terça-feira, 6 de abril de 2021

Homilia Diária - 17.04.2021

JESUS ANDA EM CIMA DA ÁGUA Jo 6,16-21


HOMILIA


Para interpretar com fidelidade a passagem de hoje, temos que usar o simbolismo; pois sem ele a narrativa parece ser um sucesso normal em que um homem se revela com poder especial sobre a natureza. Em primeiro lugar Jesus deixa seus apóstolos sozinhos, à noite, no meio do mar que por seu estado de turbulência aparece como representante do mal, dominado pelo maligno. A barca com tudo o que na hora representava o Reino, era realmente uma pequena semente de mostarda. Sem Jesus, o vento contrário a domina e a impede de chegar a seu destino. Não adianta o esforço dos remos porque a vela,  com o vento em contra, não pode ser usada. E esse vento não é humano.


Aparentemente os discípulos estavam sós. Mas, na realidade, Jesus estava ali seguindo-os e muito próximo. Para eles, Jesus, como a visão do espectro, como alguém saído das profundezas do mar, era um espírito maligno que os atormentava e produzia o vento furioso que impedia seu avanço. Somente as palavras como amigo do Mestre, logram acalmar os nervos e aportam a tranquilidade e sossego necessários. Era ele o amigo mais do que o mestre, o forte no momento da fragilidade; ele, e unicamente ele, traria a solução do problema que os afligia.


Pedro uma vez mais, se mostra impetuoso e mais confiante do que seus companheiros. Não só reconhece o Mestre, mas quer participar desse poder de estar acima do mal, representado pelas águas turbulentas do mar.  Ele sabe que o poder de Jesus não é unicamente pessoal, mas atinge igualmente seus mais íntimos amigos e reconhece na prática o que ele dirá mais tarde: em ti unicamente eu confio, pois cremos e reconhecemos que tu és o santo do Deus, que melhor podemos traduzir por o Ungido de Deus.


Porém sempre existe a dúvida e a indecisão após tomar uma atitude valente e corajosa. O vento, o mar agitado, abalam a fé e a confiança de Pedro. E unicamente a resposta de Jesus, ante a súplica angustiosa de auxílio de Pedro, restabelece a situação e salva o discípulo. A oração de Pedro é o grito que deverá salvar muitas vidas do fracasso total: Senhor salva-me. Nela encontramos a força que nos falta e a fé que a procura.


O trecho de hoje está escrito precisamente para demonstrar que a transcendência e independência de Jesus, manifestada com suas palavras e seu proceder diante das leis e costumes tradicionais e perante as leis físicas da natureza, revelam seu domínio absoluto sobre as crenças e seu senhorio total como de criador e não de criatura sobre os acontecimentos, de modo que a nossa resposta de hoje não pode ser outra que a dos que estavam no barco: Verdadeiramente tu és Filho de Deus.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Homilia Diária - 16.04.2021

REPARTIR O NOSSO "PÃO" E NOSSO "PEIXE Jo 6,1-15


HOMILIA


Evangelho da encarnação, da Palavra que se fez carne, de Deus que se fez gente! É assim que pode ser chamado o Evangelho segundo João. Ele é o que mais aprofunda a transparência divina das realidades humanas. Cada uma dessas realidades, tocadas por Jesus, se transforma em sinal: são sinais da sua glória, como o foi a água transformada em vinho, em Caná; como o foi ainda a água, pedida e oferecida à samaritana, junto ao poço de Jacó; como o foi o paralítico curado à beira da piscina de Betesda, ou o cego de nascença, na fonte de Siloé; ou como os cinco pães, multiplicados para a multidão, nas colinas da Galiléia. São sinais que tantos viram, tantos presenciaram, mas não entenderam. E não entenderam porque não creram, não abriram o coração à fé.


Começando hoje o capítulo 6, João aborda um fato notório na vida pública de Jesus: o milagre da multiplicação dos pães, narrado também pelos outros evangelistas. Diferentemente de Marcos e Mateus João não apenas narra o episódio, mas reflete longamente sobre o seu significado, exatamente, a sua transparência.


