porque Jesus não desistiu de lhe ajudar, mas você precisa ir ao encontro do Senhor e ter a fé daquele pai e daquela mulher com hemorragia que mesmo diante de uma realidade dolorosa e sofrida acreditou que para Jesus nada é impossível.


Tanto Jairo como esta mulher nos dá um exemplo de fé na onipotência de Cristo, pois só um milagre podia curar a filha de Jairo, que estava em agonia, e ressuscitá-la uma vez morta, assim como curar a doença daquela mulher, que já tinha posto todos os meios humanos possíveis. De modo parecido, o cristão deve esperar a ajuda de Deus, que não lhe faltará para superar os obstáculos que se atravessam no caminho para a sua santificação.


Pai, que minha resposta imediata aos apelos de meus semelhantes manifeste a veracidade do que proclamo por meio de palavras.

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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Homilia Diaria - 03.07.2022

A AFIRMAÇÃO DE PEDRO Mt 16,13-19


HOMILIA


Na narrativa de Mateus encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial nascente. Escreve na década de 80, quando os discípulos de Jesus oriundos do judaísmo estavam sendo expulsos das sinagogas que até então frequentavam. Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel. Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos, afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria, na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos Céus.


Ó Deus, hoje nos concedeis a alegria de festejar S. Pedro e S.Paulo… apóstolos que nos deram as primícias da fé. Estamos aqui como Igreja a reconhecer a unidade de fé que viveram na diversidade de missão. Por isso os celebramos juntos. Sua fé em Jesus foi força que encontraram para suas vidas e para sua missão. O Espírito moldou seus corações de tal modo que puderam, como diz Paulo, dizer: “Para mim, viver é Cristo” (Fl 1,21). Pedro faz a primeira expressão de fé do discípulo: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo” (Mt 16.16). Eu tenho a tentação de ver Pedro mais ligado à tradição e Paulo como um tipo mais avançado e rebelde. Os dois eram parecidos. Vemos Pedro romper com a tradição judaica e entrar em casa de pagãos consciente de que não devia chamar de impuro o que Deus declarara puro (At 10,15). Pedro abre as portas do paganismo ao Evangelho, no Concílio de Jerusalém, tachando a tradição judaica de um jugo impossível de suportar (At.15,10). Era uma grande libertação que fazia dentro de si mesmo pela ação do Espírito. Essa posição liberou a Igreja. Esse ato dá liberdade total a Paulo para evangelizar os pagãos (v.12). Paulo tão forte na liberdade, mantém tradições judaicas como cortar cabelos para cumprir um voto (At 18,18) e, por causa dos judeus, circuncidar Timóteo que tinha pai grego (At 16,3). A fé professada por Pedro se dá em um momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e desligar (Mt 16,17-19). Paulo reconhece a ação do Espírito: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).


Deram a vida pela Igreja e por Cristo. Rezamos no prefácio: “Unidos pela coroa do martírio, recebem igual veneração”. Eles têm consciência durante sua vida de que a perseguição que sofrem é por causa do Evangelho. Herodes desencadeou a perseguição sobre a Igreja; Matou Tiago e prendeu Pedro para apresentá-lo ao povo e ser morto. Ele foi libertado da prisão por um anjo (At 12,1-11). Paulo tem consciência do fim: “Já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (2Tm 4,8). Os dois têm a experiência de que são protegidos pelo Senhor: “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças” (v. 17); Pedro reconhece: “Agora sei que o Senhor enviou seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (v.11).


O ensinamento desta festa à Igreja é a abertura à tradição e ao acolhimento da novidade para ser fiel. A Igreja tem que se voltar sempre para o dinamismo destes dois homens que deram a vida pelo evangelho. Eles nos ensinam. Não podemos ficar na superficialidade e celebrar sem refletir o que os fez grandes. Eles não só são colunas da fé, mas também dão rumos para seu futuro. Vivemos tempos nos quais há tendências de voltar à tradição pela tradição e à novidade pela novidade. Mas devemos partir da fé que professamos em cada celebração.


A Igreja celebra Pedro e Paulo no mesmo dia porque trabalharam na unidade da fé e na diversidade de modalidades. Sua força apostólica está na fé em Jesus. Pedro e Paulo não se diferem pelo apego à tradição ou inovação, mas pelo campo. Ambos têm a tradição que preserva e a inovação que assume caminhos novos. Ambos vivem da fé.


Unidos pelo martírio recebem igual veneração. Sofrem por causa do Evangelho. Herodes prende Pedro e Paulo está preso em Roma com a consciência de ter combatido o bom combate e guardado e fé. Ambos sabem que o Senhor esteve sempre com eles.


O ensinamento desta festa é a abertura à tradição e o acolhimento da novidade para ser fiel. Eles são colunas da Igreja, mas também dão rumos. Há tendência de voltar à tradição pela tradição ou ir à novidade pela novidade. Como Pe. Vitor Coelho dizia: a Igreja não é de bronze, pois enferruja. É uma árvore que cresce porque tem ramos novos e permanece porque tem tronco.


Celebrando S. Pedro e S. Paulo nós celebramos a ação de Deus em Jesus para implantar o seu Reino no mundo. Ele usou duas luvas de briga: uma grosseira, Pedro, e outra mais caprichada, Paulo. Por que essa diferença?


Os dois implantaram a Igreja de Deus em dois mundos diferentes, mundo judeu e mundo pagão. Missão diferente, mas o mesmo fim. Diferente é o modo de compreender a fé. Isso enriquece. O judaísmo tende ao ritualismo; o paganismo tende a um modo mais livre de vida. A Igreja se enriquece com esses dois modos de entender.


Eles se fundam na fé. Pedro e Paulo vivem Jesus. Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por Jesus. Eles falavam grosso e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?


Pai consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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