domingo, 9 de dezembro de 2018

Homilia Diária - 12.12.2018

MARIA VISITA ISABEL Lc 1,39-47
HOMILIA

No dia de hoje celebramos Nossa Senhora de Guadalupe, a Padroeira da América Latina. Somos convidados a erguer nossas preces e louvores à nossa Padroeira, que intercede por nós junto a Deus. O Evangelho de hoje trata de um momento muito importante do Novo Testamento: a visita de Maria à sua prima Isabel que, como ela, também estava grávida.

A saudação de Maria faz Isabel encher-se do Espírito Santo, e a faz sentir seu filho pular em seu ventre. Ao mesmo tempo, Isabel proclama em um grito: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”, anunciando que Maria carregava no ventre o Nosso Senhor Jesus Cristo, que viria para nos libertar do pecado e nos conduzir à vida eterna. Maria se mostra zelosa e cuidadosa com sua prima Isabel, pois não subiu à montanha para passear, mas para cuidar de Isabel, que se encontrava no 6º mês de gestação.

Maria acreditou, confiou e Deus deu a ela a sublime tarefa de ser a mãe de Jesus, Seu Filho. Porém, Maria não ficou somente na glória de ser a mãe de Deus, ela se fez serva, intercessora, auxiliadora, e cumpriu a sua missão de mãe da humanidade, começando por visitar Santa Isabel e oferecendo a ela seus préstimos. Ao encontrar Isabel Maria fez fluir o júbilo do Espírito Santo. Portanto, a alegria do encontro é a mensagem maior desse Evangelho! Ao se deparar com Maria, a mãe de João Batista, Isabel, ficou cheia do Espírito Santo e abriu os lábios para saudar a Mãe de Jesus. O Espírito Santo é quem nos leva a louvar a Deus e a manifestar gratidão pelos Seus grandes feitos na nossa vida. Maria foi chamada a Bem-aventurada, feliz, cheia de graças! Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje também nos visita e traz para nós o Seu Menino Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar, a bendizer a Deus com os nossos lábios. Somos também bem aventurados se acreditamos nas promessas do Senhor. Isto nos mostra que ser da família de Deus nos traz a responsabilidade e o compromisso com os nossos irmãos e como consequência a paz, a alegria, a bem-aventurança. Reze com Maria hoje: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo!”

Hoje somos convidados pela Virgem Maria a enxergar a imagem e semelhança de Deus na face de cada pessoa necessitada e humilde que encontramos diariamente, e a sermos mais solidários com os nossos irmãos. Lembremo-nos que quem ajuda aos pobres empresta a Deus. Peçamos a Deus a capacidade de reconhecer nossas falhas e que sejamos solidários, zelando pelos nossos irmãos mais necessitados.

Você também se considera bem-aventurado? Você se sente comprometido com Deus? Você tem usado o Espírito Santo que mora em você para ir à busca daqueles que precisam ser amados e ajudados? Imagine-se como Maria visitando hoje alguém que você sabe que está precisando de amor!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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Homilia Diária - 11.12.2018

A OVELHA PERDIDA Mt 18,12-14
HOMILIA

Alegria do reencontro. Quem tem fé espera com alegria a vinda do Senhor. Nada poderá nos arrancar a alegria que brota da fé esperançosa n’Aquele que vem ao nosso encontro para nos resgatar das garras do encardido.

Mateus, no capítulo 18, reúne uma série de textos, sob a forma de sentenças e parábolas, com a finalidade de orientar as novas comunidades, que estão na origem da Igreja, para um convívio fraterno, pacífico, misericordioso e acolhedor. A Palavra de hoje integra este conjunto de textos e pode ser encontrada também no Evangelho de Lucas.

