sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Homilia Diária - 20.11.2021

Desejemos o Reino dos Céus


HOMILIA


“Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele” (Lucas 20,38).


 A Palavra de Deus que vem ao nosso encontro, no dia de hoje, é, na verdade, uma oportunidade para levantarmos a nossa fé, para acendermos a chama da fé em nós. Muitas vezes, estamos tão presos a esse mundo que perdemos o sentido da eternidade, o sentido do Céu e, realmente, encaramos a morte como o fim, como se nós não tivéssemos fé.


Se aqueles que são pagãos ou incrédulos não creem na ressurreição e, veja que, no Evangelho de hoje, são saduceus, são homens religiosos que não se convencem da possibilidade da ressurreição dos mortos e colocam uma situação muito questionadora para Jesus. “Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. Também o segundo e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. Por fim, morreu também a mulher. Na ressurreição, ela será esposa de quem?” (Lucas 20,29-33).


No Reino dos Céus não seremos de ninguém, seremos todos de Deus porque estaremos todos na presença d’Ele, pois, foi para vivermos para sempre com Ele que fomos criados.


No Reino dos Céus seremos todos de Deus porque estaremos todos na presença d’Ele

Não percamos a dimensão da eternidade, pois estamos de passagem nesta vida. Neste mês, onde celebramos todos os santos e os fiéis falecidos, a Igreja nos convida a cada dia a mergulharmos a nossa fé na esperança da ressurreição final.


A esperança não é só de algo que virá depois; é uma esperança que nos mantenha vivos e convictos da certeza de que Deus nos criou para a vida. Deus não nos criou para a morte, o nosso Deus não é o Deus da morte. O nosso Deus é o Deus da vida. Alguém ainda diz: “Por que Deus tirou? Deus levou”.


Deus não tira a vida, mas Ele é Aquele que dá a vida. Se alguém morreu por circunstâncias dolorosas, desagradáveis e trágicas ou se alguém morreu muito cedo, você pode ter a certeza de que Deus não quer a morte de nenhum pecador, mas que ele se converta e tenha a vida.


O nosso Deus é o Deus da vida, somos nós quem cuidamos da nossa vida e, muitas vezes, por descuido em diversas situações, a nossa vida se vai cedo, de forma desastrosa, de forma inesperada, mas o mais importante é sabermos que, independente da hora que sairmos dessa vida, o mais importante é estarmos ansiosamente esperando pela vida que nos aguarda.


Achamos a vida aqui na Terra boa porque não sabemos o que é a eternidade. Deus que nos deu a vida aqui, com todas as belezas e a graça de viver, se Ele nos deu isso, imagine o que Ele dará para aqueles que forem dignos da vida futura com Ele, da vida eterna.


Olhos não viram e a capacidade humana não é capaz de compreender o que Deus tem reservado para aqueles que O amam, por isso, aspiremos aos Céus, busquemos os Céus vivendo a cada dia a nossa vida nesta terra, neste vale de lágrimas, sem perder a dimensão da eternidade, mas termos sempre a convicção de que o nosso Deus é o Deus da vida; e a vida eterna é o que Ele quer conceder a todos nós.


Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Fonte homilia.cancaonova.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Homilia Diária - 19.11.2021

JESUS NO TEMPLO Lc 19,45-48


HOMILIA


Naquele tempo a celebração da Páscoa acontecia anualmente no templo em Jerusalém. Era uma das três festas anuais que exigiam o comparecimento de todos os homens, sendo as outras a festa de Pentecostes e a dos Tabernáculos. A festa da Páscoa comemorava a saída dos judeus da escravidão no Egito (Êxodo 12:1-13) e começava aproximadamente no décimo quarto dia de abril em nosso calendário, durando sete dias ao todo. A Páscoa propriamente era celebrada no dia inicial, seguindo-se depois a festa dos Pães Ázimos.


Muitas judeus com suas famílias viajavam do mundo inteiro para Jerusalém durante essas festas. Assim, durante a Páscoa, a área do templo ficava sempre abarrotada com milhares de visitantes além dos seus habitantes.


