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terça-feira, 26 de setembro de 2023

Homilia Diária - 29.09.2023

 


HOMILIA

"Trazendo Dúvidas ao Encontro com Deus: Lições da Jornada de Natanael"


Minhas queridas e queridos irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, meditamos sobre o encontro de Natanael com Jesus, um encontro que ecoa através dos séculos e continua a nos ensinar lições profundas sobre a fé, a revelação divina e a nossa jornada espiritual nos dias de hoje.


Natanael, inicialmente cético, é surpreendido quando Jesus revela conhecimento íntimo sobre ele, um conhecimento que só pode vir de Deus. Isso nos lembra que Deus conhece cada um de nós em profundidade, conhece nossos pensamentos, nossos anseios mais profundos e nossas dúvidas. Ele nos chama, mesmo quando duvidamos, e nos convida a trazer nossas dúvidas e ceticismo a Ele.


Mas a história não termina aí. Jesus promete a Natanael que ele verá "coisas maiores do que estas." Isso nos lembra que a fé em Cristo é apenas o começo de uma jornada espiritual profunda e em constante crescimento. Nos dias de hoje, somos chamados a ir além da superficialidade, a explorar as verdades espirituais mais profundas e a buscar uma conexão mais íntima com Deus.


A imagem dos anjos subindo e descendo sobre o Filho do homem nos lembra que Jesus é a ponte entre o céu e a terra. Ele é a nossa conexão com o divino, o caminho que nos leva ao Pai. Nos dias de hoje, podemos nos sentir desconectados e perdidos, mas Jesus continua sendo a nossa ponte para a presença de Deus.


Portanto, o que podemos aprender com essa passagem para os nossos dias? Podemos aprender que a fé é um convite para uma jornada espiritual em constante crescimento. Podemos trazer nossas dúvidas e ceticismo a Deus, sabendo que Ele nos conhece e nos ama. Podemos buscar uma conexão mais profunda com Deus, explorando as verdades espirituais mais profundas e confiando que Jesus é o caminho para essa conexão.


Nos dias de hoje, que possamos seguir o exemplo de Natanael, que mesmo cético no início, encontrou em Jesus a resposta para suas perguntas mais profundas. Que possamos buscar as "coisas maiores" que Jesus prometeu e permitir que Ele seja a ponte que nos leva ao Pai. Que a nossa fé nos guie em uma jornada espiritual cada vez mais profunda, à medida que nos aproximamos do divino e experimentamos a presença transformadora de Deus em nossas vidas.


Que assim seja. Amém.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Homilia Diária - 28.09.2023

 


HOMILIA

"A Jornada da Fé: Encontrando Cristo no Caos do Mundo"


Queridos irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, ao contemplarmos o Evangelho de Lucas 9,7-9, somos convidados a mergulhar em uma jornada de reflexão espiritual, uma jornada que nos leva do terreno ao celestial, do efêmero ao eterno.


Na horizontalidade de nossas vidas, muitas vezes nos encontramos em busca de respostas, assim como Herodes, o tetrarca. Vivemos em um mundo cheio de vozes e opiniões conflitantes, onde as notícias e informações fluem incessantemente. Também nós, como Herodes, podemos ficar confusos diante das diversas interpretações sobre Jesus que nos são apresentadas.


Mas é na profundeza de nossa relação com Deus, que encontramos clareza e discernimento. É ali que nos voltamos para as Escrituras, para a oração e para o encontro pessoal com Jesus Cristo. É quando elevamos nossos corações e mentes para o alto que somos capazes de compreender a verdadeira identidade de Jesus.


Na busca de Herodes por entender quem Jesus era, ele ouve que algumas pessoas acreditavam que ele era João Batista ressuscitado, outros pensavam que era Elias, e ainda outros viam nele um dos antigos profetas. Essas especulações, por mais diversas que sejam, refletem a humanidade em busca de algo maior, de algo que transcende o tempo e o espaço.