Porém, no contexto de Lucas, a parábola é dirigida aos fariseus e escribas que censuravam Jesus por receber e comer com os considerados pecadores. A ovelha perdida, e depois reencontrada com alegria e reintegrada no rebanho, exprime a missão de Jesus em acolher e restaurar o convívio comunitário daqueles excluídos e julgados pecadores pelo sistema religioso e social. Já aqui, no Evangelho de Mateus, a parábola é aplicada no sentido de acentuar que Deus não deseja a exclusão de ninguém da comunidade. Nele, vemos também o rosto do verdadeiro Deus, que é Pai e se alegra quando reúne junto d’Ele todos os filhos dispersos pelo mundo contra ou não à sua vontade?

A ovelha extraviada é um “pequeno”, algum membro da comunidade que se desviou e excluiu Deus da sua vida, ou abandonou a comunidade a qual pertence. Eu, você e a comunidade, em geral, somos convidados a apoiar qualquer irmão em crise. O que nos impele a proceder desta forma para com o irmão e a irmã que se extraviou é que o nosso Pai, que está nos céus, não deseja e nem quer a morte do pecador, mas que se converta e viva.

Deixe-se encontrar pelo Bom Pastor, com Ele você terá a vida em abundância. Não diga que tudo está perdido, que a sua vida já não tem solução. Deus está procurando por você, basta só se deixar amar por Ele e conhecerá o sentido e o sabor da sua vida.

Aliás, o plano de Deus é que todos os homens conheçam a verdade e, conhecendo-a, possam salvar-se. Portanto, para Jesus, quando a ovelha é reencontrada e reconduzida ao rebanho, a alegria que o dono sente é menor do que a de Deus ao ver o seu filho que estava perdida e foi encontrada, estava morta e agora vive.

O texto de hoje tem como escopo fundamental a alegria por encontrar a ovelha perdida, muito maior do que aquela pelas que estão juntas e presentes. É urgente o anúncio ardoroso e a dedicação ao Evangelho nos nossos dias, para que possamos descobrir e encontrar quem está à margem da comunidade e do Reino. Pois ela é o lugar da acolhida, do serviço, da valorização recíproca e do perdão com Deus e com os irmãos. Que o Tempo do Advento seja propício para mim e para você, no fervor evangélico.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Homilia Diária - 10.12.2018

JESUS CURA UM PARALÍTICO Lc 5,17-26
HOMILIA

Jesus, achava-se um dia numa reunião com os escribas e fariseus em uma casa e, de repente, algo incrível começa a acontecer: ali, várias pessoas trouxeram um paralítico em cima de uma maca, para que Jesus o curasse. Não havendo condições de entrarem no recinto por estar completamente lotado, não existindo outra maneira para cumprirem a sua missão, os quatro homens, decididamente, subiram a maca para cima do telhado e, tirando as telhas, abriram um vão e passaram a maca, amarrada em cordas, descendo o paralítico à frente de Jesus dentro da casa. Jesus sensibilizou-se e foi dizendo ao homem: “Meu amigo, os teus pecados estão perdoados”. Os fariseus e escribas começaram a pensar: “Quem é este homem que profere tais blasfêmias?”. E Jesus, lendo os seus pensamentos lhes disse: “O que é mais fácil dizer, os teus pecados estão perdoados ou… Levanta-te e anda? Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, disse para o paralítico: ‘Levanta-te, pega a tua maca e vai para a tua casa’ “. Imaginemos o que aconteceu, quando o povo viu o paralítico, que vivia há 40 anos numa cama, passar carregando a sua maca nas costas e, gritando sem parar, bendizendo ao Senhor? Claro que aos olhos daquela gente foi um fato muito grandioso e até incompreensível.

Como nós, em nossos dias, se procurarmos seguir os ensinamentos de Jesus, teremos a capacidade através da graça que recebemos desde o nosso batismo, de perceber a atuação do Espírito Santo de Deus, agindo no meio de nós, em momentos sublimes de sua ação, revelando-se através de acontecimentos iguais ou até maiores do que aquele da cura do paralítico. Este fato, narrado por Lucas, quer nos mostrar que a perseverança, alicerçada na fé nas palavras de Jesus, nos tornam capazes de presenciar milagres como aquele que os amigos do paralítico conseguiram provocar, não se intimidando com a dificuldade de introduzir a maca dentro do recinto em que Jesus estava. É essa a missão do cristão que tem fé, que crê em Jesus como filho de Deus, que desceu dos céus para nos salvar. Por isso, Ele nos diz: “Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda, conseguireis fazer coisas maiores das que Eu faço”.

