terça-feira, 19 de julho de 2022

Homilia Diária - 21.07.2022

 A LINGUAGEM DAS PARÁBOLAS Mt 13,10-17


HOMILIA


Uma das características fundamentais do Mestre é ter e compreender os alvos do seu ministério de ensino. Jesus, o Mestre dos mestres, tinha esta compreensão e sabia que tinha de fazer o Pai conhecido dos homens. Era necessário que se desse atenção especial aos alunos e para que o aluno fosse o elemento mais importante, Jesus tinha que se fazer entendido e compreendido por eles e isto só seria possível se descesse ao nível do aluno, ou seja, se utilizasse um método a que o aluno estivesse acostumado e de elementos que permitissem que o aluno entendesse as verdades espirituais a respeito de Deus. Jesus tinha de usar as parábolas, pois era o método que, ao mesmo tempo, permitiria que todo o povo de Israel, que eram os seus potenciais alunos, pudesse ter real acesso ao conhecimento do Pai, seja pelo fato de que já estavam acostumados a este método de ensino, seja porque a linguagem empregada permitiria uma fácil compreensão de todos quantos quisessem aprender.


Jesus quer que o ensino da sua Palavra se faça de modo claro e acessível a todos os ouvintes, respeitando-se, pois, as condições culturais, educacionais e sociais dos ouvintes. Jesus ensinou por parábolas porque o povo de Israel não poderia ter qualquer desculpa com relação à rejeição do Messias. Ao ensinar por parábolas, Jesus ensinava usando de imagens que todos pudessem compreender. Jesus ensinou por parábolas para mostrar que só não compreende o Evangelho quem não quer. Suas simples palavras podiam ser perfeitamente compreendidas por ouvintes sinceros, e torná-los sábios para a salvação.


Ao ensinar por parábolas, Jesus foi claro, se fazia compreensível a todos, mas esta compreensão exigia, pelo uso do método das parábolas, uma disposição de aprendizado por parte dos ouvintes, uma vontade de um maior aprofundamento, tanto que somente os discípulos, depois de algumas parábolas, demonstravam interesse em aprender as coisas de Deus e, assim, chegavam a pedir ao Senhor que lhes explicasse a parábola de forma mais detalhada. Jesus, assim, tinha o objetivo de mostrar claramente quem tinha e quem não tinha interesse em conhecer o Pai, em outras palavras, quem, realmente, amava a Deus, a ponto de não ser mais chamado servo, mas amigo do Senhor (Jo.15:15).


Jesus se expressava por meio de parábolas, ou seja, estórias inventadas por Ele baseada no dia-a-dia daquele povo. Jesus, sendo Deus, poderia muito bem falar difícil, usando palavras sábias, mas o povo humilde, o camponês, os pastores e criadores de gado, não iriam entender quase nada, ou mesmo nada e, ao contrário, sentindo-se humilhados por aquela forma para eles arrogante de discursar, iriam virar às costas, e sair talvez reclamando, e não voltariam mais para ouvir Jesus. Também nós evangelizadores, por mais estudo que possamos ter, não convém que usemos palavras difíceis nos nossos discursos, mesmo por que o nosso público alvo são os humildes, e entre eles estão muitos que não tiveram como nós, a oportunidade de cursar uma faculdade. Jesus optou pelos pobres, assim também nós, não vamos ignorar os ricos, mas preparemos a nossa mensagem tendo em vista os mais simples da sociedade.


Pai, dobra a dureza do meu coração que me impede de ouvir e compreender a palavra de Teu Filho. Faze-me penetrar nos mistérios do Reino escondido nas parábolas.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Homilia Diária - 20.07.2022

A semente da Palavra produz frutos em nós


HOMILIA


“Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente” (Mateus 13,8).


 Jesus, o Bom Semeador, está semeando a semente da Palavra. E não podemos fazer outra coisa, pois também semeamos a semente da Palavra de Deus, e é essa semente que produz frutos, nos converte e transforma. 


Talvez nos perguntamos: “Por que não me converto? Por que não me transformo? Por que a minha vida não é mudada?”. A pergunta é: Qual é o terreno que está acolhendo a Palavra? Que terreno somos nós?