No Evangelho de João, na narrativa da última ceia de Jesus em Jerusalém, não há menção à partilha eucarística do pão. A grande ação de Jesus nesta ceia é a de lavar os pés dos discípulos, como exemplo de serviço. Ele apresenta a eucaristia neste episódio da partilha do pão. A mesa da refeição tem lugar na montanha, onde Deus dá os dez mandamentos a Moisés. É o seu novo mandamento, mandamento da partilha, do amor. A figura destaque é um menino, com cinco pães de cevada e dois peixes. Jesus dá graças pela partilha, e ela acontece a partir dos mais humildes.


Dentre muitos apectos que poderia salientar está a prática da caridade da partilha. Jesus nos ensina que a vida é partilha, é um dom que deve ser fomentado. Alias costuma dizer-se que o pouco partilhado chega para todos. Assim, aconteceu com o milagre da multiplicação. Todos comeram e ficaram saceados. Sem medo de errar ouso afirmar que o milagre só aconteceu porque Jesus tinha em mente o espírito de não despedir o povo com fome, mas sim o de com eles e para eles repartir o pão. Assim você meu irmão. Se não aprender a partilhar com os sem pão, sem roupa sem teto, não terá a verdadeira a alegria de viver no seu dia a dia e nada conseguirá para a verdadeira saciedade. Alías o próprio Jesus diz: há mais alegria em dar do que em receber.


Sem excluir a ação do milagre da multiplicação vejo que a caridade foi um fator primordial na multiplicação dos pães.


Jesus mandou que se formassem grupos e se sentassem porque sabia de algo básico do ser humano: a maioria das pessoas não consegue comer vendo outra pessoa passando fome na sua frente. Imagine você dentro de desse grupo, com comida na sua bolsa. A maioria das pessoas com fome. Você, comeria sozinho ou dividiria uma parte da sua comida com as pessoas mais próximas? Se sim estás de parabéns. E se não for, é hora de rever seus conceitos. Deus deu a você o que tem para partilhar com os seus irmãos e irmãs. Decida-se, a vida é partilha e doação, é gração


A multiplicação dos pães não é questão do bla, bla. É na realidade uma questão de Fé! Veja que no Evangelho embora não apareca podemos imaginar a reação dos discípulos quando Jesus mandou que trouxessem os 5 pães e 2 peixes até Ele, na intenção de alimentar aquela multidão de 5 mil homens. Para quem não entende o que é fé, poderia duvidar e dizer será que isso vai dar certo? Mas Jesus como em todos os milagres, Jesus fez a parte d’Ele, e deixou que cada pessoa na multidão também fizesse a sua parte. Essa é a sua vez. Quando todos ao seu redor dizem que aquilo em que você acredita não existe, é preciso que você não desfaleça, vá e aguente firme. Acredite que com Jesus e pela força da oração tudo pode ser mudado. Se a fé de Jesus fosse fraca, Ele nem teria tentado repartir os pães e peixes.


Somos você e eu convidados a viver a eucaristia como partilha concreta da vida na certeza de que com Cristo em Cristo e para Cristo nada é impossível. Por hoje, que saibamos repartir o nosso “pão” e nosso “peixe” com quem está do nosso lado passando fome quem física quer espiritual.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Homilia Diária - 15.04.2021

JESUS O HOMEM DO CÉU Jo 3,31-36


HOMILIA


O Evangelho de João, de maneira admirável, nos faz meditar a forma como estamos apegados as coisas terrenas, as coisas cá de baixo. O olhar prazeroso para esta vida e às suas coisas ofusca muitas vezes o nosso olhar para as coisas do alto de onde nos veio a Salvação!


Fazendo recurso frequentemente à repetição dos temas e palavras-chave principais da revelação de Jesus, São João, apresenta um vocabulário bem mais reduzido do que os Evangelhos sinóticos. Neste texto de hoje, a partir das oposições céu e terra, crer e não crer são afirmadas a originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus em revelar a Boa-Nova de Deus. Aquele que vem do céu, Jesus, foi enviado para anunciar as palavras de Deus e dar o espírito sem medida. Ele está acima de todos. Quem é da terra, sejam profetas, discípulos ou adversários, só entende segundo suas tradições terrenas. Jesus, enviado por Deus, fala das coisas do céu. Porém, ele dá o espírito sem medida, que inspira a fé e a compreensão das coisas do alto. O auge da revelação é o dom da vida eterna a todo aquele que crê em Jesus, Filho de Deus.