Todo israelita de vinte anos para cima tinha que pagar anualmente na tesouraria sagrada do templo meio siclo como um oferecimento ao Senhor (Êxodo 30:13-15), e isto com a tradicional e antiga moeda hebraica deste valor exato. O povo também era obrigado a oferecer animais como sacrifício pelos pecados. Muitos não podiam trazer consigo seus animais porque vinham de longe, ou porque não dispunham de animais nas perfeitas condições exigidas.


Havia, portanto, grande procura de moedas de meio siclo assim como de animais próprios para os sacrifícios e holocaustos na festa da Páscoa. Para facilitar o comércio, os líderes religiosos permitiam que cambistas de moedas e comerciantes montassem suas bancas e barracas na corte dos gentios no templo, mediante um aluguel. Era lucrativo para os negociantes e rendoso para os sacerdotes, à custa dos que vinham oferecer sacrifício. O templo de Deus estava sendo usado de forma inadequada, e a perseguição do ganho material e o uso de práticas gananciosas predominavam. A Casa de Deus tinha se tornado uma espécie de bolsa de mercadorias ou feira livre.


O Senhor indignou-se com isto e, tendo feito um chicote de cordas, expeliu todos do templo com seus animais, espalhou o dinheiro dos cambistas e virou-lhes as mesas, dizendo aos que vendiam as pombas “tirai daqui estas coisas: não façais da casa do meu Pai casa de negócio”, pois estavam fazendo um escárnio da casa de Deus. Ao término do seu ministério, aproximadamente três anos mais tarde (Mateus 21:12-17; Marcos 11:12-19; Lucas 19:45-48), Ele repetiu esta “limpeza”, pois o motivo de lucro daquela gente era mais forte que o desejo de conservar a santidade do templo.


Deus sempre preveniu seu povo contra o uso do culto a Ele para o seu próprio enriquecimento. O que o Senhor fez naquelas ocasiões não foi cruel ou injusto, mas era apenas a manifestação da sua santidade e justiça, o que fez com que seus discípulos se lembrassem do versículo no Salmo 69:9… “o zelo da tua casa me devorou”. Este salmo é citado dezessete vezes no Novo Testamento e é um dos seis salmos mais citados no Novo Testamento.


Jesus tinha amplos motivos para dizer que os comerciantes gananciosos haviam transformado o templo de Deus num “covil de salteadores”. Para poder pagar o imposto do templo, os judeus e os prosélitos procedentes de outros países tinham de trocar seu dinheiro estrangeiro por moeda aceitável. Os cambistas operavam negócios lucrativos, cobrando uma taxa para cada moeda cambiada. Jesus os chama de salteadores, sugere que as taxas deles eram tão excessivas, que na realidade extorquiam dinheiro dos pobres.


Alguns não podiam levar seus próprios animais para ser sacrificados. Todos que os levavam tinham de submetê-los a um exame feito por um inspetor no templo por uma taxa. Muitos que não queriam arriscar-se a ter um animal rejeitado depois de trazê-lo de longe, compravam um leviticamente “aprovado” dos negociantes corruptos no templo. Muitos dos camponeses pobres eram bem enganados ali.


Há evidência de que o ex-sumo sacerdote Anás e sua família tinham capital investido nos comerciantes no templo. Escritos rabínicos falam de “bazares dos filhos de Anás [no templo]”. O lucro que recebiam dos cambistas e da venda de animais na área do templo era uma das suas principais fontes de renda. A ação de Jesus, de expulsar os comerciantes, não só tinha por alvo o prestígio dos sacerdotes, mas também os bolsos deles.


Não será que esta cena ainda se repete em nossos dias nas festas dos padroeiros em nossas paróquias e capelas?


Espírito purificador, tira do meu coração toda sorte de maldade e de egoísmo, que o tornam indigno de ser morada de Deus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Homilia Diária - 18.11.2021

 AI DE TI JERUSALÉM Lc 19,41-44


HOMILIA


Jesus chega a Jerusalém aclamado pela multidão. Porém, ao invés de corresponder aos aplausos vendo a cidade, chora sobre ela. Jerusalém era a capital da fé daquele tempo. Pois tendo sido tomada do povo jebuseu pelo rei Davi, nela estavam centralizados todos os poderes religiosos, político e militar. O templo aí construído e a sólida teologia imperial elaborada na corte dos reis descendentes de Davi conferiram à Jerusalém o status de cidade sagrada. Todavia, já os profetas do Antigo Testamento denunciavam o abuso de poder e a corrupção aí reinantes, e o fato se tornava cada vez pior. Os olhos desta cidade estão como que tapados: ela se tornou o centro da exploração e opressão do povo, enveredando por um caminho que é o oposto do caminho da paz.