O primeiro terreno onde cai a Palavra é à beira do caminho. Sabemos que aquilo que fica à beira do caminho, os pássaros comem. Recebemos a Palavra, ela chega ao nosso coração, mas somos muito distraídos, facilmente perdemos o foco. Estamos na Missa, nas celebrações, mas a cabeça está voando, por isso a Palavra semeada vem, ela até caí, mas facilmente é roubada.


A semente caí em nosso coração e, muitas vezes, encontra um terreno muito pedregoso; e no terreno pedregoso falta profundidade, porque tem pedras, mas não tem raízes profundas. Ou seja, ficamos sempre na superficialidade e logo as pedras dos caminhos da vida vão matando a semente da Palavra, porque falta profundidade, falta irmos mais fundo, mergulharmos em águas mais profundas da Palavra de Deus.


Eu faço questão de dizer: não fique somente no ouvido da Palavra, mas entre no profundo dela, porque quanto mais mergulhamos, mais riquezas a Palavra de Deus age na nossa vida e no nosso coração.


É importante que a Palavra cresça, apareça e esteja mostrando os frutos a cada dia da nossa vida

Parte da semente da Palavra cai no meio de um terreno espinhoso, que é um coração cheio de espinhos, o qual, facilmente, sufoca a Palavra, tira seu foco e sua força na nossa vida.


São tantos espinhos, preocupações demasiadas, problemas que enfrentamos aqui e acolá, paixões que temos na vida e que vão sufocando a Palavra. No entanto, precisamos ser o bom terreno; e a graça que precisamos pedir a Deus, todos os dias, é que o nosso coração seja fértil, uma terra fecunda, onde a Palavra de Deus chega, cai e vai produzindo frutos.


Não vamos produzir na mesma proporção, como diz a Palavra: uns caem em terra boa e produzem na base de cem, sessenta, de trinta ou até de dez, mas é importante que produza frutos. É importante que a Palavra cresça, apareça e esteja mostrando os frutos a cada dia da nossa vida. Por isso, coloquemo-nos diante da Palavra.


A Palavra é a graça de Deus semeada em nós. Ele deseja que produzamos frutos. Não deixemos que a nossa vida se torne aquela situação estática, paralisada, onde mal conseguimos produzir um sorriso.


Esperança, fé e ânimo. Se não estamos produzindo os frutos da graça, o problema não é a graça, é o terreno onde a graça é semeada, mas não se torna fecunda, porque não sabemos acolher a Palavra de Deus.


Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. 


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domingo, 17 de julho de 2022

Homilia Diária - 19.07.2022

 A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Mt 12,46-50


HOMILIA


Tem coisa melhor no mundo que chegar em casa e ter alguém te esperando? Alguém preocupado contigo, perguntando sobre o teu dia, tuas dificuldades, tuas perdas e tuas vitórias? Alguém sempre disposto, com um ombro amigo, pronto para te ouvir, te abraçar? Se existem estas pessoas elas são a tua família: pai, mãe, irmão, avô, avó, sobrinhos, filhos, netos. Sem dúvida essas pessoas são importantíssimas na tua vida por “N” razões diferentes. Mas pode ter certeza que, todas são importantes para você, sem exceção.


Você se engana quando se acha forte o suficiente para lutar contra os seus problemas, matando um leão por dia nessa selva de pedras. E que selva! Dificuldades, sentimentalismo, angústias, medos; enfim, a vida nos traz problemas e/ou dificuldades, mesmo sendo bela! A família não foi criada para recreação ou por engano; mas exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo. Os ataques à família têm um objetivo único: destruir o ser humano.


Uma família que não vive sua responsabilidade deixa muito a desejar e contribui para a banalização do conceito família e se torna responsável pela morte de muitas crianças, adolescentes e jovens. Ela é culpada pelos assaltos e criminalidade nas casas, nas ruas, nas escolas e em todos os ambientes.


O educador Brasileiro, Paulo Freire, dizia o seguinte: “A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade”. E para que a sociedade seja o lugar de todos, onde cada um se sinta livre e por isso responsável do que acontece à sua volta é fundamental revermos o conceito que temos de família.


A família é mesmo um porto seguro. Quando mais precisas, sempre estão solícitos em ajudá-lo. Porém, nem sempre encontramos a solução de nossos problemas dentro de nós mesmos ou dentro de nossos familiares.