Para todos os que têm a sua fé n’Aquele que vem do alto o medo, a angústia estão fora de questão. O medo da morte é um exemplo do maior desastre da humanidade deixa de existir. Pois até mesmo numa pessoa idosa, com quadro de saúde terminal. Não consegue se entregar a Deus. Às vezes é pelo medo de não saber ao certo para onde vai.


O zelo exagerado que dedicamos aos nossos pertences, nossos bens materiais, às vezes nos torna ridículos. Em muitos de nós, mais do que nos preocuparmos com a saúde do esposo, esposa, filhos ou filhas a nossa maior preocupação é com os bens materiais. Verificar, o carro, a moto ou um outro bem depois que este foi usado. Será que eles valem mais do que a pessoa? Somos assim, somos deste mundo, agarrados a ele com todas as nossas forças. Preocupados ao extremo com os bens materiais ao ponto de deixar de lado as coisas de Deus, alegando que é por causa da sobrevivência, esquecendo-nos das palavras do Mestre quando diz: Buscai, em primeiro lugar o reino dos céus e a sua justiça e o resto vos será dado por acréssimo.


Faço-lhe um convite. Dedique-se com total entrega ao serviço de Deus e você verá que todo o restante de sua vida vai fluir naturalmente, maravilhosamente, ao ponto de sua “taça transbordar”. Não seja mesqinho na hora da coleta. Dê um pouco mais que umas moedinhas e verás que Deus vai recompensar você.


É claro que precisamos de abrigo, transporte, e de nos apresentar de preferência bem vestidos, etc.


O evangelista nos convida no dia de hoje a olhar para Jesus acolhendo as Suas palavras e transforma-las em um Evangelho vivo na nossa vida. Visto que são palavras de vida eterna. E se é verdade que formos regenerados e renascidos na água e no fogo do Espírito, como diz são Pedro devemos aspirar ao leite puro e espiritual. Afim de que por ele possamos crescer para a salvação. Para isso é fundamental que usemos o que temos com desapego. Use o seu carro como se não o estivesse usando, em vez de usá-lo como se o estivesse adorando. Se for preciso daremos a nossa vida pela causa missionária, por causa do reino de Deus, pois “Quem perde a sua vida ganha-la-á” É bom aproveitar e saborear todos os momentos de nossa vida, pois o momento presente é a única coisa que temos a certeza de possuir. O carro, a casa e tudo mais ficarão na terra. Só temos o momento presente. O ontem já passou, e o amanhã não sabemos se virá para nós. Portanto, viva hoje como se fosse morrer amanhã, e aprenda como se fosse viver para sempre. Ame as pessoas que lhe cercam como se fosse o seu último dia de vida. E estude principalmente a palavra de Deus, como se você fosse viver para a eternidade.


Portanto, por Ele e n’Ele, toda a humanidade recebe não por direito, por mérito, mas por mera benevolência de Deus a vida eterna, ontem, hoje e sempre!


Oxalá meu irmão vinha irmã, se hoje ouvíssemos a sua voz não fechássemos os nossos corações. Mas que os abríssemos profundamente para colhermos a sua palavra e transforma-la no evangelho vivo em nossas vidas.


Acolhamos e acreditemos nas palavras daquele que véu do Céu. Pois em nenhum outro nome podemos ser salvos senão no nome de Jesus que veio do céu.


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domingo, 4 de abril de 2021

Homilia Diária - 14.04.2021

QUEM CRÊ NÃO É JULGADO Jo 3,16-21


HOMILIA


Ao contrário do que muitas vezes nós pensamos Jesus não veio ao mundo para condenar as nossas más ações, mas, justamente para nos ajudar a não mais cometê-las. A salvação de Jesus implica, porém, em que nós o acolhamos e não o rejeitemos. No Evangelho de hoje mais uma vez Jesus afirma categoricamente. Ele não nos vai condenar. Antes pelo contrário, somos nós que nos condenamos ao não acreditar nas Suas Palavras: “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado.”


“Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.” Quem rejeita a Luz vive nas trevas e é condenado pelas suas próprias obras. Quem não crê em Jesus e dele não se aproxima, rejeita a luz e tem medo de que a verdade seja revelada porque as suas ações são más.