Ela será destruída, porque não quer reconhecer na visita de Jesus a ocasião para mudar as próprias estruturas injustas, abrindo-se ao apelo d’Ele.


Jesus chora porque gostaria de juntar aquele povo como uma galinha junta seus pintinhos. Caro leitor, você conhece esta cena? A galinha junta os pintinhos com as asas e os protege. Jesus é assim mesmo! Ele usa linguagem bem humana para que possamos compreender.


Veja que comparação Jesus faz! Como é grande o amor de Jesus pela humanidade, narrado nestes textos à cidade de Jerusalém. E ele é proclamado para você aqui, agora! Ele deseja muito abrir seus braços agora e acolher a todos, deixe-se ser acolhido por Jesus!


Foram duas ocasiões muito solenes aquelas em que os textos sagrados nos dizem que Jesus chorou. Chorou diante do sepulcro, onde jazia o seu amigo Lázaro, morto há quatro dias, e chorou quando sentiu, no mais íntimo do seu coração, a incredulidade da santa cidade de Jerusalém.


Jesus é Deus (único, sem dúvida), que chora pela situação triste e ímpia deste mundo perdido. Parece um contraste, algo incoerente, Deus a chorar pelos homens. Mas não. Não é incoerência, porque este (Jesus) é o único Deus que ama. Deus que ama o mundo de tal maneira que dá a si mesmo, como sacrifício de substituição para que todo aquele que n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna.


Olhemos este texto e vejamos com que amor Deus se ocupa de nós. Como dá a si mesmo; como sofre, vendo a cidade entregue às suas impiedades e dominada pelos vendilhões da religião; como chora sobre ela e ora para que abra os olhos para as suas oportunidades, ainda de pé, mas em breve perdidas! Esta cidade é você, sou eu quando não nos “queremos” converter e acatando os seus ensinamentos nos salvar. E então continua chorando por ti e por mim: Jerusalém, Jerusalém, como gostaria que visses as tuas oportunidades, mas tu queres continuar de olhos fechados; como queria que abrisses os olhos, mas tu preferes continuar de olhos fechados e não ver a verdade; como quis ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os pintos debaixo das asas, mas tu não quiseste; Porque assim queres, os teus inimigos te sitiarão de todos os lados, serás totalmente derrubada e em ti não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.


Não te revês na situação da rebeldia de Jerusalém? Arrepende-te enquanto é tempo. Aceita a misericórdia de Jesus, que chora pela tua triste e condenável situação de pecador perdido. Vem a Cristo que te chama com amor infinito e viverás. Ai de ti que não sabes reconhecer a bondade de Deus que estava a seu lado no dia a dia da vida. Que estejamos sempre atentos e conscientes com os bens que temos, sobretudo, o bem da paz e da vida.


Pai, dá-me o bom senso de acolher a salvação que me ofereces em teu Filho Jesus. Desta forma, não incorrerei em castigo semelhante ao que se abateu sobre a Cidade Santa.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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terça-feira, 16 de novembro de 2021

Homilia Diária - 17.11.2021

AS DEZ MOEDAS DE OURO Lc 19,11-28


HOMILIA


A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas, ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didático. Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça de uma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor. O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em fazê-los frutificar.


Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata. O texto sugere refletirmos sobre três pontos fundamentais que são:


1. O segredo da felicidade. Todos suspiramos pela felicidade, todos queremos ser felizes. Todavia, é preciso não termos ilusões. A felicidade não se recebe de “mão-beijada”. Ela conquista-se com o esforço, o trabalho e o sacrifício. O segredo da felicidade está na fidelidade aos nossos deveres em relação a Deus e aos outros. Ser fiel no dever de cada dia; fiel em pequenos gestos de caridade com o próximo; fiel no compromisso de piedade, de amor para com Jesus na Eucaristia; fiel na preocupação de tornar a vida agradável aos outros; sorrindo, servindo e ensinando. Não é indiferente ser ou não ser fiel: ditoso o que teme o Senhor e segue o seu caminho, diz o salmista.