Mesmo sendo possível fazermos algumas escolhas para nortear nossas vidas, devemos nos lembrar que, quando menos esperamos, haverá sempre uma pedra no meio do caminho. De repente, teus amigos não são mais amigos, algumas pessoas que você ama se foram e, você tem a família para te ajudar. Aí, nossos familiares e verdadeiros amigos fazem a diferença, abrindo os nossos olhos, nos mostrando que precisamos de ajuda externa, afinal, de certos problemas, a melhor coisa a se fazer é procurar um profissional dessa área. E o profissional da área em que precisa de ajuda é Jesus de Nazaré, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Ele nos convida a sermos seus irmãos e irmãs. É verdade que alguns têm preconceito de procurar ajuda “neste profissional”, pois pensam que é tempo jogado fora, outros, por acharem que religião é coisa de loucos, de fracassados. Mas eu te digo que quem pensa dessa forma, está completamente enganado! Nesse mundo que vivemos, somos bombardeados diariamente por problemas, dúvidas, incertezas e coisas semelhantes, Jesus se apresenta como nosso irmão, para nos indicar o verdadeiro caminho que nos conduz ao chefe da família: Deus nosso Pai. Recorda-nos que a família carnal é a célula do grande tecido da família universal dos filhos de Deus, tendo assim sua vocação na superação dos limites de suas tradições e de suas posses, empenhando-se no resgate da vida e da dignidade humana neste mundo. E consequentemente ela é a prefiguração da família eterna lá no céu.


Pai reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo pai és Tu e que a nossa casa é lá onde, com Jesus, nosso irmão e o Espírito Santo viveis e reinais pelos séculos sem fim.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sábado, 16 de julho de 2022

Homilia Diária - 18.07.2022

O VERDADEIRO SINAL Mt 12,38-42


HOMILIA


Precisamos saber o que está por detrás do “sinal de Jonas” e o que tem a ver a Rainha do Sul e Salomão com Jesus, para entender melhor a resposta de Jesus no Evangelho de hoje. Fazendo uma releitura de Jonas 3 encontraremos o sentido dela.


Ora, pois bem, Jonas foi um profeta que recebeu uma mensagem de Deus para ir à cidade de Nínive, capital da Assíria, e avisar que Deus iria destruir a cidade se o povo não se convertesse, pois a malícia de Nínive tinha subido até o Senhor! Jonas não realizou nenhum milagre em Nínive, mas toda a população, inclusive o rei, vestiu-se de saco dos pés a cabeça e sentou-se sobre as cinzas. Aconteceu que Nínive se converteu, e Deus desistiu de destruir a cidade.


A Rainha do Sul, mais especificamente de Sabá, era matriarca de um dos reinos mais ricos da Antiguidade. Ela ouviu falar da Sabedoria de Salomão e não acreditou até que foi comprovar, com os próprios olhos, se era verdade. Preparou as perguntas mais difíceis e Salomão respondeu todas. Ela ficou bastante admirada e presenteou Salomão com a maior quantidade de ouro, especiarias, pedras preciosas e madeira que ele já recebera.


Jesus afirmou que para aquela geração que queria um sinal para poder acreditar nele, seria dado o sinal de Jonas, ou seja, a profecia. Se Nínive, que era cheia de malícia, foi capaz de acreditar em Jonas, então aquela geração também deveria acreditar em Jesus, que foi maior do que Jonas.


Do mesmo jeito que a Rainha do Sul veio de longe para comprovar a sabedoria de Salomão, muitos vieram de longe para comprovar a sabedoria de Jesus. A Rainha de Sabá acreditou em Salomão, então aquela geração também deveria acreditar em Jesus, que foi maior que Salomão.


E a nossa geração, seria classificada de má por Jesus? Não tenha dúvida que sim! Nós buscamos o Senhor somente quando a nossa situação aperta, voltamos para a igreja somente quando precisamos e nos esquecemos de buscar o Senhor porque o maior sinal que o mundo poderia receber do seu amor já foi dado quando Ele deu o seu próprio Filho Jesus por nossa salvação, esse é o maior sinal que Deus poderia dar a humanidade.


Jesus morreu por cada um de nós e ainda pedimos um sinal ao Senhor, ainda murmuramos, ainda dizemos que Deus se esqueceu de nós. Devemos buscar o Senhor porque Ele é bom e se faz presente diariamente em nossa vida. A cada momento o Senhor toca o seu coração revelando a você sua misericórdia.