Jesus é a luz enviada pelo Pai não para condenar, mas para nos salvar. Luz que iluminou e continua iluminando através dos missionários de hoje, as nossas mentes, conduzindo-nos a seguir o verdadeiro caminho da verdade e da vida em abundância.


Mas Essa luz é tão forte, penetrante e ofuscante que às vezes fugimos dela, para que ninguém veja a nossa sujeira, representada pela nossa inveja, o nosso egoísmo, a nossa ganância por mais riqueza do que na verdade necessitamos, etc. Então, ficar no escuro, no esconderijo, disfarçado, fugir da igreja, é a sugestão de satanás, para que não sejamos iluminados pela Luz.


É por isso que o mestre disse: “Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.”


Jesus veio iluminar a nossa mente e o nosso caminho a ser seguido. Ele nos mostrou de várias maneiras que longe de Deus não há felicidade. Nos convidou a segui-lo, mostrou-nos que Ele era o Próprio Deus, para que acreditássemos Nele, e tivéssemos um dia a vida eterna. Porém, muitos recusaram assim como hoje continuam recusando o seu convite. É convite por que Ele respeita a nossa decisão, a nossa escolha, o nosso sim ou não. Mas também não nos esqueçamos de rezar pela conversão principalmente daqueles a que dirigimos a palavra de Deus. Peçamos a Jesus que nos perdoe, nos proteja, e ao Espírito Santo que nos ilumine para que possamos levar a Luz para tanto quanto pudermos.


No entanto, se confiamos em Jesus, as nossas boas ações serão evidenciadas porque são elas realizadas em Deus, pelo poder do Seu Espírito Santo. Com efeito, a fé em Jesus Cristo é o meio mais eficaz para que nos aproximemos da luz de Deus. A luz esclarece, a luz tira da ignorância, a luz dá o norte, dá a direção. Jesus é a Luz do mundo, quem nele crer não ficará nas trevas. Ele veio para tirar todos os homens das trevas. Praticar o mal é não crer em Jesus, não se aproximar da Sua Luz, não aderir ao Seu projeto de Salvação. A Palavra de Deus nos assegura tudo isso. Ainda há tempo para que o mundo seja salvo. Ajudemos, portanto, a iluminá-lo com a luz de Deus que recebemos no nosso Batismo.


Você crê em Jesus como Luz para a sua vida? Como é que nós podemos iluminar o mundo com a Luz de Cristo? Qual é a virtude em você que mais revela ao mundo a luz de Jesus? Você tem tido a coragem de ficar debaixo da Luz, embora que a sua verdade seja descoberta? – Qual seria o primeiro passo para você fazer isto?


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sábado, 3 de abril de 2021

HOMILIA DIÁRIA - 13.04.2021

COMO NASCER DE NOVO? Jo 3,7b-15


HOMILIA


Mantendo-se distante, Nicodemos vinha acompanhando os milagres que Jesus operava, um após o outro. Aproveitando uma hora em que Jesus estava sozinho se aproxima para fazer pergunta. “Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele”, afirmou Nicodemos. Jesus, como era de costume, foi direto ao assunto. Ele sabia o que Nicodemos queria. “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”, disse Ele. Imediatamente, Nicodemos perguntou: “Como assim nascer de novo?”.


Esta é a mesma pergunta que a humanidade tem feito há séculos, quando refletem sobre o ensinamento de Jesus em João 3:3. O que significa nascer de novo? Partamos do principio: Deus criou o homem originalmente como uma trindade – espírito, mente e corpo. A mente é governada pelo espírito e, dessa forma, quando o espírito predomina, o homem vive em comunhão e intimidade com Deus.


Jesus disse que Deus é espírito e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (João 4:24). Quando Ele primeiramente criou o homem (com espírito, mente e corpo), Deus o planejou para a comunhão. O homem conheceu a Deus e viveu em comunhão com Ele por causa da dimensão do espírito em seu ser. Entretanto, quando o espírito do homem está morto, ele é reduzido a viver no plano da existência animal. Seus pensamentos estão primariamente concentrados em suas necessidades e paixões.


Infelizmente, Adão escolheu viver segundo o desejo de sua carne e comeu do fruto proibido. E, ao fazê-lo, seu espírito morreu. Era preciso que Jesus, o Filho de Deus se tornasse homem para que o homem voltasse ao estado anterior. Por isso, Jesus disse a Nicodemos que ele tinha de nascer de novo (João 3:7).


