segunda-feira, 17 de julho de 2017

Homilia - 20.07.2017

UM CONVITE DE JESUS Mt 11,28-30
HOMILIA

Hoje o Senhor claramente nos convida a irmos a Ele: Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos… E eu pergunto quantos de nós temos nos cansado durante o nosso dia a dia, pelas circunstâncias, seja uma insatisfação pessoal no trabalho, sejam as coisas que acontecem que não saem da forma como desejamos, ou seja, até mesmo o jeito como nós tratamos a quem amamos que, por muitas vezes, nem é o modo como queremos tratar, mas pela falta de paciência, pelo cansaço físico, mental ou espiritual nos deixamos levar pelas nossas fraquezas e não fazemos o bem que desejamos.

Hoje Jesus nos convida porque conhece o nosso coração e sabe que só n’Ele teremos descanso, pois Ele mesmo justifica isso quando diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendeis de mim, porque sou manso e humilde de coração. Pois o meu jugo é suave e meu fardo é leve.”

Jesus não nos convida até Ele para nos condenar, mas nos convida para tirar de nós tudo que não nos faz bem, inclusive nosso sentimento de culpa em relação aos nossos pecados e fraquezas. Ele anseia e deseja muito que O busquemos para nos dar o descanso necessário para uma boa caminhada.

Não importa se estás passando por esta crise, pensando que ninguém se importa, que ninguém se preocupa, o que eu quero dizer-te são Palavras do Mestre: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados de carregar as vossas pesadas cargas, e eu vos darei descanso.” Neste texto Jesus demonstra o seu amor para contigo. Ele se importa contigo e por isso te chama. Faz-te um convite. E este é para os que têm problemas, para os cansados e os oprimidos; os que estão com cargas tão pesadas e tão grandes que não dão conta de carregar sozinhos; os que perderam a esperança até mesmo para esperar; os que estão feridos e com traumas profundos; os que não têm mais caminho para caminhar; os que perderam o rumo da vida, para os que perderam a direção.

O convite é para ti que estás com o coração quebrado, arrebentado, porque há reabilitação, há cura; é para ti que desperdiçaste a tua vida no mal, pois ainda há possibilidade para fazer o bem; para ti que já não tens mais perspectiva na vida, expectativa de um novo começo; para ti que te sentes desesperado, desprezado; para ti que te sentes doente, perdido na vida; para ti que estás longe, e morto em delitos e pecados.

Talvez tu digas: “Minha vida não tem jeito, porque o pau que nasce torto, cresce torto e morre torto”. Mas te digo: Tem sim! Porque o pau que nasce torto, só é torto antes de chegar nas mãos do carpinteiro de Nazaré. Depois de passar pelas Suas mãos, sai um móvel precioso, raríssimo de encontrar! Ele te oferece uma nova oportunidade. Jesus é o Deus do impossível, é o Deus capaz de fazer: do vilão, um herói; do bandido, um santo; do perseguidor, um defensor do Evangelho.

Com as palavras “vinde a Mim”, Jesus nos chama a confiar n’Ele, a crer. Porque ninguém pode ir, e seguir, sem crer, sem confiar nele.

Ele te chama para que tu tomes sobre ti o jugo d’Ele: tomai sobre vós o meu jugo. Jesus não te engana. Ele não prometeu só mar de rosa, porque aqui o jugo quer dizer que tudo aquilo que Jesus passou tu terás de passar. Assim como Ele foi perseguido, sofreu, foi maltratado, caluniado, zombado, odiado, abandonado entre ladrões e morto na Cruz mas que três dias depois ressuscitou, assim também tu terás de passar pela mesma situação. Aliás, ao discípulo basta ser igual ao mestre. Se a Mim trataram assim, a vós também, disse o Senhor. Mas não tenhais medo. Eu venci o mundo!

Precisamos aprender d’Ele: e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Chama-nos ao discipulado d’Ele, a sermos seus alunos. Ele quer que eu e você sejamos seus imitadores. Ele passará a ser o nosso modelo. Tu precisarás conhecer mais e mais o teu Senhor, as coisas d’Ele, até chegar ao pleno conhecimento. Mas isso só será possível se estiveres perto d’Ele. É por isso que também nos chama para estarmos perto d’Ele, junto d’Ele, para ter comunhão e intimidade com Ele. É urgente que tu contes tudo para Deus. Ele te dá este privilégio de abrir o peito, a alma, e o coração. E então: achareis descanso para as vossas almas.