Hoje, temos liberdade de expressão e de culto religioso; ninguém pode nos impedir ou perseguir, por proclamarmos a nossa fé. Lá, naquele tempo, os cristãos eram perseguidos, presos e assassinados, pelos meios mais absurdos e dolorosos, a fim de desestimular os outros. Mesmo assim, eles permaneceram na fé do Salvador e, a Igreja, fundada por  Jesus Cristo, está mais viva do que nunca no mundo inteiro, graças à coragem daqueles que continuaram inspirados na luz do Espírito Santo. E muitas vezes achamos difícil seguir as palavras de Jesus, mesmo nada havendo que nos proíba; simplesmente somos impedidos pela nossa própria vontade, quando nos prendemos à uma existência fundamentada em princípios materialistas, visando as coisas criadas pelos homens, o conforto, o dinheiro, a diversão, a vida “boa”; tudo no sentido de satisfação pessoal, diferente daquela que Jesus nos ensina.

Jesus nos dá esta satisfação verdadeira que tem que ser capaz de atingir uma família, uma vila, um bairro, uma cidade, um Estado, um país… o mundo inteiro até! Jesus morreu por todos, não foi só por aquele povo com o qual conviveu. Foi para a humanidade inteira o Seu sacrifício como homem, para que pudesse sentir as dores atrozes e sofrer, como Deus, para redimir todos os pecados que poriam a perder todas as criaturas do Criador. Não podemos acomodar a nossa vida só às coisas que gostamos e que queremos; é preciso sabermos aceitar, também, aquilo que não gostamos e não queremos, porque não conseguiremos fazer a vontade do Pai se só quisermos a nossa vontade e não a de Deus nosso Pai!

Espírito que cura interiormente, toca o mais íntimo de meu ser, para que eu consiga superar o meu egoísmo e seja capaz de levar os benefícios de Deus a quem precisa de mim.

Fonte http://homilia.cancaonova.com


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Homilia Diária - 09.12.2018

PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR Lc 3,1-6
HOMILIA

Na caminhada para o Natal e para o jubiloso encontro com Jesus, nós somos ajudados por grandes personagens. A começar pela Virgem Maria, a aurora que anunciou a chegada do Sol. E vem depois o profeta Isaías, que lá das distâncias dos tempos bíblicos entreviu com admirável clareza os tempos do Messias. E ainda São Paulo, que é o sublime teólogo que “contempla a grandeza de Cristo”. E, de modo muito particular, São João Batista, o último dos profetas e o Precursor do Evangelho. Ele preparou o povo, lá nas margens do Jordão, para receber a Cristo no início de sua vida pública. E vem agora ajudar-nos na chegada do Natal.

João Batista é um profeta eminentemente austero. No seu modo de vestir – uma roupa de pêlos de camelo e um cinto de couro – e de se alimentar – gafanhotos e mel silvestre – na sua vida e na sua pregação. Dele falara Isaías, quando disse: Voz do que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor. Essa voz ressoou rude e forte, conclamando os pecadores à conversão. E, apesar da dureza de suas palavras, os pecadores vinham até ele e ouviam suas terríveis ameaças, duras, sobretudo quando ele percebeu entre os seus ouvintes os fariseus e os saduceus. E recebiam o batismo que ele ministrava nas águas do Jordão, preludiando o futuro batismo do Cristianismo: Eu vos batizo com água, para vos mover à penitência, mas o que vem depois de mim é mais forte do que eu… Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. E eram inúmeras as conversões.