Precisamos nascer espiritualmente, sem o nascimento espiritual, você é apenas dois terços de uma pessoa. O homem natural, de alguma maneira, tem a leve consciência de que há algo faltando em sua vida e tenta constantemente preencher este vazio. O problema é que ele geralmente busca preenche-lo por meio de uma experiência física ou emocional. Mas, no final das contas, mesmo que um homem possa se fartar de prazeres físicos ou experiências emocionais, ele ainda sentirá que alguma coisa está faltando. Pois nada pode preencher o lugar do Espírito, exceto ao nascer de novo.


O homem foi criado para adorar a Deus. Se você não adora o vivo e verdadeiro Deus, então você achará um substituto. Pode ser o seu carro, sua casa, ou seu barco – a lista pode estender-se para sempre. Porém, adoração é uma parte inata da existência humana.


Você pode pensar que tudo isso é simples demais. Você pode não entender como ter um nascimento espiritual apenas acreditando em Jesus Cristo. Pois bem, Deus o fez assim, de uma maneira simples, para que até mesmo uma criança pudesse nascer novamente.


Jesus continuou a explicar a Nicodemos que Deus amou tanto o mundo – um mundo que fora destruído pelo pecado e estava perecendo como resultado disso – para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16).


Um homem nasce novamente ao crer na condição de amor que Deus proveu para o perdão de seus pecados; pecados que Jesus mesmo levou sobre si. Dessa forma, quando você recebe Jesus como o seu Salvador e crê que Ele morreu pelos seus pecados, há uma transformação maravilhosa e misteriosa que ocorre interiormente, enquanto o seu espírito nasce. E, de repente, você começa a viver uma vida mais que completa, com uma nova dimensão do Espírito, com a qual você nunca sonhou e nem pensou que existisse. É tão glorioso e maravilhoso e, ainda, está muito além de qualquer coisa que já experimentou. Você vai achar muito difícil descrever tal experiência. Paulo disse que as experiências espirituais que ele teve foram tão maravilhosas, que seria um crime tentar colocá-las em palavras (2 Coríntios 12:4). Não existe nenhuma linguagem que possa expressá-las.


Jesus disse: “Se você quiser ver o Reino dos Céus e entendê-lo, você tem que nascer de novo”. Para entrar no Reino de Deus, você deve nascer de novo. Apenas olhe para Jesus Cristo, que morreu por seus pecados sobre a cruz, e acredite Nele e no Seu amor por você, e aquela transformação vai acontecer. Mais uma vez, a pergunta: “Você já nasceu de novo do Espírito de Deus?”. Se não, o processo é bem simples.


Hoje, você tem duas escolhas; e tudo depende do seu relacionamento com Jesus Cristo. Você pode acreditar e olhar com fé para Ele, que morreu por você na cruz; ou pode seguir exatamente como você está. Para estar perdido, você não precisa fazer nada, apenas continue fazendo o que tem feito e você perecerá. Mas, se você olhar para a cruz e acreditar naquele que morreu por seus pecados, então, o dom da vida eterna com Deus será seu e você terá nascido de novo.


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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Homilia Diária - 12.04.2021

É PRECISO NASCER DE NOVO Jo 3,1-8


HOMILIA


Neste texto do Evangelho de hoje, temos a conclusão do diálogo de Jesus com Nicodemos. O evangelista João recorre ao simbolismo da serpente de bronze (cf. Nm 21,9) – a qual, pela fé, libertava das mordidas mortais das serpentes do deserto para aplicá-lo à fé em Jesus, pelo qual se tem a vida eterna. Este diálogo com Nicodemos é um convite à conversão. Coloca em confronto as duas opções: aquele que crê e aquele que não crê, aquele que pratica o mal e ama as trevas e aquele que pratica a verdade e se aproxima da luz.


Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-lo. A um jovem rico que buscava o seu conselho, ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a seguir Jesus a tão alto preço. A um importante líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvando Jesus, o Senhor respondeu abruptamente: Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus! Jesus pintava francamente as dificuldades em segui-lO e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada. Jesus pregou sobre o tema: “Não pode ser meu discípulo”, discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar na vida de discípulo.