Veja as palavras do Senhor hoje: uma geração má e adultera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o do profeta Jonas. É para mim e para você que Jesus dirige estas palavras, pois vivemos em uma geração, numa sociedade adúltera e depravada, onde os valores familiares e cristãos estão se perdendo a cada dia, os ensinamentos do Senhor não estão sendo levado a sério, seus pastores estão ensinando o que pensam e o que acham, e ainda pedimos um sinal do Senhor: Mestre queremos ver um sinal realizado por ti.


Lembramo-nos de que, como cristãos católicos e não só mais fiéis, o Senhor nos chama a santidade. Devemos buscar a santidade. Aliás, não temos outra finalidade senão a de ser santos, justos para com o Senhor, não podemos nos ajuntar aos demais que insistem em agredir e adulterar o amor de Deus em seus corações.


Devemos deixar que o Espírito Santo reinflame em nós a fidelidade para com nosso Deus que é eterno e que nos deu o maior sinal que poderíamos ter. E veja que interessante: nós devemos “ser sinal” para as outras pessoas. Devemos ser outro Jesus que supera a sabedoria de Salomão e é maior do que Jonas no profetismo. Sabe para que Deus escolheu o povo de Israel? Para difundir a Boa Nova do Reino dos Céus. Hoje, você, que está lendo esta homilia, faz parte do povo escolhido, que tem a missão de difundir o Reino a toda criatura. Como seria bom se Deus aceitasse nossa oferta de uma dose extra de fé e amor por todos aqueles que não crêem, não esperam, não adoram, e não O amam! Por todos esses, Senhor, estamos aqui! Dá-nos a graça de sermos fortes e firmes na fé, na esperança e na confiança em Vós para que possamos ser verdadeiros apóstolos e missionários seus cada um vivendo na íntegra a sua missão!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sexta-feira, 15 de julho de 2022

Homilia Diária - 17.07.2022

 JESUS VISITA MARTA E MARIA Lc 10, 38-42


HOMILIA


As duas irmãs acolhem Jesus. Querem servir bem a Jesus. Só que de modos diferentes. Uma pela escuta atenta. Maria não se preocupa. Senta-se aos pés de Jesus como os discípulos no Oriente se sentam aos pés de seu mestre. Marta repreende Maria. Jesus a defende. Para ele basta pouca coisa. Marta passa a imagem daquela mulher trabalhadora, dona de casa, que tem prazer em receber as visitas e acolhê-las, desmanchando-se em cortesias. Ela é a típica mãezona das nossas cidades interioranas. As casas dessas senhoras são impecáveis em matéria de limpeza e organização. Os enfeites na geladeira, na estante da sala, nas paredes… A comida deliciosa, feita na hora e servida até a visita dizer que não agüenta mais comer. Só quem visita uma casa que tem uma “Marta” sabe o que é ser bem acolhido.


A alegria de mulheres assim é ver que a sua ilustre visita se sente bem em sua casa. Esse é o maior prazer que ela pode sentir. Mas esta atitude não basta para Jesus. Acabamos de ouvir como no Evangelho, quando Marta pede que Jesus mande sua irmã Maria ajudá-la. É bem provável que Jesus tenha dado aquele sorriso acolhedor para Marta, e as suas palavras devem ter sido bem mais amenas do que as escritas por Lucas. Jesus deve ter dito, com um sorriso: “Ô Marta, por que te preocupas tanto? Isso que você está fazendo é importante, mas vocês podem deixar para fazer noutra hora. Maria escolheu a melhor parte! Não a recrimine. Mais tarde ela vai lhe ajudar. Por enquanto, sente-se aqui conosco”. E Marta deve ter percebido que, de fato, estava deixando passar uma oportunidade rara de receber os ensinamentos do mestre Jesus, e deve ter se sentado para ouvi-lo.


Portanto, o importante é ouvir. Jesus certamente apreciava o trabalho de Marta, mas não aprovava que ela pensasse só no trabalho. Hoje devemos juntar as duas coisas: o trabalho e a escuta da Palavra, porque a melhor parte não é aquela que multiplica as coisas; a melhor parte é aquela que torna Deus presente em nós; então, o silêncio é mais eloqüente do que todas as palavras. No meio da escuridão do mundo de hoje, a escuta se torna difícil.


