terça-feira, 13 de junho de 2017

Homilia - 15.06.2017

Na Eucaristia temos a presença amorosa de Deus entre nós!
HOMILIA

A Eucaristia é a presença amorosa de Deus entre nós, no meio de nós! Tenhamos cada vez mais uma espiritualidade voltada para a Eucaristia.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6, 56).

Glórias e louvores sejam dados a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. Nós celebramos hoje a grande Solenidade de Corpus Christi; na verdade, nós hoje nos voltamos naquela Quinta-feira Santa, quando o Senhor, na Última Ceia, nos deu Seu Corpo e Seu Sangue como sinal permanente da Sua presença em nosso meio.

O mistério é grande e ultrapassa a nossa compreensão humana, e, ao mesmo tempo, é profundo e cercado de amor. Esse amor maravilhoso que Deus tem para conosco.

O Senhor não sacrifica animais, o Senhor não quer pele de cordeiros e de touros, é o Senhor mesmo quem se sacrifica, é o Senhor mesmo que se dá a nós; Ele é o sacerdote e, ao mesmo tempo, é o alimento que sacia a nossa fome e a nossa sede.

A Eucaristia é a presença amorosa de Deus entre nós e no meio de nós! Porque se a promessa de Deus é que estará conosco todos os dias, até o fim do mundo, Ele tem muitas maneiras de estar entre nós. Mas existem manifestações, por excelência, de Deus entre nós,  existem as manifestações sacramentais e o sacramento por excelência, por meio do qual nós vislumbramos, contemplamos e nos saciamos, até diariamente quando possível, da presença de Deus é no mistério e no Sacramento da Eucaristia.

O pão transubstanciado já não é mais pão, o cheiro, a aparência e a forma são de pão, mas a substância se transformou no Corpo do Senhor [no ato da consagração feita pelo sacerdote na Santa Missa]. Do mesmo jeito o vinho que vem das mãos de nós sacerdotes, o cheiro, o gosto, a aparência é de vinho, mas foi transubstanciado no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo após a oração. Daí podemos todas as vezes que comungamos, devidamente, exclamar como São Paulo: “Já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim”, é Ele que está em mim, pelo Seu Corpo e pelo Seu Sangue. Por isso o próprio Senhor nos afirma, que quem come a Sua Carne e bebe o Seu Sangue, permanece n’Ele.

Meus irmãos, nós hoje somos convidados a permanecer no Senhor e com Ele. Somos convidados a ter em nosso corpo as marcas do Senhor, a presença maravilhosa de Deus entre nós. Sejamos cada vez mais eucarísticos, tenhamos cada vez mais uma espiritualidade voltada para a Eucaristia. E para isso não importa se você pode comungar ou se você não pode comungar, se você tem condições de ir à Missa todos os dias ou não pode. O Senhor está presente nos sacrários do mundo inteiro, mesmo que a porta da igreja esteja fechada, e até quando o ônibus e o seu carro passam em frente a uma igreja, lembre-se de que o Senhor está ali.

Na intenção, no desejo, na vontade, adore o Senhor presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Adore-O realmente, volte para Ele todo o seu coração, toda a sua alma e todo o seu ser para reconhecer esse grande mistério do amor de Deus por nós. Glórias, louvores e exaltações se deem a todo momento na presença maravilhosa de Jesus na Eucaristia!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Homilia - 14.06.2017

JESUS DÁ SENTIDO À LEI Mt 5,17-19
HOMILIA

Para Jesus, a lei moral é obra da Sabedoria divina. Por isso, Podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que desviam de Deus e do seu amor. E, ao mesmo tempo, firme nos seus preceitos e amável nas suas promessas. Eis a razão do porque Jesus diz: o céu e a terra passarão; porém, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento.

Portanto, a questão da obediência aos mandamentos divinos, ou tudo quanto Deus ordena, não visará à salvação, pois entra no campo da santificação, e não da justificação. Entender o papel da lei como meio de salvação seria um uso “ilegítimo” da mesma (1 Timóteo 1:8).

O fracasso espiritual de Israel, que motivou sua rejeição como propriedade de Deus, não estava na lei, que é “perfeita”, “santa, justa, boa, espiritual, prazerosa” (Salmo 19:7; Romanos 7:12, 14, 22). Mas sim na atitude de auto-confiança do povo quanto às suas possibilidades de obedecê-la plenamente.