Não era porque Jesus não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos. Ele estava profundamente comovido pelas multidões perdidas e ansiava pela sua conversão. Mas Jesus sabia que não seria fácil para os homens segui-lO e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige.


A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, neste Evangelho de hoje, é fascinante. Nicodemos era um chefe religioso. Ele veio a Jesus, louvando seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: “Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus.” Seja o que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto! A resposta de Jesus significava que toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino, toda a sua posição no judaísmo, eram sem valor, em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus.


Mas para isso basta olhar para o que Jesus ensinou! Para Ele é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será exigido para terminá-lo. Ele ilustrou com a idéia de um homem que começou a construir uma torre, mas loucamente esqueceu de fazer um orçamento para determinar se teria fundos para completá-la, e assim teve que parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido.


O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão, envolve morte ao pecado. A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo. Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como matar o velho homem e revestir-se com o novo, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas. Maus hábitos — embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância, orgulho, etc. — precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do arrependimento.


Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento. Elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: Não há conversão sem transformação. Aquele que creu e foi batizado, aquele que até mesmo foi aceito numa igreja e participa fielmente das atividades religiosas, mas que não se arrependeu, não é salvo. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar sua própria vida.


Para tomar parte realmente na Ceia do Senhor, a pessoa precisa de nascer de novo, no poder a água e do Espírito Santo. Ela precisa executar o ato certo, pelo motivo certo. A pessoa precisa ser um discípulo fiel.


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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Homilia Diária - 11.04.2021

MEU SENHOR E MEU DEUS - Jo 20,19-31


HOMILIA


No texto anterior ao de hoje, a Maria Madalena trouxe a notícia da Ressurreição aos discípulos incrédulos. Agora é o próprio Jesus que aparece a eles. Não há reprovação nem queixa nas suas palavras, apesar da infidelidade de todos eles, mas somente a alegria e a paz que já tinha prometido no último discurso. Duas vezes Jesus proclama o seu desejo para a comunidade dos seus discípulos – “A paz esteja com vocês”.


O nosso termo “paz” procura traduzir – embora duma maneira inadequada – o termo hebraico “Shalom!”, que é muito mais do que “paz” conforme o nosso mundo a compreende. O “Shalom” é a paz que vem da presença de Deus, da justiça do Reino, e não das armas.


Jesus não promete a paz do comodismo, mas pelo contrário, envia os seus discípulos na missão árdua em favor do Reino, mas promete o Shalom, pois ele nunca abandonará quem procura viver na fidelidade ao projeto de Deus. Jesus soprou sobre os discípulos, como Deus fez sobre Adão quando infundiu nele o espírito de vida; Jesus os recria com o Espírito Santo.


Normalmente imaginamos o Espírito Santo descendo sobre os discípulos em Pentecostes, como Lucas descreve em Atos, mas aquilo era a descida oficial e pública do Espírito para dirigir a missão da Igreja no mundo. Para João, o dom do Espírito, que da sua natureza é invisível, flui da glorificação de Jesus, da sua volta ao Pai. O dom do Espírito neste texto tem a ver com o perdão dos pecados.


Mais uma vez, num domingo, Jesus aparece aos discípulos. Esta vez, Tomé está presente.


Em tomé quero ver você quando diante dos sofrimentos e tribulações da vida vacila. Quando divida do poder do Cristo Ressuscitado. Todavia, como fez e disse à Tomé também faz e diz para nós. Primeiro fortalece a nossa fé e depois nos torna felizes, por acreditarmos sem O termos visto: “ Felizes os que acreditam sem Me terem visto”.


Essa é muitas vezes a realidade da nossa fé – acreditar contra todas as aparências que o bem é mais forte do que o mal, a vida do que a morte, o Shalom do que a prepotência! Somente uma fé profunda e uma experiência da presença do Ressuscitado vai nos dar essa firmeza.


Tomé confessa Jesus nas palavras que o Salmista usa para Javé, Sl 35,23. No primeiro capítulo do Evangelho de João, os discípulos deram a Jesus uma série de títulos que indicaram um conhecimento crescente de quem ele era; aqui Tomé lhe dá o título final e definitivo – Jesus é Senhor e Deus!


Essa deve ser a minha e a sua atitude. Confessar plenamente que Jesus é o Senhor. Ele o Príncipe da Paz.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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