Hoje Jesus quero Te louvar pelo meu trabalho, que tem me tirado muito dos nossos momentos de intimidade. Isso, na verdade, tem me feito valorizar cada minutinho que posso beber da graça que é ter Tua presença. Dá-me a graça de, durante todo o meu dia, conseguir parar, para escutar e discernir a Tua vontade para as minhas atitudes do dia. Dá-me a graça de ser manso e humilde assim como Tu és, Senhor.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Homilia - 19.07.2017

PAI DÁ-ME A GRAÇA DE SER PEQUENO! Mt 11,25-27
HOMILIA

Após o “discurso da missão” e o envio dos discípulos ao mundo para continuarem a obra libertadora de Jesus, Mateus coloca no seu esquema de Evangelho uma seção sobre as reações e as atitudes que as várias pessoas e grupos tomam frente a Jesus e à sua proposta de “Reino”.

Nos versículos anteriores ao texto que nos é hoje proposto, Jesus havia dirigido uma veemente crítica aos habitantes de algumas cidades situadas à volta do lago de Tiberíades, porque foram testemunhas da sua proposta de salvação e mantiveram-se indiferentes. Estavam demasiado cheios de si próprios, instalados nas suas certezas, calcificados nos seus preconceitos e não aceitavam questionar-se, a fim de abrir o coração à novidade de Deus.

Agora, Jesus manifesta-se convicto de que essa proposta rejeitada pelos habitantes das cidades do lago, encontrará acolhimento entre os pobres e marginalizados, desiludidos com a religião “oficial” e que anseiam pela libertação que Deus tem para lhes oferecer.

Hoje estamos diante de duas “sentenças” que, provavelmente, foram pronunciados em ambientes diversos deste que Mateus nos apresenta.

A primeira sentença é uma oração de louvor que Jesus dirige ao Pai, porque Ele escondeu estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelou aos pequeninos. Os “sábios e inteligentes” são certamente esses “fariseus” e “doutores da Lei”, que absolutizavam a Lei, que se consideravam justos e dignos de salvação porque cumpriam escrupulosamente a Lei, que não estavam dispostos a deixar pôr em causa esse sistema religioso em que se tinham instalado e que – na sua perspectiva – lhes garantia automaticamente a salvação. Os “pequeninos” são os discípulos, os primeiros a responder positivamente à oferta do “Reino”; e são também esses pobres e marginalizados, ou seja, os doentes, os publicanos, as mulheres de má vida, o “povo da terra” que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galiléia, considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a proposta libertadora de Jesus.

A segunda sentença relaciona-se com a anterior e explica o que é que foi escondido aos “sábios e inteligentes” e revelado aos “pequeninos”. Trata-se, duma “experiência profunda e íntima” de Deus. Os “sábios e inteligentes” estavam convencidos de que o conhecimento da Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era uma espécie de “linha direta” para Deus, através da qual eles ficavam a conhecer Deus, a sua vontade, os seus projetos para o mundo a para os homens; por isso, apresentavam-se como detentores da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade e os planos divinos.

Jesus deixa claro que quem quiser fazer uma experiência profunda e íntima de Deus tem de aceitar Jesus e segui-lO. Ele é “o Filho” e só Ele tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o Pai. Quem rejeitar Jesus não poderá “conhecer” Deus: quando muito, encontrará imagens distorcidas de Deus e aplicá-las-á depois para julgar o mundo e os homens. Mas quem aceitar Jesus e O seguir, aprenderá a viver em comunhão com Deus, na obediência total aos seus projetos e na aceitação incondicional dos seus planos.