Por isso é que Jesus dirigindo-se ao povo diz : Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Assim, Ele ressaltou os princípios básicos da lei divina como sendo “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22:36-40). Paulo o confirma em Romanos 13:8-10 e ambos estes princípios sempre foram reconhecidos pelos cristãos como a síntese da lei divina tanto na linha “horizontal” ou seja, no amor ao próximo, quanto “vertical” o amor para com Deus, de relacionamento.

Com uma pouca margem de erro diria que há preceitos de caráter cerimonial, civil e moral na lei divina independentemente de ocorrer tal linguagem “técnica” nas páginas bíblicas, fato reconhecido por Confissões de Fé e autoridades cristãs de diferentes confissões do passado e do presente. Em toda a Lei está a defesa da vida que a final é um dom de Deus.

No sermão da montanha (Mateus 5 a 7), bem como no diálogo com o jovem rico (Mateus 19:16ss), ao Cristo tratar do verdadeiro espírito da lei Ele lembra que Deus leva em conta não só a mera obediência ao seu texto, mas as reais e íntimas intenções do indivíduo quanto a tal obediência.

Nenhum dos mandamentos da Lei de Deus tem aplicação limitada a Israel. O próprio princípio do sábado foi estendido aos “filhos dos estrangeiros” (Isaías 56:2-8), e todas as pessoas de todas as nacionalidades têm necessidade de um dia regular de repouso, daí porque “o sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27).

No novo concerto os princípios básicos da lei divina são escritos por Deus nos corações e mentes dos Seus filhos, judeus ou gentios, nos moldes do que havia sido prometido ao antigo Israel em Ezequiel 36:26, 27 e Jeremias 31:31-33.

Nos debates de Cristo com os escribas e fariseus sobre o sábado Ele está corrigindo a prática extremada e insensível deles do Decálogo, e não combatendo uma norma estabelecida por Ele próprio como Criador e Legislador (ver Mateus 12:1-12; Heb. 1:2).

João no Apocalipse (1:10) refere-se ao “dia do Senhor” que para nós católicos é o Domingo, como sendo um dia especial dedicado a Deus. Portanto, ele mantinha um dia especial de observância, como estabelecido no 3º mandamento da lei de Deus: Santificar os Domingos e Festas de Guarda.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/


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Homilia - 13.06.2017

VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO Mt 5,13-16
HOMILIA

Depois de nos ter apresentado o seu plano pastoral no Sermão da Montanha. Jesus agora nos faz responsáveis pela vida dos nossos irmãos e irmãs. E por isso usa as figuras do sal, da cidade e da luz.

Mas padre, o que é ser sal e luz para o meu irmão e minha irmã? E então eu responderia: Ser sal é ser o que dá gosto às coisas. Ser luz é ser o que ilumina. Todavia, cuidado. Porque a prerrogativa de ser sal e de ser luz pode tanto se inclinar para o bem, quanto para o mal. Aquele que se volta para o mal se torna também uma pessoa salgada, porém, salga a si mesma, dá gosto a si própria. Veja bem, aquele que se projeta como um grande político ateu, um maçom em alto grau, um empresário inescrupuloso, um déspota, ou mesmo um criminoso famoso são exemplos de ser sal, mas para o mal.

Quer coisa mais salgada do que Hitler? Ele foi luz e sal, porém, em oposição ao bem. Quantas pessoas brilham por aí… brilhos efêmeros. Por exemplo, quantos cantores, compositores, atores, apresentadores, jogadores de futebol brilham ou brilharam como um cometa? Gostar de futebol, tudo bem! Mas quantos assalariados se privam de coisas para ir ao campo de futebol, fazendo com que certos jogadores ganhem fortunas. Isto é acender luzes. São luzes que acendemos impróprias, mas que “iluminam”. Poderiam ser chamadas de trevas, pois estão em oposição à luz de Deus, que é a verdadeira luz.

Devemos ter muito cuidado com o nosso agir, com o nosso ser. Deus quer que sejamos sal e luz para glorificá-lo, para a construção do Seu Reino. E isto só é possível vivendo conforme nos ensina. Por isso termina dizendo que a luz deve ser mostrada. Devemos mostrar isso às pessoas em louvor a Deus.

Ser luz e ser sal para glorificar a Deus é muito diferente do que se pensa e é difícil agir com este entendimento, porque a tentação está sempre a nos sugerir que sejamos luz e sal para nós mesmos. A todo momento sentimos aquela tentação: Por que ser luz de outra forma? Seja luz para si mesmo, assim vai brilhar muito mais. Por que ser gosto de outra forma? Seja gosto para si mesmo. Você é bonito, inteligente e vai perder tudo isto por uma bobagem? Não! Pense em você, colha para si mesmo os louros de seu trabalho, de sua vitória, de seu sucesso. O pecado original surgiu daí: da vaidade e da soberba.