Não há felicidade sem fidelidade. As leituras da missa de hoje colocam diante de nós o exemplo da mulher virtuosa que põe todo o seu esforço ao serviço do bem estar da família, do aconchego do lar. E, no Evangelho, o exemplo dos criados que puseram a render os talentos que o patrão lhes confiou. S. Paulo, por sua vez, convida-nos a sermos vigilantes e sóbrios em tudo: no falar e no comer; no vestir e no andar; na maneira de encarar os acontecimentos com otimismo e não com pessimismo e desespero.


2. Os pecados de omissão. O Evangelho nos diz que o patrão daqueles criados, passado muito tempo, foi ajustar contas com eles. Enquanto que o primeiro e o segundo puseram a render os talentos recebidos, o terceiro, deixando-se levar pela preguiça, nada fez. Daí, ouviu a censura condenatória do seu patrão: servo mau e preguiçoso.


Aqui temos retratado o pecado de omissão. Aquele servo não perdeu o talento recebido. Teve até o cuidado de o esconder, mas assim o tornou improdutivo.


O servo preguiçoso é imagem viva do cristão que, quando é chamado à uma vida de piedade mas intensa; comprometer-se na tarefa do apostolado; a aliviar o peso da pobreza, do sofrimento de quem o rodeia, se esquiva. E tranquiliza a sua consciência dizendo: eu não sou mau, não trato mal ninguém, nem prejudico quem quer que seja. Quem fala assim não repara que também existem omissões graves, coisas que se deviam ter feito ou dito, não se fizeram nem se disseram. Na comunicação social quantos pecados de omissão nesta área, lembra o Senhor Arcebispo Primaz: há momentos para elogiar e ocasiões para, sem condenar ninguém, mostrar a nossa discordância. Lembro os que apoiam publicamente o aborto e outros atos graves contra a vida, a justiça e a paz.


3. O verdadeiro descanso. O comportamento dos servos não foi igual. Para o primeiro e o segundo o resultado foi 100% mais; para o terceiro foi 100% negativo. Cada um recebeu seus talentos para os pôr a render sempre que pode fazer algo. E, desta forma, eu não posso cruzar os braços. Certamente que não resolvo tudo. Faço o que posso. Portanto, dê você também o seu 100% e descansará, tomará posse do que está reservado para aqueles que em vida deram o seu 100%


O Evangelho estabelece um laço constante entre os pecados de omissão e o inferno. Três textos se referem ao caso: a parábola dos talentos que acabamos de ouvir: Lançai-os às trevas de lá de fora. Na parábola do rico avarento (Lc. 16, 10): Morreu e foi sepultado no abismo. No capítulo 25, 11 de São Mateus: Afastai-vos de mim malditos para o fogo eterno.


Eu, no meu lar, no lugar de trabalho, nas minhas relações sociais, na minha Paróquia, faço frutificar os talentos de inteligência, de saúde, de simpatia, de possibilidades econômicas, ou enterro tudo isso no despejo da preguiça? Procuro trabalhar na defesa dos valores: da vida, da verdade, da honra, do pudor, dos outros que precisam da minha ajuda? Mãos à obra! Você tem tudo para ser feliz, e repousar na alegria do seu Senhor, basta que ponha a render os seus talentos.


Pai, faça-me um discípulo fiel de Jesus, para quem deverei prestar contas do bom uso dos dons que me concedeu. Que eu seja prudente no meu agir.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Homilia Diária - 16.11.2021

 JESUS E ZAQUEU Lc 19,1-10


HOMILIA


Zaqueu era um homem rico. Mas Jesus despertou algo diferente em Zaqueu, e vemos logo à frente que devido à pouca estatura de Zaqueu ele subiu em uma figueira brava ou seja, uma árvore de sicômoros. Mas como podemos imaginar um homem rico simplesmente subindo numa árvore só para ver alguém? Com tanto dinheiro ele subiria numa árvore só para ver um homem que aglomerava uma multidão onde chegava? Por que tudo isso se ele nem conhecia Jesus?