E hoje, meus amigos, somos chamados a fazer essa mesma busca, não apenas horizontalmente, mas também verticalmente. Nas Escrituras, encontramos respostas para as perguntas mais profundas da vida. Na oração, somos conduzidos à presença viva de Cristo. E na Eucaristia, experimentamos a comunhão com Ele de maneira única e transformadora.


Portanto, não devemos nos contentar apenas com as opiniões alheias ou com uma compreensão superficial de Jesus. Devemos levantar nossos olhos, elevar nossos corações e mergulhar profundamente na nossa fé, pois é nesse encontro vertical que encontramos a verdadeira resposta para a pergunta: "Quem é Jesus para mim?"


Que a nossa busca vertical nos conduza a um relacionamento mais íntimo com Cristo, que nos ilumine no meio das confusões da vida e que nos capacite a compartilhar a mensagem do Evangelho com um mundo que, como Herodes, busca desesperadamente por significado e esperança.


Que a graça de Deus esteja conosco enquanto continuamos essa jornada espiritual, buscando cada vez mais conhecer e amar a Cristo em nossas vidas. Amém.

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sábado, 5 de agosto de 2023

Homilia Diária - 08.08.2023

 SOCORRO, SENHOR! Mt 14,22-36


HOMILIA


Jesus manda os discípulos para o outro lado do mar, enquanto ele próprio despediria as multidões. O destaque no evangelho de hoje vai para o barco agitado pelas ondas e pelo vento. Numa primeira fase, o “barco” simboliza a Igreja, já em processo de institucionalização na década de 80 do primeiro século do Cristianismo, quando Mateus escreve seu evangelho. Em segundo lugar simboliza a sua vida quando chega o momento das tentações e problemas de vários tipos.


Quando Jesus se aproxima, caminhando sobre as águas, Mateus narra também a caminhada de Pedro, que a tradição passou a cultuar como figura proeminente na Igreja. A vacilação de Pedro ao andar sobre as águas, entre a fé e a dúvida, induz as comunidades a compreenderem a importância de uma fé firme e decidida em Cristo como o tudo em todas as circunstâncias. Quem nos faz saber isso é Mateus que termina com a proclamação messiânica dos discípulos: “Verdadeiramente, tu és Filho de Deus”. A afirmação do messianismo de Jesus é uma forte característica de Mateus.


As comunidades de discípulos, ao longo da história, passam por tribulações sofrendo repressões. Pode-se chegar ao desânimo, com o sentimento de abandono por parte de Deus. Se assim acontecer, submerge-se no oceano do mundo dominado pelos poderes fundados sobre as riquezas acumuladas, que desprezam a vida dos pobres e pequeninos.


Contudo Jesus está presente. Não há o que temer, pois Jesus é a fonte da vida e a luz para o nosso caminho, e é a força propulsora da nova criação, do mundo novo possível.


Desse modo, percebe-se, na primeira leitura, que nem sempre Deus se manifesta da forma que tradicionalmente nos acostumamos a buscá-lo; e, na segunda, pode-se ver o apóstolo Paulo preocupado com a situação da comunidade. Preocupações dissipadas quando identificamos no evangelho, que as dificuldades da vida não podem afogar uma comunidade fundamentada na palavra de Deus e na fé no Cristo Ressuscitado.


Por que tanto medo? Jesus está conosco! Enquanto Jesus reza no monte, a barca dos discípulos está velejando no lago de Genesaré (Mt 14,22-23). Jesus os tinha obrigado a ir para o “outro lado”, isto é, para a terra dos pagãos. Para quê? Certamente para ensinar aos outros povos que a partilha é que constrói uma sociedade nova. Mas sair de casa para ir até os outros não é coisa fácil. O mar agitado, cheio de ventos fortes e ondas. O que significa isso? Significa a resistência dos discípulos, e a resistência de todos nós em compreender que o projeto de Deus é para todos, e não apenas para nós.