Este Evangelho é muito claro. Essa luz e esse sal podem ser dados para ambos os lados, adquirindo, obviamente, conotações opostas e consequências distintas. Jesus disse que não se acende uma luz para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária. Disse ainda que não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, quer dizer, se estivermos crescendo diante de Deus ou do demônio, vamos aparecer de forma positiva ou negativa, naturalmente.

Este é também o Evangelho do discernimento. Devemos discernir a luz que brilha para Deus e o sal que salga para o bem. Precisamos desse discernimento, para refletirmos a luz de Deus e sermos o sal da terra louvando-o; caso contrário vamos brilhar e salgar para outras finalidades, que não conduzem ao Pai que está no Céu. Mas sim ao pai da mentira, ao pai das trevas que é satanás.
Fonte http://homilia.cancaonova.com


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sábado, 10 de junho de 2017

Homilia - 12.06.2017

O SERMÃO DO MONTE Mt 5,1-12a
HOMILIA

O chamado “Sermão da Montanha”, discurso inaugural do ministério público de Jesus, se estende até ao capítulo 7 do Evangelho de S. Mateus. É o primeiro dos cinco discursos que o evangelista distribui estrategicamente no seu livro. Neste domingo simplesmente ficamos nas bem-aventuranças.

O Evangelho deste domingo nos traz o Sermão da Montanha. Falar dele em poucas palavras é uma missão bem difícil para mim, já que eu olho para ele e vejo uma grande lição em cada versículo.

Sempre que o Sermão da Montanha é mostrado nos filmes, Jesus está andando pelo meio da multidão e falando bem alto. Quando lemos no Evangelho, descobrimos que não foi bem assim, como nos filmes. Na verdade, Jesus olhou para a multidão, subiu o monte em silêncio, e sentou. Os discípulos se aproximaram e sentaram perto d’Ele. Foi então que Jesus abriu a boca e começou a ensinar-lhes. Então se os discípulos estavam perto, não havia por que falar alto! Foi uma “aula particular” para os discípulos, e que deve ter sido bem mais extensa do que as poucas linhas que ficaram registradas no livro de Mateus.

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” Quem são os “pobres de Espírito”? E por que é deles o Reino dos Céus? Se alguém lhe perguntasse “de quem é o Reino dos Céus?” você responderia “dos pobres de espírito”? Não? Nem eu. Por isso precisei pesquisar outras traduções e estudar sobre o assunto para entender o que está escondido nesse versículo… Pobre em espírito é aquele que tem o espírito vazio de si próprio, a ponto de reconhecer sua pequenez e pedir humildemente que Deus ocupe esse vazio do seu espírito. Não importa se a pessoa é rica ou pobre de dinheiro, pois não é impossível para o pobre ser arrogante, nem para o rico ser humilde. O Reino dos Céus é destas pessoas porque são estas que se permitem ser preenchidas, no seu vazio, pelo próprio Deus. São estas pessoas que espalham as sementes do Reino dos Céus em forma de Amor.

“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” Já começo aqui lembrando que só se aflige quem se importa, quem se preocupa. Com que/quem você se importa? Quem está aflito de verdade, chora. Como Jesus chorou no Getsêmani. Você já chorou de arrependimento pelos seus erros? Pelas dificuldades que você teve (ou está tendo) que enfrentar? Acredite: elas foram ou estão sendo necessárias. Se Deus as permitiu, existe uma razão. Você pode até não entender hoje, mas confie em Deus: depois de uma grande aflição, sempre vem uma grande recompensa.

“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.” O verdadeiro manso é aquele que, mesmo tendo a possibilidade e a escolha de aniquilar aqueles que se opõem a ele, escolhe a paciência. No entanto, o verdadeiro manso não é passivo e indiferente ao que é errado, mas defende a Verdade mesmo que isso lhe custe a vida. Nesse mundo cruel em que vivemos, o normal é que os mansos sejam “engolidos” pelos violentos. Mas na lógica de Jesus, quem vai “herdar a terra”, ou seja, quem vai permanecer no final de tudo, são os mansos. Por quê? Porque os violentos matam-se uns aos outros.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” Aqui está implícito algo interessante: que neste mundo a justiça é falha. Mas todos nós já ouvimos a expressão: “a justiça divina tarda, mas não falha”. Alguém lhe caluniou? Alguém lhe trapaceou? Alguém lhe condenou e castigou injustamente? Não se preocupe: mais cedo ou mais tarde, essa pessoa terá de acertar as contas com Deus. E, sem sombra de dúvidas, irá colher o que plantou.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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Homilia - 11.06.2017