A diferença é justamente essa, porque ele já ouvira falar de um Cristo que fazia sinais, prodígios e maravilhas. E as maravilhas que ele ouvia a respeito de Cristo eram tão grandes e verdadeiras que fez com que um homem da alta sociedade tivesse uma atitude de criança levada: subir numa árvore.


Mas esse Cristo já conhecia Zaqueu, veja no versículo 5. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa.


Imagine você chegar em um lugar para ver alguém que muitos comentam a respeito e essa pessoa que você nunca viu olha para você e te chama pelo nome. Deve ser algo sem explicação. Aí Zaqueu ficou maravilhado! Agora vamos analisar o versículo 6: E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo.


Agora percebe-se um homem com prestígio na sociedade obedecendo a uma ordem (com educação, claro!) e ainda feliz da vida. Resumindo: é assim que acontece quando Cristo quer algo com alguém, ele não olha para classe social, cor, se têm nível fundamental, médio, superior ou se é analfabeto. Porque na verdade Cristo está procurando verdadeiros adoradores que o adorem em Espírito e em verdade!


Não importa a sua condição de vida, se você está até o pescoço no pecado, o que importa mesmo é que existe um homem que chamou a atenção de Zaqueu e que se importa com você. Esse mesmo homem, hoje mesmo, quer mudar a história da sua vida, acabar com essa vida de pecado e te dar uma vida digna! Uma vida em que você tenha orgulho de viver, e que todos vão olhar para você e dizer: Como essa pessoa mudou! E que a sua vida venha ser um espelho para muitos.


Se você quer hoje realmente ser uma pessoa diferente aos olhos humanos, faça como Zaqueu: chame a atenção de Cristo para você! E verás que Ele vai querer pousar em tua casa, mas não só na área de tua casa, mas em toda ela, ou seja, em toda sua vida , pois CRISTO se importa com você.


Decida-se por Cristo enquanto é tempo, busque a Cristo enquanto se pode achar. Que Deus te abençoe e te guarde. Lembre-se: Hoje mesmo Cristo te chama: APOCALIPSE 3:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.


Pai, faça-me puro de coração, como o Zaqueu convertido, tornando-me desapegado das coisas deste mundo e capaz de dividi-las com os pobres.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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domingo, 14 de novembro de 2021

Homilia Diária - 15.11.2021

SENHOR QUE EU VEJA Lc 18,35-43


HOMILIA


Segundo a narração de São Marcos, Jesus encontra-se em viagem rumo a Jerusalém, deixando atrás de si Cesaréia de Filipe, ao norte da Galileia. Como nunca perdia um só segundo nem oportunidade, Ele aproveitará esse percurso para ir instruindo seus discípulos, a fim de torná-los aptos à grande missão que lhes caberá, uma vez fundada a Igreja. Ao iniciar-se essa caminhada, uma grande multidão se junta aos discípulos, sempre desejosa de assistir a mais algum milagre, ou de ouvir as maravilhas transbordantes dos lábios do Mestre. Como primeiro ato desse trajeto, está a cura de um cego.


E por que Marcos e Lucas fazem referência a um só cego? Uma boa maioria dos exegetas opina ser provável que os cegos eram dois, conforme Mateus indica, mas um deles devia ser muito conhecido, a ponto de Marcos tê-lo posto em cena com seu nome próprio.


Quanto ao lugar onde se teria dado o milagre, as explicações, se bem que diversas, visam fazer uma aproximação entre os Evangelistas, concluindo em favor de um único acontecimento.


Quase nunca faltam a essas cenas evangélicas os aspectos carregados de cores, característicos do Oriente. Os costumes, marcados por um temperamento borbulhante e nada retraído, se refletem tanto na atitude do cego Bartimeu como na reação da multidão contra os gritos dele.