Na verdade, os critérios de Deus são bem estranhos, vistos de cá de baixo, com as lentes do mundo. Nós, homens, admiramos e incensamos os sábios, os inteligentes, os intelectuais, os ricos, os poderosos, os bonitos e queremos que sejam eles a dirigir o mundo, a fazer as leis que nos governam, a ditar a moda ou as idéias, a definir o que é correto ou não é correto. Mas Deus diz que as coisas essenciais são muito mais depressa percebidas pelo “pequeninos”: são eles que estão sempre disponíveis para acolher Deus e os seus valores e para arriscar nos desafios do “Reino”. Quantas vezes os pobres, os pequenos, os humildes são ridicularizados, tratados como incapazes, pelos nossos “iluminados” fazedores de opinião, que tudo sabem e que procuram impor ao mundo e aos outros as suas visões pessoais e os seus pseudo-valores. A Palavra de Deus ensina: a sabedoria e a inteligência não garantem a posse da verdade; o que garante a posse da verdade é ter um coração aberto a Deus e às suas propostas.

Como é que chegamos a Deus? Como percebemos o seu “rosto”? Como fazemos uma experiência íntima e profunda de Deus? É através da Filosofia? É através de um discurso racional coerente? É passando todo o tempo disponível na igreja a mudar as toalhas dos altares? O Evangelho responde: “conhecemos” Deus através de Jesus. Jesus é “o Filho” que “conhece” o Pai; só quem segue Jesus e procura viver como Ele pode chegar à comunhão com o Pai. Há católicos que, por serem Padres como eu, por terem feito catequese, por irem à missa ao domingo e por fazerem parte do conselho pastoral da paróquia, acham que conhecem Deus. Atenção: só “conhece” Deus quem é simples e humilde e está disposto a seguir Jesus no caminho da entrega a Deus e da doação da vida aos homens. É no seguimento de Jesus – e só aí – que nos tornamos “filhos” de Deus.

Pai, que a arrogância dos sábios e doutos jamais contamine meu coração. E, fazendo-me pequenino, que eu esteja em condições de acolher a Tua revelação na pessoa do Teu Filho Jesus Cristo.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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Homilia - 18.07.2017

CUIDADO COM A TUA INDIFERENÇA Mt 11,20-24
HOMILIA

Ai de ti Corozim, ai de ti Betsaida! Assim começou o duro sermão do Senhor Jesus Cristo para aqueles que não O aceitaram, nem mesmo diante de tantos prodígios realizados. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram comparadas a Tiro, Sidom e Sodoma, respectivamente. E, por terem recusado a Palavra Viva de Deus, aquela geração terá um julgamento no dia do juízo final mais duro do que haverá para as cidades pagãs as quais foram comparadas.

Recusaram porque queriam um Cristo que fosse conforme o que haviam imaginado. Um que seria de acordo com as suas leis, que os atendesse segundo os seus pedidos, que fizesse as suas vontades. Um Cristo que não incomodaria a sua maneira de viver, o seu proceder, que não os alertasse para o seu modo de vida. Não queriam um Cristo que pregasse arrependimento, nem um que pregasse um reino que não é desse mundo. Queriam a restauração de Israel ao modo deles, para serem dominadores do mundo, e que Deus os deixasse em paz e tomando conta da terra. Queriam e até hoje muitos querem o que desejam em seu íntimo, um deus conforme as suas necessidades: o anticristo!

O Evangelho de hoje é de grande riqueza, pois possui muitos pontos de reflexão. O nosso destino é parcialmente traçado por Deus. Ele não é totalmente planejado ou traçado, porque Deus respeita o nosso livre arbítrio, ou seja, ele nos dá o direito de aceitar ou não o seu chamado. Betsaida era uma das cidades que entristeceram Jesus. Porque a pesar de ter sido a terra natal de Pedro, André e Felipe, de ter sido o lugar onde Jesus fez a maior parte dos milagres, Corozim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras.

Nas nossas convivências com o ambiente corrompido pelos que têm poder, os grandes, os sábios e inteligentes se não vigiarmos também nós seremos alvos de censura. Senão veja se por falta de vigilância o poder não corrompe o homem? Lance o seu olhar na nossa política brasileira ou de todos os países. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política? Quantos jovens crentes não mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade? Quantos homens e mulheres cristãos não mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo? Quantos servos de Deus, comprometidos com o evangelho têm esfriado, ou têm deixado Jesus porque assimilaram a corrupção do mundo, o pecado do mundo? Assimilaram os prazeres do mundo.