Evangelho do Domingo da Santíssima Trindade – (Jo 3,16-18)
HOMILIA

Amados irmãos e irmãs em Cristo!
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!
Com esta saudação trinitária gostaria de saudar a todos na certeza do abraço amoroso de Deus trindade Santa que nos envolve e nos guia em nossa missão neste mundo na construção do seu reino. De fato, se tivermos um olhar bem atento aos fatos de nossa vida tudo o que começamos tem o traço, a presença e a proteção da Trindade. Isto porque sempre fazemos o sinal da cruz em todos os momentos de nossa vida, inclusive na celebração eucarística e demais sacramentos ou ainda em qualquer ação celebrativa, tudo inicia e termina com o sinal da cruz – Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
O acesso ao mistério da Santíssima Trindade não é algo que o façamos por meio da nossa racionalidade apenas, mas deve ser resultado de uma experiência, de um encontro de uma acolhida amorosa e afetiva. Aliás, muito se distanciou de nós – o mistério trinitário – quando, envolvidos em tentativas de explicação filosófica e até teológica, buscamos somente a meta de explicar nos esquecemos em experimentar.
As leituras propostas nos apresentam qual deverá ser a nossa atitude diante desse mistério da nossa fé. Assim como Moisés queremos mais uma vez renovar a Aliança de amor na presença de Deus e, prostrados com a devida reverência reconhecemos e louvamos o Senhor que na sua misericórdia, clemência, paciência, bondade e fidelidade, nos perdoa os pecados e nos acolhe, mas acima de tudo Ele caminha conosco, em cada momento e nos anima para construirmos o reino como realidade possível.
O reinado de Deus sempre foi o grande objetivo e tarefa do Filho (Jesus) que obediente à vontade do Pai e impulsionado na força do Espírito que o ungiu para a missão entrega para nós esse trabalho. Tal empreitada exigirá de nós um sincero desejo de aperfeiçoamento, encorajando-nos, cultivando entre nós a concórdia, vivendo o amor e a paz como regra de nossas vidas (2 Cor 13,11-13).
Esta vida nova como fruto do que celebramos no domingo passado (Pentecostes) se consolida na certeza de que Deus sempre deseja se comunicar/revelar a nós e de maneira plena e muito especial o fez por meio de Jesus, o Filho Amado, que nos mostrou de fato, em palavras e obras quem é o Pai: “Deus é amor”!
O Pai envia seu único Filho como um gesto de amor por cada um de nós e o faz não para nos condenar, porém para nos salvar (Jo 3,16) e para que todos o que creiam tenham também parte nesta comunhão divina, nesta vida nova e eterna. O acesso, portanto à vida trinitária é a vivência do amor e da comunhão entre os diferentes estabelecida fundamentalmente na comunhão – expressão de amor!
Na Eucaristia e demais dimensões da nossa vida humana e eclesial somos, uma vez feitos à imagem e semelhança da Trindade (a melhor comunidade) também convidados a manifestar esse amor comunhão em tudo o que fazemos e nos mais variados lugares onde atuamos!
Transformados pelo amor da Trindade busquemos, na conversão pessoal e pastoral de nossas comunidades viver esse mistério de amor!
Em Jesus, o Bom Pastor e Maria, nossa Mãe.

Fonte Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa – Arquidiocese de Fortaleza


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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Homilia - 10.06.2017

JESUS E OS MESTRES DA LEI Mc 12,38-44
HOMILIA

O Evangelho é de S. Marcos, e diz-nos que os escribas e fariseus fazem ostentação da sua suposta bondade. Dão esmolas, tocando a campainha; rezam no templo à frente e em tom de grandiosidade; ocupam os primeiros lugares, etc.

Acautelai-vos dos escribas. Eles gostam de passear com longas vestes e de receber cumprimentos nas praças. Querem os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.

Logo a seguir, S. Marcos conta-nos a história da viúva que, dando a mais pequena das moedas, dava tudo quanto tinha. Foi uma atitude que Jesus apreciou e dela fez o elogio aos seus discípulos. A esmola da viúva, modesta no seu valor, foi a de maior significado. A Misericórdia é uma virtude moral pela qual uma pessoa se dedica à outra com compaixão, dando ajuda espiritual e material na medida das suas posses.

