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quarta-feira, 26 de julho de 2023

Homilia Diária - 27.07.2023

A LINGUAGEM DAS PARÁBOLAS Mt 13,10-17


HOMILIA


Uma das características fundamentais do Mestre é ter e compreender os alvos do seu ministério de ensino. Jesus, o Mestre dos mestres, tinha esta compreensão e sabia que tinha de fazer o Pai conhecido dos homens. Era necessário que se desse atenção especial aos alunos e para que o aluno fosse o elemento mais importante, Jesus tinha que se fazer entendido e compreendido por eles e isto só seria possível se descesse ao nível do aluno, ou seja, se utilizasse um método a que o aluno estivesse acostumado e de elementos que permitissem que o aluno entendesse as verdades espirituais a respeito de Deus. Jesus tinha de usar as parábolas, pois era o método que, ao mesmo tempo, permitiria que todo o povo de Israel, que eram os seus potenciais alunos, pudesse ter real acesso ao conhecimento do Pai, seja pelo fato de que já estavam acostumados a este método de ensino, seja porque a linguagem empregada permitiria uma fácil compreensão de todos quantos quisessem aprender.


Jesus quer que o ensino da sua Palavra se faça de modo claro e acessível a todos os ouvintes, respeitando-se, pois, as condições culturais, educacionais e sociais dos ouvintes. Jesus ensinou por parábolas porque o povo de Israel não poderia ter qualquer desculpa com relação à rejeição do Messias. Ao ensinar por parábolas, Jesus ensinava usando de imagens que todos pudessem compreender. Jesus ensinou por parábolas para mostrar que só não compreende o Evangelho quem não quer. Suas simples palavras podiam ser perfeitamente compreendidas por ouvintes sinceros, e torná-los sábios para a salvação.


Ao ensinar por parábolas, Jesus foi claro, se fazia compreensível a todos, mas esta compreensão exigia, pelo uso do método das parábolas, uma disposição de aprendizado por parte dos ouvintes, uma vontade de um maior aprofundamento, tanto que somente os discípulos, depois de algumas parábolas, demonstravam interesse em aprender as coisas de Deus e, assim, chegavam a pedir ao Senhor que lhes explicasse a parábola de forma mais detalhada. Jesus, assim, tinha o objetivo de mostrar claramente quem tinha e quem não tinha interesse em conhecer o Pai, em outras palavras, quem, realmente, amava a Deus, a ponto de não ser mais chamado servo, mas amigo do Senhor (Jo.15:15).


Jesus se expressava por meio de parábolas, ou seja, estórias inventadas por Ele baseada no dia-a-dia daquele povo. Jesus, sendo Deus, poderia muito bem falar difícil, usando palavras sábias, mas o povo humilde, o camponês, os pastores e criadores de gado, não iriam entender quase nada, ou mesmo nada e, ao contrário, sentindo-se humilhados por aquela forma para eles arrogante de discursar, iriam virar às costas, e sair talvez reclamando, e não voltariam mais para ouvir Jesus. Também nós evangelizadores, por mais estudo que possamos ter, não convém que usemos palavras difíceis nos nossos discursos, mesmo por que o nosso público alvo são os humildes, e entre eles estão muitos que não tiveram como nós, a oportunidade de cursar uma faculdade. Jesus optou pelos pobres, assim também nós, não vamos ignorar os ricos, mas preparemos a nossa mensagem tendo em vista os mais simples da sociedade.


Pai, dobra a dureza do meu coração que me impede de ouvir e compreender a palavra de Teu Filho. Faze-me penetrar nos mistérios do Reino escondido nas parábolas.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Homilia Diária - 16.07.2023

 A semente da Palavra produz frutos em nós


HOMILIA


“Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente” (Mateus 13,8).


 

Jesus, o Bom Semeador, está semeando a semente da Palavra. E não podemos fazer outra coisa, pois também semeamos a semente da Palavra de Deus, e é essa semente que produz frutos, nos converte e transforma. 


Talvez nos perguntamos: “Por que não me converto? Por que não me transformo? Por que a minha vida não é mudada?”. A pergunta é: Qual é o terreno que está acolhendo a Palavra? Que terreno somos nós?


O primeiro terreno onde cai a Palavra é à beira do caminho. Sabemos que aquilo que fica à beira do caminho, os pássaros comem. Recebemos a Palavra, ela chega ao nosso coração, mas somos muito distraídos, facilmente perdemos o foco. Estamos na Missa, nas celebrações, mas a cabeça está voando, por isso a Palavra semeada vem, ela até caí, mas facilmente é roubada.


A semente caí em nosso coração e, muitas vezes, encontra um terreno muito pedregoso; e no terreno pedregoso falta profundidade, porque tem pedras, mas não tem raízes profundas. Ou seja, ficamos sempre na superficialidade e logo as pedras dos caminhos da vida vão matando a semente da Palavra, porque falta profundidade, falta irmos mais fundo, mergulharmos em águas mais profundas da Palavra de Deus.


Eu faço questão de dizer: não fique somente no ouvido da Palavra, mas entre no profundo dela, porque quanto mais mergulhamos, mais riquezas a Palavra de Deus age na nossa vida e no nosso coração.


É importante que a Palavra cresça, apareça e esteja mostrando os frutos a cada dia da nossa vida

Parte da semente da Palavra cai no meio de um terreno espinhoso, que é um coração cheio de espinhos, o qual, facilmente, sufoca a Palavra, tira seu foco e sua força na nossa vida.


São tantos espinhos, preocupações demasiadas, problemas que enfrentamos aqui e acolá, paixões que temos na vida e que vão sufocando a Palavra. No entanto, precisamos ser o bom terreno; e a graça que precisamos pedir a Deus, todos os dias, é que o nosso coração seja fértil, uma terra fecunda, onde a Palavra de Deus chega, cai e vai produzindo frutos.


Não vamos produzir na mesma proporção, como diz a Palavra: uns caem em terra boa e produzem na base de cem, sessenta, de trinta ou até de dez, mas é importante que produza frutos. É importante que a Palavra cresça, apareça e esteja mostrando os frutos a cada dia da nossa vida. Por isso, coloquemo-nos diante da Palavra.


A Palavra é a graça de Deus semeada em nós. Ele deseja que produzamos frutos. Não deixemos que a nossa vida se torne aquela situação estática, paralisada, onde mal conseguimos produzir um sorriso.


Esperança, fé e ânimo. Se não estamos produzindo os frutos da graça, o problema não é a graça, é o terreno onde a graça é semeada, mas não se torna fecunda, porque não sabemos acolher a Palavra de Deus.


Deus abençoe você!

Fonte Padre Roger Araújo

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