Nós também devemos ouvi-lo. Não nos assustemos com a veemência de sua pregação. Cada estilo tem sua época. E cada homem tem seu estilo. Hoje também temos pregadores que imitam de algum modo a rudeza da pregação do Batista. São missionários cheios de zelo, e causam grande impressão nos ouvintes, e dobram a dureza de muitos corações. Sobretudo pelo testemunho de vida que acompanha suas palavras. São instrumentos de Deus para fazer sentir a gravidade do pecado e o perigo da condenação. Sobretudo para aqueles que andam adormecidos numa vida pecaminosa, confiando – quem sabe? – nos seus privilégios de cristãos. João Batista dizia para os seus ouvintes: Não penseis que basta dizer dentro de vós mesmos: ‘Temos por pai Abraão’. Porque eu vos digo que Deus pode destas pedras suscitar filhos de Abraão. E se referia, sem dúvida, não simplesmente às pedras, tão abundantes ali no deserto, mas às pedras dos corações endurecidos pelo erro e pelo pecado.

João preparou o caminho para Jesus. Ele é o Precursor. Seria maravilhoso que na devoção popular a São João Batista – tão folclórica! – não faltasse esse elemento. Saber que ele nos leva a Cristo. Ele não é um ponto de chegada! Ele é o caminho. E nos leva a Cristo pela palavra, pelo exemplo, pelo desejo sincero de levar todos a fugir do pecado e a conseguir a salvação.

Esse mesmo Isaías que nos definiu com palavras tão felizes a pessoa de João Batista – a voz que clama no deserto -, fala-nos de Cristo com palavras ainda mais maravilhosas, que podemos encontrar a cada passo na liturgia. Neste domingo, por exemplo, encontramos um verdadeiro perfil de Cristo, enquanto cheio da presença do Espírito Santo: Ele é “um rebento da raiz de Jessé – isto é, um descendente de Davi -, sobre quem repousa o Espírito do Senhor! Espírito de Sabedoria e de discernimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de piedade, e o encherá do Espírito do temor do Senhor! Notemos que essa enumeração, adotada pelo texto da Vulgata, corresponde à nossa lista dos “sete dons do Espírito Santo, como aparecem no ritual do sacramento da Crisma.

Esse Cristo, cheio do Espírito do Senhor, transformará a terra numa terra de paz: o lobo habitando com o cordeiro, o cabrito com o leopardo, a vaca com o urso, a criancinha podendo pôr sem medo a mão na cova da serpente. Não haverá perigo, porque o conhecimento do Senhor encherá a terra como as águas enchem o mar (cfr Is 11,1-10). E o profeta conclui com esta proclamação de vitória: Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como sinal dos povos” (v. 10). Como um grande estandarte levantado no coração da História. Como irá proclamar a carta aos hebreus: “Cristo ontem, hoje e para todos os séculos! (Hb 13,8).

Espírito que converte, toca o coração de todas as pessoas para que, abandonando seus erros e vícios, voltem-se para Jesus, por uma sincera conversão.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Homilia Diária - 08.12.2018

JESUS É ANUNCIADO Lc 1,26-38
HOMILIA

O evangelho de hoje dá continuidade ao evangelho lido no dia do Natal. Aos pastores que guardavam os rebanhos de seu patrão, é anunciado o nascimento de Jesus. Eles vão às pressas ao encontro do recém-nascido. Lucas, com suas narrativas de infância de João Batista e de Jesus, no início de seu evangelho, já apresenta um de seus temas fundamentais. Em Jesus, Deus se revela como o Deus dos pobres, fracos e excluídos.

A escolha de Maria, uma jovem da periferia da Galiléia, para ser a mãe de Jesus, Filho de Deus, nos revela que o projeto de Deus difere dos projetos dos homens neste mundo.

O poder e o prestígio tão ansiosamente buscados, nada significam para Deus. Maria viveu a humildade e o serviço e nisto identifica-se com seu filho Jesus. O título de “rainha” aplicado a Maria não indica poder e superioridade, mas sim amor que se doa cativa, e se comunica. Maria está presente em nossos lares, nas alegrias e nos sofrimentos, nos confortando, como mãe e companheira de caminhada no seguimento de Jesus.