Vivemos num mundo apressado hoje. Corre para aqui corre para lá! Mas nos esquecemos que correr não quer dizer crescer. Na fúria consumista, o homem perde os valores da contemplação e da prece. O Senhor pede para parar um pouco e ouvir. Escute Deus falar-lhe das coisas do céu! Não tenha pressa de sair  quando está na missa. Ou na oração. Esqueça o tempo do mundo e viva o tempo da graça de Deus e com Deus.


Você escuta voluntariamente a Palavra de Deus? Na missa, o sermão não se torna enjoativo? O povo prefere estar parado na frente da televisão. O jornal e o rádio têm preferência à palavra divina proclamada na igreja.


Eu não saí muito da Santa Marta original do Evangelho… Todavia, conheço bem as “Santas Martas” que convivem em nosso meio: mães, avós, tias, vizinhas, amigas, que nos acolhem tão bem em suas casas, por mais ingratos que sejamos. Elas apenas oferecem o que têm de melhor. E, às vezes, precisam ser lembradas que ainda mais importante do que deixar a casa impecável para recebê-lo, é preciso abrir a porta do coração para receber Jesus.


Pai, que o meu agir não seja movido por um ativismo insensível à Palavra de Jesus. Antes, seja toda a minha ação decorrência da escuta atenta da Palavra do Teu Filho que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Homilia Diária - 16.07.2022

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Mt 12,46-50


HOMILIA


Tem coisa melhor no mundo que chegar em casa e ter alguém te esperando? Alguém preocupado contigo, perguntando sobre o teu dia, tuas dificuldades, tuas perdas e tuas vitórias? Alguém sempre disposto, com um ombro amigo, pronto para te ouvir, te abraçar? Se existem estas pessoas elas são a tua família: pai, mãe, irmão, avô, avó, sobrinhos, filhos, netos. Sem dúvida essas pessoas são importantíssimas na tua vida por “N” razões diferentes. Mas pode ter certeza que, todas são importantes para você, sem exceção.


Você se engana quando se acha forte o suficiente para lutar contra os seus problemas, matando um leão por dia nessa selva de pedras. E que selva! Dificuldades, sentimentalismo, angústias, medos; enfim, a vida nos traz problemas e/ou dificuldades, mesmo sendo bela! A família não foi criada para recreação ou por engano; mas exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo. Os ataques à família têm um objetivo único: destruir o ser humano.


Uma família que não vive sua responsabilidade deixa muito a desejar e contribui para a banalização do conceito família e se torna responsável pela morte de muitas crianças, adolescentes e jovens. Ela é culpada pelos assaltos e criminalidade nas casas, nas ruas, nas escolas e em todos os ambientes.


O educador Brasileiro, Paulo Freire, dizia o seguinte: “A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade”. E para que a sociedade seja o lugar de todos, onde cada um se sinta livre e por isso responsável do que acontece à sua volta é fundamental revermos o conceito que temos de família.


A família é mesmo um porto seguro. Quando mais precisas, sempre estão solícitos em ajudá-lo. Porém, nem sempre encontramos a solução de nossos problemas dentro de nós mesmos ou dentro de nossos familiares.


Mesmo sendo possível fazermos algumas escolhas para nortear nossas vidas, devemos nos lembrar que, quando menos esperamos, haverá sempre uma pedra no meio do caminho. De repente, teus amigos não são mais amigos, algumas pessoas que você ama se foram e, você tem a família para te ajudar. Aí, nossos familiares e verdadeiros amigos fazem a diferença, abrindo os nossos olhos, nos mostrando que precisamos de ajuda externa, afinal, de certos problemas, a melhor coisa a se fazer é procurar um profissional dessa área. E o profissional da área em que precisa de ajuda é Jesus de Nazaré, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Ele nos convida a sermos seus irmãos e irmãs. É verdade que alguns têm preconceito de procurar ajuda “neste profissional”, pois pensam que é tempo jogado fora, outros, por acharem que religião é coisa de loucos, de fracassados. Mas eu te digo que quem pensa dessa forma, está completamente enganado! Nesse mundo que vivemos, somos bombardeados diariamente por problemas, dúvidas, incertezas e coisas semelhantes, Jesus se apresenta como nosso irmão, para nos indicar o verdadeiro caminho que nos conduz ao chefe da família: Deus nosso Pai. Recorda-nos que a família carnal é a célula do grande tecido da família universal dos filhos de Deus, tendo assim sua vocação na superação dos limites de suas tradições e de suas posses, empenhando-se no resgate da vida e da dignidade humana neste mundo. E consequentemente ela é a prefiguração da família eterna lá no céu.