A cegueira, quer seja física, quer espiritual, é um mal indolor. A perda da vista, apesar de nos impedir de nos guiarmos nos espaços físicos segundo nossas próprias deliberações e usando de nossa autonomia, inclina-nos à humildade e submissão aos outros, a confiar em seu auxílio. Por isso, quando bem aceita, ela pode ser um excelente meio de santificação. Muito pelo contrário, a cegueira espiritual priva-nos de elementos fundamentais para nossa salvação – como são as misericórdias que desprezamos – e nos faz correr terríveis riscos, enquanto acumulamos as iras de Deus.


A Bartimeu lhe faltava um dos elementos essenciais para enriquecer-se, por isso caiu inevitavelmente na pobreza passando a viver de esmolas. Ao cego de Deus, entretanto, é possível fazer fortuna; porém, debaixo deste ponto de vista, é ele ainda mais digno de pena: quando se fecharem definitivamente para a luz do dia seus olhos carnais, os espirituais de imediato se abrirão, mas quão tarde será, para ele, ver a grande dimensão de sua real miséria em todo o seu horror. E, tomara, não seja essa a hora do desespero.


Se ao analisar-me, com toda a honestidade de consciência, não encontrarei no fundo de minha alma alguma sombra onde a luz do sobrenatural não chega, um ou outro refolho onde não penetra a voz de Deus? Esse é o momento de eu imitar o pobre Bartimeu. O próprio Jesus continua aqui, nos tabernáculos das igrejas. Por que não aproveitar uma ocasião para d’Ele me aproximar e pedir-Lhe o milagre? Devo temer a Jesus que passa e não volta, e bradar continuamente, porque Ele ouve melhor os desejos abrasados.


Tenhamos por certo este princípio: sempre que um cego de Deus abraça o caminho da conversão, “a multidão” tenta dissuadi-lo de prosseguir, fazendo todo o possível para lhe criar obstáculos. Infelizmente, a essa “multidão” de mundanos se associa a multidão de seus próprios pecados e paixões, para fazê-lo silenciar. Também aqui é oportuno imitar a atitude de Bartimeu, ou seja, não somente não ceder às pressões, como até, pelo contrário, redobrar em ardor, esperança e desejos. Dessa forma, não tardará a comprovar a realidade da convicção do Apóstolo: “Tudo posso n’Aquele que me conforta!” (Fl 4, 13).


“Senhor, que eu veja!”, deve ser o pedido de quem esteja imerso na tibieza e, sobretudo, de quem é cego de Deus. Bartimeu não pediu a fé, porque já a possuía. Sua cegueira era simplesmente física. Examinemos nossas necessidades espirituais e peçamos tudo a Jesus. Sem duvidar, aguardemos até mesmo o milagre, pois Ele nos assegura: “Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Eu o farei” (Jo 14, 13).


O número dos que sofrem de cegueira física, no mundo, é insignificante, em comparação com os cegos espirituais. A cegueira de coração atinge uma quantidade assustadora de pessoas em nossos dias. A fé vai se tornando privilégio de minorias. Há cegos não só nos caminhos da salvação, mas até mesmo nas vias da piedade. Estes levam uma vida pseudotranquila, submersos nos perigos da tibieza; cometem faltas, mas conseguem muitas vezes, através de inúmeros sofismas, adormecer suas consciências, não experimentando mais os benéficos remorsos. Confessam- se por pura rotina, comungam sem dar o devido valor à substância do Sacramento Eucarístico, rezam sem devoção…


E – quem diria? – há cegos entre os que abraçaram o caminho da perfeição, mas deixaram de aspirar a ela, contentando-se com uma espiritualidade medíocre, esquálida e infrutuosa. Eles nada fazem para atingi-la, procurando-a onde ela jamais se encontra.


Enfim, para não ser cego de Deus, é preciso ser puro de coração. Uma das principais causas da cegueira de nossos dias é a impureza. Nosso Senhor diz no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8). Não se trata exclusivamente da virtude da castidade, mas, muito, da reta intenção de nossos desejos. Tanto uma quanto a outra vão-se tornando raras a cada novo dia, nesta era de progressiva cegueira de Deus.