Seu amor misericordioso é universal e a fonte da paz a ser consolidada pelos laços de fraternidade e justiça entre todos, homens e mulheres.

Unindo o Filho que se encarna e a Mãe que o acolhe, aparece misteriosamente a obediência, o “Sim” de total disponibilidade ao Pai: o sim eterno do Filho, que ecoa no tempo através do sim da Virgem Maria. Assim, aparece o quanto a salvação do mundo e da humanidade manifesta-se na atitude de obediência, o contrário da atitude do pecado original: a humanidade voltará pela obediência Àquele de quem se afastou pela covardia da desobediência. O Criador e a criatura, de modo admirável e incompreensível, comungam nessa obediência ao plano amoroso de salvação.

Somos convidados a contemplar a atitude de fé, madura e disponível de Nossa Senhora: crente porque se confia totalmente ao Senhor, como Abraão, que partiu sem saber para onde ia (Hb 12,8): casamento, futuro, filhos, tudo isso a Virgem Mãe deixou nas mãos de Deus, sem pedir explicações, sem pedir provas, sem pedir garantias… Atitude madura porque humildemente procurou compreender o quanto possível o plano de Deus a seu respeito para melhor aderir a ele; atitude disponível, pela sua insuperável resposta ao convite do Senhor: “Eis a Serva!” – Não se pertence a si própria, não considera sua vida e seu destino a partir de seus interesses e projetos; ela se confia total e absolutamente ao seu Senhor e Deus.

Concluindo diremos que a anunciação do anjo mostra a dinâmica da fé e de Maria: sendo virgem, descobre-se grávida; perturba-se e tem medo; descobre a mão de Deus ao Espírito Santo; toma consciência que o que cresce em seus seios é o Divino; não duvida desta iluminação interior; apenas pergunta como se fará isso. Aceita realidades que não se vêem. Ela creu, pois para Deus nada é impossível. A fé consiste exatamente nisso: na antecipação das coisas que se esperam, na prova das realidades que não se vêem. (Hb 11,1). Com Maria digamos sim, à voz de Deus, e Jesus continuará nascendo em mim e em ti todos os dias.

Vem Senhor Jesus, o coração já bate forte ao te ver, é esta canção que quer preparar o nosso coração para adorar e bendizer o nome do Senhor. Vem Senhor Jesus andar, curar e restaurar a vida, a vida que tem se perdido no mundo sem Ti, vem Senhor Jesus, transformar a nossa vida! AMÉN.

Fonte http://homilia.cancaonova.com/


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Homilia Diária - 07.12.2018

JESUS CURA DOIS CEGOS Mt 9,27-31
HOMILIA

O local geográfico do episódio não é citado. Alguns estudiosos das sagradas escrituras o situam em Cafarnaum, em vista de estar, em Mateus, logo a seguir à ressurreição da filha de Jairo, e se dividem quanto à “casa” a que se refere o narrador, que diz apenas “entrando em casa”. Todavia, supõe-se, que seja na casa de Pedro, ou então na de Mateus. Ou ainda que Jesus alugara um apartamento para si, independente, para ter a liberdade de movimento indispensável a um ministério como o seu. E essa dedução é feita porque em Mat. 8:14 é dito “foi à casa de Pedro”, e em Mat. 13:1 “saiu de casa” ou “voltou a casa” (Mat. 13:36 e 17:25). Logo é a “sua casa”. Não cremos haja Jesus abandonado a casa de Pedro, nem para trocá-la por uma mais rica (a de Mateus), nem para uma casa própria, onde teria o problema de quem lhe cuidasse das coisas, o que não faltava, com todo o amor, na casa de Pedro, com as esposas dele e de André, suas filhas e a própria sogra de Pedro, que fora curada por Jesus.

Pela cronologia geralmente aceita, a cura foi efetuada na Transjordânia, em sua estada depois da Festa da Dedicação.