Pai reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo pai és Tu e que a nossa casa é lá onde, com Jesus, nosso irmão e o Espírito Santo viveis e reinais pelos séculos sem fim.

Fonte https://www.paulus.com.br/

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quarta-feira, 13 de julho de 2022

Homilia Diária - 15.07.2022

 O SÁBADO DA VIDA ETERNA Mt 12,1-8


HOMILIA


Na Lei dada por Moisés, que não era mais que uma sombra, Deus ordenou a todos que repousassem e não fizessem nenhum trabalho no dia de sábado. Mas isso não era senão uma imagem e uma sombra do verdadeiro sábado, o qual é concedido à alma pelo Senhor. Com efeito, a alma que foi julgada digna do verdadeiro sábado cessa de se abandonar às suas preocupações vergonhosas e humilhantes e repousa; celebra o verdadeiro sábado e goza do verdadeiro repouso, estando liberta de todas as obras das trevas. Ela prova o repouso eterno e a alegria do Senhor.


Antes, estava prescrito que mesmo os animais desprovidos de razão deviam repousar no dia de sábado: o boi não devia ser submetido à canga, nem o burro carregar o fardo, porque os próprios animais repousavam dos trabalhos penosos. Ao vir para o meio de nós, o Senhor trouxe o repouso à alma que estava carregada e oprimida pelo fardo do pecado, e que morria sob o constrangimento das obras de injustiça, subjugada como estava, por mestres cruéis. Ele aliviou-a do peso intolerável das idéias vãs e ignóbeis, libertou-a do jugo doloroso das obras de injustiça, deu-lhe o repouso. É este repouso pelo qual todos nós lutamos e esperamos um dia alcançar em Cristo Jesus.


Senhor Deus, Tu que nos cumulaste de tudo, dá-nos a paz (Is 26, 12), a paz do repouso, a paz do sábado, do sábado que não tem ocaso. Porque esta tão bela ordem das coisas que criaste, e que são “muito boas” (Gn 1, 31), passará quando tiver chegado ao termo do seu destino. Sim, elas tiveram a sua manhã e terão a sua tarde. Mas o sétimo dia não tem tarde, não tem ocaso, porque Tu o santificaste a fim de que ele dure para sempre. No termo das Tuas obras “muito boas”, que, contudo, fizeste em repouso, Tu repousaste ao sétimo dia, a fim de nos fazeres compreender que, no termo das nossas obras, que são muito boas porque foste Tu que no-las deste (Is 26, 12), também nós repousaremos em Ti, no sábado da vida eterna. Então repousarás em nós como agora ages em nós; assim, o repouso que experimentaremos será o Teu, tal como as obras que fazemos são as Tuas.


Tu, Senhor, trabalhas constantemente e estás constantemente em repouso. Quanto a nós, chega um momento em que somos levados a fazer o bem, depois do nosso coração o ter concebido pelo Teu Espírito, enquanto anteriormente éramos levados a fazer o mal, quando Te abandonávamos. Tu, único Deus bom, nunca deixaste de fazer o bem. Algumas das nossas obras são boas – pela Tua graça, é certo –, mas não são eternas; depois de as fazermos, esperamos repousar na Tua inefável santificação. Mas Tu, Bem que não precisa de nenhum outro bem, Tu estás constantemente em repouso, porque Tu próprio és o Teu repouso.


Quem, dentre os homens, poderá dar a conhecer tudo isto ao homem? Que anjo o dará a conhecer aos anjos? Que anjo ao homem? É a Ti que devemos pedir esse conhecimento, em Ti que devemos procurá-lo, à Tua porta que devemos bater. E dessa maneira sim, dessa maneira receberemos, dessa maneira encontraremos, dessa maneira abrir-se-á a Tua porta, para nos conceder a verdadeira Paz, que só o vosso coração sabe dar aos que lhe pedem com fé, esperança e confiança. Portanto, Senhor conceda-nos o verdadeiro Sábado, no qual teremos a verdadeira paz e convosco haveremos de descansar eternamente!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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