E tu que não estás com os pés e as mãos lançados na política também podes ser sujeito da censura do Mestre por causa da tua indiferença. E por isso também poderás ser excluído do reino de Deus.

E para que isto não aconteça Jesus levanta a sua voz e diz: Ai de ti, pai, ai de ti mãe, ai de ti jovem, ai de ti professor, ai de ti chefe! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. Tiro e Sidom eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Que o diz é o Próprio Jesus: Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de ti.

Meu filho, minha filha, permita que te chame assim, não sejas morno, morna ou indiferente com o poder de Deus. Saia da lama, do barro que suja a tua alma, o teu espírito. Deixa te permanecer mergulhado, mergulhada no mundanismo. Tu e eu podemos ser a Betsaida de hoje quando nos mantemos indiferentes ante o sofrimento e a depravação dos nossos ambientes. Deus está falando e conversando conosco e nós fora de nós mesmos ou longe dos pensamentos deles! E às vezes dentro da própria Igreja ou na celebração litúrgica; Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão e não damos à mínima atenção; Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade; Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar em voltar e que teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida; Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do seu agrado e o que não é, conhecemos as profecias e relegamos tudo isso para o terceiro plano.

A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se a nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Converta-te para Deus e terás a vida eterna.

Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
Fonte https://homilia.cancaonova.com
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Homilia - 17.07.2017

O QUE AGRADA À DEUS! Mt 10,34-11,1
HOMILIA

Estamos diante do fim do discurso do Sermão da Montanha e Jesus quer dar a conhecer aos seus discípulos a opção que devem fazer. Ele veio para estabelecer a possibilidade das pessoas escolherem ou a Ele ou a outro.

De uma forma sentenciada forja a personalidade dos verdadeiros discípulos capazes de romper com os laços de sangue a fim de formar a verdadeira comunidade com Ele. Os laços familiares são importantes porque representam os vínculos mais fortes do amor entre Pais e filhos e parentes. Todavia, o amor a Jesus é muito mais do que isso. Ele vai além e por isso deve ser prioritário em relação àqueles. Neles se contempla de modo pleno o amor de Deus por nós e em nós. Fazendo uma escolha por Jesus, fazemos nossos os projetos de d’Ele assim sendo, nos tornamos dignos do Seu seguimento. Pois Ele nos diz: Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Portanto, é renunciando tudo o que nos prende ao passado, ao corpo e à matéria representados no pai, na mãe e nos filhos que nos tornamos verdadeiramente seguidores do Mestre.

A nossa relação com Deus não pode limitar-se a conveniências familiares. Acreditar em Deus, isto é, acolher o dom da fé, que Ele mesmo nos oferece gratuitamente, é assunto de coração, que não pode ficar pela fachada, ou limitar-se a determinados momentos. Deus ama-nos por primeiro e a tempo inteiro. Não podemos amá-lo diferentemente. Por isso, ao nosso culto, deve corresponder uma vida coerente: «De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas? Quem reclamou de vós semelhantes dons, ao pisardes o meu santuário? Quando levantais as vossas mãos, afasto de vós os meus olhos… as vossas mãos estão cheias de sangue». Não agradam a Deus as ofertas, quando a vida de quem as faz é má: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas ações», – eis o que realmente quer. Uma vez purificados, sim, há que praticar a justiça: «aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo». Só agrada a Deus o sacrifício que está em harmonia com a vida.

Toda a nossa vida há-de tornar-se oferenda de amor ao Pai, em comunhão com o sacrifício de Cristo, motivado pelo amor e nele realizado. Mas o amor é algo de muito concreto. Amar a Deus comporta amar o irmão, a irmã, amá-los no seu ser concreto, na situação em que se encontram. Fazer-lhes o bem pode traduzir-se em grandes gestos ou, mais provavelmente, em gestos quotidianos, que facilmente definimos como pequenos, e a que nem sempre damos a devida atenção. São exatamente esses gestos, aparentemente banais, os que mais nos custam a fazer com amor, principalmente quando temos pela frente pessoas difíceis, ou simplesmente desagradáveis. Mas passa por aí o nosso seguimento dos «passos de Cristo», que não nos deixa faltar a sua graça para os realizarmos com amor e fidelidade.