O mérito não está na grandeza ou pequenez da nossa oferta à Deus. Mas sim em como o fazemos.

Os mestres da Lei, por exemplo, prevalecendo-se da estima que gozavam do povo, tornavam-se vaidosos e inescrupulosos. Sentiam prazer em ser reconhecidos como pessoas altamente consideradas. Sendo assim, abusavam da boa fé e da hospitalidade das pobres viúvas, passando longas horas de oração na casa delas, só para comer do bom e do melhor. Com prazer jogavam consideráveis esmolas no tesouro do templo, para serem vistos e louvados pelos presentes. Tal esmola, porém, embora valiosa em termos monetários, não tinha valor para Deus.

Bem diferente era o destino e a situação da pobre viúva que, tendo oferecido apenas algumas moedinhas, fez um gesto altamente agradável a Deus, porque marcado pela simplicidade e pela discrição. Talvez, só Jesus a tenha observado. A viúva não ofereceu do seu supérfluo. Antes, abriu mão do que lhe era necessário, para fazer um gesto agradável a Deus. Por isso, seu pouco se tornou muito aos olhos de Jesus. Por que Deus vê o coração, sabe a tua dor, as tuas aflições e necessidades.

Jesus sabe daquilo que eu e você podemos doar. Ele acredita no meu e no teu potencial e preparou muitas coisas que somente eu e você pode resolver. Mas eu e você ainda não demos tudo o que podíamos e por isso continuamos amarrados, muitas vezes infelizes. Não sejamos egoístas, mas generosos. Diga o teu sim e dê tudo àquilo que você pode e deve dar. Siga o exemplo da viúva e veja como ela agradou a Deus. Se assim fizeres também a tua oferta será agradável a Deus!

Senhor Jesus, dá-me pureza de coração, para que todas as minhas ações sejam marcadas pela sinceridade e por um amor verdadeiro ao Pai.
Fonte http://homilia.cancaonova.com


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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Homilia - 09.06.2017

JESUS É DA DESCENDENCIA DE DAVID Mc 12,35-37
HOMILIA

A compilação final do Primeiro Testamento, no período do pós-exílio, sob o poder dos sacerdotes sadoquitas, faz convergir a história da salvação para Davi e para o templo de Jerusalém. Nesta perspectiva, surge a tradição messiânica. Aproveitando esta expectativa, Jesus vai ao templo e começa a ensinar. E faz a seguinte pergunta: Como os mestres da lei dizem que Cristo é filho de Davi?

Jesus apontou para uma questão aparentemente sem resposta. Mas ele mesmo responde citando as palavras do Rei David: O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos debaixo de teus pés’ Olhemos com cuidado o que Davi está dizendo: O Senhor disse ‘ao meu Senhor.

As palavras citadas no Salmo 110.1. Em se falando da expectativa do Senhor que vem David chama Senhor à Cristo, o Ungido do Senhor. Portanto, Davi está a falar do Senhor dele quando se refere ao esperado Cristo.

Com esta pergunta, Jesus leva os mestres da lei a um impasse. O Messias não podia ser meramente “filho de Davi”, se Davi O chamou de “Senhor”. Segue: o verdadeiro “Cristo” (Messias) deveria ser mais do que somente um descendente de Davi.

A Epístola aos Hebreus nos revela a visão dos apóstolos. O escritor da Epístola apresenta-nos Jesus como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, sacerdócio sem início, sem fim.

Segundo a visão de Hebreus, Jesus, descendente de Davi, representava as duas linhas em uma pessoa só: Filho de Davi e Sacerdote.

O escritor de Hebreus começa seu esboço com as palavras: Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou nestes últimos dias pelo Filho.

De muitas maneiras Deus havia falado, e muitas faíscas de luz já foram vistas pelos antigos. Havia uma ampla visão, embora desconectada, Daquele que viria da parte de Deus. Hoje, Deus nos fala pelo Filho, segundo a carne descendente de Davi, mas perante Deus sacerdote segundo a ordem de Melquesideque, sacerdócio sem início e sem fim (Hebreus 5.1-10). Sem a dimensão sacerdotal de Jesus, ele se torna um mero herói fracassado. Como nosso sumo-sacerdote, Ele pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção.

Os mestres da lei não aceitaram ouvir Jesus sendo chamado Filho de Davi. Pois a expressão lhes designava o Cristo, o ungido do Senhor. Apesar de Jesus já lhes haver demonstrado que O Filho de Davi também era o Senhor de Davi. Eles não souberam contestá-lo porque na verdade Jesus é Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Ele é o Eterno Sacerdote.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/