Jesus passou os seus três anos de vida pública pregando o Reino do Pai e operando milagres em benefício daquele povo que sofria muito, por pertencer a uma classe desprivilegiada, muito pobre e excluída, por isso, do convívio e costumes dos escribas e fariseus, descendentes do povo que Moisés (enviado por Deus), tirou da escravidão que viviam no Egito por 400 anos, para levá-los à terra prometida e que acabaram, depois de tantas alianças propostas por Deus, vivendo como pagãos. Por isso Jesus veio, como extremo recurso, para salvar aquele povo de “cabeça dura” e, nas suas andanças, Jesus não foi aceito no meio daquela gente que até hoje espera pelo Messias, pelo Salvador que já veio. Eles achavam que o salvador deveria ser um grande, forte e poderoso homem, que chegaria montado num belo cavalo e que seria para eles o salvador que Javé havia prometido aos seus antepassados, os quais viviam dentro de esquemas cheios de leis, mais de 5000. Leis impostas aos pobres que não faziam parte do convívio com os ricos, senhores e doutores das leis, que os exploravam, massacravam, desprezavam e nem eram dignos de terem algum contato com eles.

Um dia, Jesus passava pelas ruas e em determinado local passa por dois cegos, à beira do caminho, que gritam chamando-lhe a atenção. Os cegos acompanham Jesus “que vai saindo de lá”, e vão “gritando”, como são sempre apresentados os cegos nos Evangelhos. O título “Filho de David” designava o Messias (cfs. Salmo 17:23, etc) e já fora empregado pela Cananéia. Não é plausível que eles soubessem que se tratava do Messias. Mais viável que, desejando um favor, atribuíssem interessadamente, um título que honrava a pessoa: bem David. É mais da psicologia humana, não só daquele tempo, como de hoje: elogiar aquele de quem esperamos um favor.

Jesus primeiro pergunta se eles acreditam que Ele tenha a força de fazer isso. A resposta é singela: “Sim, Senhor”, “meu senhor”. Em resposta, Jesus lhes diz: “faça-se a vós segundo a vossa crença”, e lhes toca os olhos, recuperando eles imediatamente a visão. Depois adverte-os, que ninguém saiba. Mas bastava olharem para eles, para verificar que haviam recuperado a visão, e eles tornam Jesus conhecido em toda a região.

Jesus chega até eles e lhes pergunta:- “Que quereis que vos faça?” – “Que enxerguemos, Senhor! Tende piedade de nós!” Jesus coloca os dedos em seus olhos e diz: “Então, que vejam!” E ficaram ambos curados. Saíram gritando e glorificando a Deus pela graça recebida, por toda aquela região. Daí, Jesus, com as Suas pregações e o Seu amor, começa a mudar a vida de muita gente que passa a segui-lo como discípulos; passando da apatia que os dominava, para a certeza em suas esperanças revividas por aquele homem que lhes falava ao coração e lhes trazia a alegria do Senhor. Abriu-lhes os olhos para a realidade das promessas feitas por Deus aos seus antepassados; que começava a ser cumprida ali, em cada encontro. Abriu os olhos a todos que a Ele se achegaram: os olhos do coração, os olhos da decência, os olhos da bondade, os olhos da partilha, os olhos do perdão, da mesma forma que fez aos olhos dos cegos. O povo que O ouvia foi crescendo, crescendo, que mesmo Ele sendo crucificado todos assumiram o seu lugar na Sua vida. E, passado todo aquele tempo da missão de Jesus, todos enxergaram limpidamente, com exceção dos que foram responsáveis por sua morte e, que até hoje esperam o Messias, que já veio, chama-se Jesus e vive no meio de nós, pelo seu Espírito Santo que Ele nos deixou como advogado e defensor. Por isso, todos os dias e a cada Natal, nós, cristãos, fazemos memória e trazemos Jesus à terra, para lhe demonstrarmos que O amamos, na comemoração do Seu nascimento, apesar de sermos fracos, pequenos, mas lutadores e perseverantes para chegarmos até o fim, para recebermos, através da Sua extrema Misericórdia, o lugar no céu, que Ele prometeu a todos que vivessem os Seus ensinamentos.