Portanto, receba e evangelize ajudando no que podes no processo da evangelização. Converta-te e tome partido de Jesus renunciando o apego às coisas materiais. Seja o homem ou mulher livre dos bens que hoje existem e amanhã acabarão.

Obrigado, Senhor, por me teres chamado a percorrer o teu próprio caminho de oblação total, até à imolação. Obrigado, porque vais à frente, estimulando os meus passos com o teu exemplo e amparando-os com a tua graça. Sabes como sou fraco e como, tantas vezes, cambaleio para um lado e para o outro, ao sabor das minhas inclinações. Mas Tu tens uma paciência infinita para me esperares, me fazeres ouvir a tua voz, me estenderes a tua mão misericordiosa. Que, jamais, me falte a tua graça, para arriscar à tua palavra, para ousar perder a vida por Ti e para fazer o bem aos meus irmãos. Não me deixes cair no formalismo de uma vida rotineira. Mantém-me na autenticidade do amor para contigo e para com o meu próximo, no quotidiano da vida, sabendo que é lá que me esperas, e queres recompensar. Amem!
Fonte http://homilia.cancaonova.com/


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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Homilia - 16.07.2017

Que as ilusões materiais não sufoquem a força da Palavra em nosso coração!
HOMILIA

O excesso de preocupações, como a ilusão com os bens materiais e com as riquezas deste mundo, sufocam a força da Palavra de Deus em nosso coração.

“Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração” (Mateus 13, 19).

A parábola do semeador é de vital importância para compreendermos o lugar da Palavra de Deus semeada em nosso coração, porque o que Jesus tem feito, o que a Igreja tem feito, é semear a Palavra, a Palavra que faz o Reino de Deus acontecer. O Reino de Deus vem em sementes – talvez você ache a semente uma coisa insignificante, pequena, desprezível, mas é nela que está contida toda a árvore. Assim como o embrião, que está no ventre da mãe, já contém toda a vida, assim também a semente já contém toda a árvore; da mesma forma, a semente da Palavra já contém todo o Reino de Deus.

É preciso cultivar a semente, cuidar para que ela cresça, para que ela não seja sufocada, esmagada e desprezada, porque se ela [semente] é bem cuidada, se ela é bem acolhida, ela vai crescer e se tornar uma árvore esplendorosa e vai produzir muitos frutos.

A primeira coisa para que isso aconteça: atenção ao escutar a Palavra de Deus, não deixe que as distrações da mente e as distrações do lugar onde você está tomem a atenção que a Palavra de Deus quer ter no seu coração – lugar único, nós não podemos colocar a Palavra de Deus junto com nenhuma outra coisa. Ou nós damos a primazia à Palavra de Deus ao escutá-la ou ela não vai produzir frutos em nós.

Do outro lado é preciso criar raízes, é preciso ouvir essa Palavra e deixar que ela entre na profundidade do nosso ser, porque só a Palavra enraizada em nós fecunda, cresce e produz frutos. Muitas vezes passamos anos ouvindo a Palavra de Deus, escutando a Palavra do Senhor e não permitimos que ela crie raízes em nosso coração.

A outra coisa necessária para isso é não sermos vencidos pelas preocupações do mundo e pelas ilusões da riqueza, porque tanto o excesso de preocupações como a ilusão com os bens materiais, com as riquezas deste mundo, sufocam a força da Palavra de Deus em nosso coração.

Por essa razão você precisa realmente dar o primeiro lugar à Palavra de Deus ao buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus; o restante virá em consequência disso. Não sufoque, não coloque de escanteio e não despreze a Palavra de Deus, porque, ao ser bem acolhida e ao entrar na essência e com profundidade em nosso coração, ela produzirá muitos frutos.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

Leia também: www.liturgiadiariadapalavra.blogspot.com.br

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Homilia - 15.07.2017

NÃO TENHAIS MEDO! Mt 10,24-33
HOMILIA

Para que seus discípulos não desanimem diante das perseguições, Jesus lembra que também ele encontrou oposição.