Jesus, em alta madrugada, vai até os discípulos, andando sobre a água. Ora, isso era prerrogativa de Deus (veja o livro de Jó 9,8). Os discípulos pensam que Jesus é um fantasma, e gritam de medo. Jesus, porém, os tranqüiliza, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Este é o modo como Deus sempre tranqüiliza os homens. E o “sou eu” lembra imediatamente o Deus do êxodo, que se revelou a Moisés como sendo o “Eu Sou”. Tudo isso mostra que os discípulos ainda não cresceram na fé.


Pedro, o líder dos discípulos e futuro chefe de todas as comunidades, faz um desafio: ir até Jesus, andando como ele sobre as águas, isto é, participando da sua divindade. Perigo. Para isso é preciso fé grande, entrega total. O que não acontece, pois Pedro teme, duvida, e começa a afundar.


O que Jesus diz vale para todos nós: “Homem fraco na fé, por que você duvidou?” Também nós duvidamos quando as coisas ficam difíceis e os ventos se tornam contrários, prova de que ainda não confiamos em Deus e no seu projeto. O vento cessa logo que Jesus entra na barca. Por quê? Dizem que no olho do furacão reina completa paz. Com Jesus em nosso meio estamos no olho do furacão: ao redor tudo gira e ameaça, mas nós permanecemos calmos, certos de que o projeto de Deus, realizado por Jesus, é e sempre será vitorioso. E, reconhecendo isso, vem a grande confissão dos discípulos e da comunidade cristã: “De fato, tu és o Filho de Deus”. Uma confissão de fé que nos faz acreditar em nós mesmos: em nossa vocação e nossa capacidade de amar, servir e partilhar, pois também nós, pelo Batismo, fomos feitos filhos de Deus. Não temamos. Também podemos andar pelas águas agitadas do mundo, sem medo de afundar porque Jesus está por perto. Basta na hora mais difícil gritarmos como Pedro: SOCORRO, SENHOR!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Homilia Diária - 05.08.2023

O PREÇO DA FIDELIDADE Mt 14,1-12


HOMILIA


No texto de hoje nos deparamos com as circunstâncias da morte de João Batista. Ele havia denunciado ao tetrarca Herodes a imoralidade que ele estava cometendo ao coabitar com Herodíades, a mulher do seu irmão. Por um lado está a mulher furiosa, que se enche de ódio contra João Batista e queria vê-lo morto por causa das denúncias.


Por outro lado, Herodes tinha que decidir entre arrepender-se do que fazia e separar-se de Herodíades; continuar na situação em que se encontrava e sofrer crescente oposição do povo em seguida à denúncia de João Batista; ou ainda silenciá-lo de alguma forma.


Das três opções, influenciado por Herodíades, Herodes decidiu pela terceira, mas hesitava em matá-lo, porque sabia que João era um homem de bem, justo e santo, e respeitado pelo povo. Mandou, portanto, que fosse amarrado e colocado na prisão.


Quantas vezes, seguindo um caminho mau, somos alertados por alguém e temos a oportunidade de nos corrigir, mas preferimos continuar no pecado. Quantos pecadores são alertados pela pregação do Evangelho, e, ao invés de se converterem, eles se voltam contra a pessoa que lhe corrige e o próprio Evangelho, tornando-se inimigos de Cristo. Com isto eles pensam ganhar algum prazer nesta vida, mas perdem a vida eterna, permanecendo na condenação de Deus para sempre.


Não é fácil deixar uma situação de pecado, que nos agrada, para endireitar a nossa vida. Foi o que aconteceu com Herodes. Preferiu cometer uma grande injustiça, aprisionando João Batista para agradar Herodíades e abafar a sua própria consciência.