Pai, cura-me da cegueira que me impede de reconhecer a presença de tua salvação na minha vida, realizada pela ação misericordiosa de teu Filho Jesus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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Homilia Diária - 06.12.2018

OS DOIS ALICERCES Mt 7,21.24-27
HOMILIA

Jesus inicia este evangelho dizendo: “Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus”.

Com essas palavras Ele quer nos alertar que devemos ser fiéis até o fim; que procuremos perseverar sempre nas Suas palavras e ensinamentos, todos os dias da nossa vida. Não basta dizer Senhor, Senhor, é necessário que consigamos, através do nosso contato diário com tudo o que é de Deus, de maneira sincera e, segundo os seus ensinamentos. Quando Ele nos coloca as suas palavras é para nos despertar, que é muito importante que fortifiquemos a nossa fé, através dos nossos atos de caridade com os irmãos e de piedade para com Ele. Somente aqueles que constroem a sua vida dia após dia; hora após hora, minuto a minuto e segundo a segundo, calcadas na sua Fé em Deus, certamente, se permanecerem até o fim, conseguirão o seu lugar reservado na casa do Pai. A casa sobre a rocha que Jesus usa como exemplo neste Evangelho; que a tempestade, as chuvas, os ventos impetuosos não conseguem derrubá-la, destruí-la; é a nossa vida que sendo construída com os alicerces da Fé em suas palavras, nunca se sentirá abalada pelos problemas, decepções, maldades, doenças e até pela morte; nada abalará as nossas estruturas, que estará repleta do amor de Deus; pois temos uma base sólida.

São Paulo nos fala em uma das suas cartas: “Quando me sinto fraco aí é que fico mais forte, porque a fé que trago no coração, me impulsiona para frente”. O cristão deve enfrentar a sua corrida parta alcançar os louros da vitória, sem nunca duvidar da sua força, que vem de Deus, essa força está ligada ao pedido que Jesus fez ao Pai em sua Oração em João, 17, 1-26; ali Jesus roga ao Pai por todos nós aqueles que seguirem as suas palavras. Por isso, S. Paulo também fala:-“nada me afastará do amor do Pai – nem as alturas, nem as profundezas, nem as angústias, nem as aflições, nem a miséria, nem a riqueza . . . nada, nada me afastará do amor de Deus.”

Não nos basta dizer Senhor, Senhor, quando às coisas apertam para o nosso lado. Lembrar d’Ele só quando tudo nos parece difícil, sem saída, sem solução. É preciso que nos acostumemos com a certeza da eterna fidelidade de Deus para conosco, seus filhos. Ele também espera, para o nosso bem, que não nos esqueçamos de louvá- lO, em reconhecimento pelo muito que recebemos do Seu grande amor. Muitos se lembram só para pedir e mesmo não vivendo como Ele pede, ficam bravos, batem os pés xingam e até blasfemam, ,porque acham que não foram atendidos.

Só Ele sabe o que pode e deve fazer e, quando é o momento certo para atender aos pedidos que fazemos. Nós mesmos não sabemos que aquela não é a hora de sermos atendidos e… por isso pedimos…e, por isso muitos se dizem decepcionados e se afastam até, do caminho do Senhor. É’ preciso pedir. Jesus mesmo nos diz “Tudo o que pedirdes ao Pai , em meu nome, Ele vos atenderá” . Jesus não mente; as Suas palavras significam tudo aquilo que representam, mas, não esqueçamos, que existe, também, a nossa parte a ser cumprida. Há uma aliança bilateral entre nós e Deus, para ser cumprida.

Pai livra-me de reduzir minha adesão a Jesus a mero palavreado. Ajuda-me a transformar os ensinamentos dele em norma de vida. Assim estarei fazendo a tua vontade.

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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