As exigências da missão são extremas, podendo incluir a perseguição e a morte! Hoje, Jesus introduz no seu discurso a expressão «Não temais», que ocorre 366 vezes na Bíblia. O nosso texto está estruturado sobre a repetição, a modo de imperativo: “ não tenhais medo”! E depois dá razões pelas quais a confiança deve sempre vencer. A primeira razão é: ainda que o bem esteja, por agora, velado, e a astúcia e a virulência do mal pareçam escondê-lo, acontecerá uma reviravolta completa e veremos, no triunfo de Cristo, a vitória dos que escolheram praticar o bem. Eis a razão pela qual os discípulos de Jesus são encorajados à audácia do anúncio. O que recebemos é pequeno como uma luzinha nas trevas, como um sussurro ao ouvido, mas deve ser dado à plena luz do dia, gritado sobre os telhados. Inicialmente, o Evangelho era algo de oculto e misterioso, que era preciso manter em segredo, dado a conhecer a poucos e com as devidas precauções, para não desencadear a perseguição. Mas chegou o tempo de o dar a conhecer ao mundo inteiro! O pior que pode acontecer aos missionários do Reino é a morte do corpo. Mas seria muito pior a morte da alma, a perda da vida. Ora, só Deus pode tirar a vida. Mas não o faz àqueles que O amam e O temem. Jesus conclui a sua argumentação com duas imagens muito ternas: a dos pássaros que, valendo pouco, são amados pelo Pai, e a dos cabelos da cabeça, contados por Ele. Não há, pois, que temer: Ide: proclamai que o Reino do Céu está perto! (Mt 10, 7).

O temor de Deus é uma atitude complexa em que conflui o respeito reverente, a obediência, a adesão profunda, a adoração, o amor. Foi sentido por muitos profetas e santos, que fizeram a experiência do encontro com Deus, três vezes santo. Diante d´Ele, damo-nos conta da nossa condição de criaturas e da impureza da nossa vida. Já o salmista rezava: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus… que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?» (Sl 8, 2.5). Mas, se nos deixarmos penetrar por esta atitude, também poderemos ter toda a confiança na sua misericórdia. Jesus une o temor de Deus e a confiança: «Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! … Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros» (vv. 29.31)

Ambas as leituras nos falam da experiência de temor na presença de Deus, que Se nos revela e chama a uma missão. Mas também em ambas as leituras escutamos a palavra do Senhor que nos diz: «não tenhas medo», «não temais». Aquele que nos ama, nos chama e nos envia, purifica-nos e está conosco: «Não temas: eu estarei contigo»; «não temais, eu estarei convosco» (Ex 3, 12; Dt 31, 6; 31, 15; 1 Cr 28, 20; Jr 1, 17; 46, 28; 30, 11). A Virgem Maria também experimentou a sua condição de criatura limitada e frágil perante a grandeza e poder de Deus, no dia da Anunciação. Por isso, o Anjo lhe diz: «Não tenhas medo, Maria » (Lc 1, 30).

O medo e a desconfiança, na relação com Deus, mas também na relação conosco ou com os outros, paralisam-nos, transformam-nos em escravos. Mas Paulo adverte-nos: «Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, por meio do qual gritamos: “Abbá, Pai!”. O mesmo Espírito atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus» (Rm 8, 15-16). «Se vivemos do Espírito, caminhemos segundo o Espírito» (Gl 5, 25). Na relação com Deus, embora conhecendo os nossos limites e os nossos pecados, temos consciência de estar perante um Pai, cheio de amor e de misericórdia. No exercício da missão que nos confia, na sua obra de salvação do mundo, sabemos que não estamos sós, mas que Ele está connosco.

Senhor purifica os meus lábios, mas purifica, sobretudo, o meu coração. Quantas vezes alimento pensamentos e desejos, que não nascem da certeza do teu amor, da vontade de lhe corresponder, da confiança em Ti. Quantas vezes me deixam dominar pelo temor, quando surgem dificuldades e problemas no caminho para Ti, ou na missão que me confiaste. Faz-me escutar novamente a tua palavra: «Não temas; Eu estou contigo!». Purifica-me, Senhor, e dá-me coragem e confiança para aceitar a purificação! Dá-me agilidade no combate espiritual contra as paixões, para que deseje e queira, sempre, em tudo, e somente a tua glória. Assim encontrarei também a paz e a serenidade, que tornarão mais felizes e plenos os breves dias da minha vida. Amém!
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

Homilia - 14.07.2017

DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA Mt 10,16-23
HOMILIA

Neste texto Mateus nos mostra que a vida que Jesus nos promete não é uma vida somente de prazeres. Mas sim de tribulações, tempestades, perseguições, calúnias, injúrias e… por sermos discípulos e missionários d’Ele no mundo moderno. Lembra-nos também que os discípulos não terminarão o seu trabalho sem que venha o Filho do Homem.