O dia do aniversário de Herodes foi celebrado com uma festa (só lemos de outra festa de aniversário na Bíblia, esta celebrada por Faraó – Gênesis 40:20). Foi quando ele cometeu outro grande erro. A filha de Herodíades, sobrinha de Herodes, dançou durante a festa. Seu nome não é mencionado na Bíblia, mas segundo a história profana ela era Salomé, que se casou mais tarde com outro tio, Filipe o tetrarca da Ituréia (Lucas 3:1). Ela dançou tão bem que agradou muito Herodes e os seus convidados. Para recompensá-la, Herodes lhe prometeu, com juramento, que lhe daria tudo o que pedisse, até a metade do seu reino (Marcos 6:23). Era uma promessa solene, e Salomé foi consultar a sua mãe sobre o que deveria pedir. Herodes era poderoso e rico, e as possibilidades eram muitas. Mas Herodíades estava focalizada em uma coisa só: João Batista tinha que morrer. Surgiu agora a oportunidade de conseguí-lo através da sua filha. Para a aflição de Herodes, sua sobrinha, instruída por sua mãe, pediu: “Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.” Herodes havia feito um juramento, e os que estavam à mesa com ele eram testemunhas, portanto ele tinha que ser cumprido. Ninguém daria o valor de metade do seu reino à cabeça de João Batista: só mesmo Herodíades.


Na verdade não foi um triste fim para João Batista. Segundo o plano de Deus ele havia cumprido brilhantemente a sua missão, e havia agora chegado a hora dos seus discípulos se reunirem junto com os discípulos do Senhor Jesus, para aprenderem com Ele a arte de ser fiel a missão a nós confiada. Que o senhor te dê esta graça da fidelidade e de derramar o teu sangue se tal for necessário como fez João Batista em prol da verdade, da justiça e do amor de Deus!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 17 de maio de 2023

Homilia Diária - 18.05.2023

 Cristo transforma a nossa tristeza em alegria


HOMILIA


“Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria” (João 16,20).


 

Estamos acompanhando o discurso de despedida de Jesus. Ele estava indo para a casa do Pai antes da Sua morte, antes da celebração da Sua Páscoa. E, neste discurso que nos é apresentado, Ele leva Seus discípulos a terem uma certeza.


A Sua partida, como é a partida que qualquer pessoa importante para nós, representará uma tristeza. Veja que: os discípulos do Senhor, de fato, ficaram muito tristes, desamparados, sentiram-se sozinhos quando o Senhor partiu.


É importante escutarmos aquilo que o Mestre estava dizendo: “A vossa tristeza se transformará em alegria”. Porque essa é a graça do Reino de Deus! Ele é Aquele que transforma o nosso pranto em festa, a nossa tristeza em alegria, o nosso luto em glória porque a presença de Jesus no meio de nós transforma aquilo que está escuro em luz da vida, transforma as trevas da nossa alma em plenitude da graça de Deus. Permitamos que Jesus transforme tudo aquilo que entristece a nossa alma, a nossa vida e o nosso coração.


Sei que o mundo se alegra. Quantas coisas causam alegrias no mundo! Alegrias mundanas e passageiras, alegrias que, muitas vezes, serão um luto eterno.


Aquilo que nos causa tristeza, medo, preocupação, inquietação e perturbação, coloquemos na presença do Senhor

Não precisamos tomar parte da alegria mundana, de forma alguma. Alegremo-nos com coisas simples da vida, com o cotidiano de cada dia, alegramo-nos até com as nossas quedas porque nos levantamos e Deus nos coloca de pé; alegramo-nos e rimos até das pequenas coisas que cometemos no dia a dia.


Aprendamos a nos alegrar com as pequenas coisas, não esperemos grandes acontecimentos e conquistas, porque a maior das conquistas já nos foi conquistada, a vida nos foi dada e resgatada. Jesus está vivo e Ele é o Senhor.


Precisamos a cada dia mergulhar a nossa vida em Jesus. Aquilo que nos causa tristeza, medo, preocupação, inquietação e perturbação, coloquemos na presença do Senhor. Muitas vezes, ficamos tristes, mas não nos esqueçamos: podemos ter tristezas por alguns momentos, só não podemos nos casar com elas, não podemos nos acostumar com elas nem deixar que elas morem em nós e mandem em nossa vida.


Permitamos que o Ressuscitado transforme o nosso pranto e a nossa tristeza em alegria, porque Ele está no meio de nós.


Deus abençoe você!  

Fonte Padre Roger Araújo


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