São essas algumas das razões pelas quais a humanidade necessita voltar-se urgentemente para a Mãe de Deus, apresentando por meio d’Ela, ao Divino Redentor, o mesmo pedido de Bartimeu: “Senhor, que eu veja!”


Pai, infunde em mim uma fé profunda como a do pobre cego, cujo desejo de ser curado por Jesus levou-o a se abrir para a verdadeira visão que leva à salvação.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sábado, 13 de novembro de 2021

Homilia Diária - 14.11.2021

A VINDA DO FILHO DO HOMEM Mc 13,24-32


HOMILIA


Este capítulo 13, escrito em linguagem apocalíptica, aborda no fundo dois assuntos: a destruição do Templo de Jerusalém, que serve de sobreaviso para as tribulações que virão e o futuro da comunidade cristã dentro da história e diante da vinda do Filho do Homem. A vinda do Filho do Homem é salvação e julgamento. Salvação para os que estão lutando pelo projeto de Deus e julgamento para os que estão contra.


A intenção básica do capítulo não é descrever o futuro, fazer previsões, mas preparar a comunidade para o presente, numa vigilância ativa.


Aqui a linguagem é rigorosamente apocalíptica. Com esses prodígios cósmicos, o autor quer mostrar, como é costume na apocalíptica, as poderosas intervenções de Deus na história, que no nosso caso se trata da vinda do Filho do Homem, como Salvador e Juiz, que será precedida por estes sinais cósmicos. Não é para assustar. Pelo contrário, o anúncio da intervenção salvífica de Deus só pode animar, encorajar e fortalecer a esperança dos eleitos. O v. 26 falando da vinda do Filho do Homem entre nuvens, com poder e glória se inspira em Dn 7, 13-14, que traz forte conotação de julgamento. O v. 27 alude claramente à salvação dos eleitos. Assim, a vinda do Filho do Homem é julgamento para os que se opõem ao projeto de Deus e salvação para todos os que aderem a ele.


Aqui temos a parábola da figueira. A pergunta dos discípulos no v. 4 sobre quando estas coisas vão acontecer é abordada aqui. A parábola da figueira traz dois ensinamentos: afirma a presença do Reino na vida da comunidade, através dos acontecimentos e conflitos da história e, ao mesmo tempo, a proximidade do fim enquanto salvação para os eleitos. O v. 3: “Em verdade vos digo que esta geração não passará até que tudo isto aconteça” é uma referência direta à destruição de Jerusalém e à queda do Templo, pergunta feita pelos discípulos no v. 4. Isto aconteceu no ano 70 d.C., ainda dentro da primeira geração cristã.


O v. 32 (“daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, somente o Pai”), ultrapassa os sinais anunciados do fim e se refere à vinda do Filho do Homem. Jesus exclui claramente qualquer especulação quanto à DATA, com termos extremamente fortes dizendo que NINGUÉM SABE, NEM OS ANJOS NO CÉU, NEM O FILHO, SOMENTE O PAI. Muitas religiões já tentaram prever a data da vinda de Jesus.


Dizem que hoje está acontecendo exatamente o que Jesus falou: (guerras, pestes, AIDS, terremotos, fome, etc.), por isso Jesus está chegando. A estes iletrados pedimos que leiam mais atentamente o capítulo 13 de Marcos, v. 7 “é preciso que estas coisas aconteçam, MAS AINDA NÃO É O FIM”. V. 8 “… Isto é o princípio das dores do parto”. De modo especial os claríssimos vv.32-33. A tônica do capítulo 13 é uma admoestação à vigilância quanto ao presente, quanto ao hoje da história. A palavra chave é “vigiar” (v. 5 = “atenção”; v. 9 = “ficai de sobreaviso”; v. 23 “ficai atentos”; v. 33 “atenção e vigiai, pois não sabeis quando será o momento”; v. 35 = “vigiai”; v. 37 “e o que vos digo, digo a todos: vigiai”. E o que significa “vigiar?” Não se trata de acomodação, espera passiva ou especulação, mas engajamento, atividade, exercício apostólico e missionário, trabalho concreto para a realização do projeto de Deus.


Senhor Jesus, que eu me deixe guiar por tuas palavras, e me mantenha vigilante, na caridade, à tua espera.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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