Sob ponto de vista do que nos é proposto neste texto concluímos que todo o sofrimento só é aceite diante de Deus quando for por amor a Jesus: Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles e aos não-judeus sobre o evangelho. Portanto, os sofrimentos por amor a Jesus não são motivo de tristeza, mas de alegria, sabendo que fomos destinados a isto: vocês serão presos, e levados ao tribunal, e serão chicoteados nas sinagogas. Essa alegria não vem do fato de o cristão gostar de ser perseguido ou de ser reputado mártir, mas pelo testemunho que dá e pelo galardão que se segue. Sofrer pelo Evangelho é um tipo de sofrimento por amor a Jesus, assim como sofrimentos por praticar o bem, sofrimentos por causa da justiça e os sofrimentos como servos de Deus. É preciso que tu sofras por amor ao corpo de Cristo, a igreja. E então, no final de tantas tempestades virá da parte de Deus a bonança para todos nós que tivermos sofridos por causa de Jesus e Seu Evangelho!

Sofrimentos suportados com paciência por um cristão servem de exemplo e testemunho para toda a Igreja. O apóstolo Pedro emprega sete vezes a palavra sofrer e sofrimento com referência a Cristo, encorajam os cristãos a seguirem o exemplo de Jesus.

O sofrimento é a escola de simpatia do Espírito Santo, onde aprendemos a consolar e confortar as pessoas da mesma maneira como Deus o faz. Somente quem enfrentou dor, sofrimento e perdas pode genuinamente consolar os que enfrentam tais situações (Hb 4.15).

O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer te fazer crescer na fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo, como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado. Deus usa o sofrimento para refinar-nos (Sl 66.10; Sl 119.67, 71).

Todo aquele que quer ser discípulo de Jesus deve estar pronto para enfrentar os problemas decorrentes do discipulado. Ser discípulo de Jesus significa não aceitar os contra valores que estão presentes no mundo e que não permitem que haja vida e vida em abundância, mas denunciar esses contra valores como causa de sofrimento e, ao mesmo tempo, anunciar os valores do Evangelho. Ser discípulo de Jesus significa ser profeta da Nova Aliança e arcar com todas as conseqüências do agir profético, ou seja, a perseguição, o sofrimento e até mesmo a morte. A história da Igreja está repleta de mártires, profetas da Nova Aliança que, por acreditarem nos valores do Evangelho, foram perseguidos e derramaram seu sangue como o Cristo.

Portanto, quando passarmos pelo sofrimento, devemos lembrar Deus está conosco e não permitirá que soframos além do que podemos suportar. Deus converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos Deus se importa conosco, independente da severidade das circunstâncias. Nunca devemos permitir que o sofrimento nos leve a pensar que Deus não nos ama, nem afastar-nos de Jesus (Mt 13.20-21). Devemos recorrer a Deus em oração sincera, esperar até que Ele nos liberte da aflição e confiar que Deus nos dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento. Convém lembrar de que sempre somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8.37; Jo 16.33).

Quero que tu saibas de uma vez por todas que quando passarmos pelo sofrimento, devemos lembrar: Deus está conosco (Sl 23.4; Is 43.2; Hb 13.5) e não permitirá que soframos além do que podemos suportar (1 Co 10.13). Deus converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (Rm 8.28; 2 Co 4.17). Como aconteceu com José (Gn 50.20).

Acredite: depois da tempestade virá a bonança. Se não duvidares disso, tu e os da tua casa verão a salvação que vem de Deus por Cristo Nosso Senhor que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém!
Fonte https://homilia.cancaonova.com


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