terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 09.12.2021

 A PESSOA DE JOÃO BATISTA Mt 11,11-15


HOMILIA


Jesus começa o seu discurso exortando a grandeza de João Batista e diz: Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. Amado, o Reino dos Céus já está entre nós, já podemos vivê-lo, já podemos experimentá-lo e o Natal é um sinal desse Reino de amor, de misericórdia e de alegria que nos traz esperança, mas é preciso se fazer pequeno para conquistá-lo, é preciso se fazer humilde e buscar em Deus forças para trazer a nós o amor entre familiares, como fez João Batista. Amado, o próprio Jesus nos diz que o menor no Reino dos Céus é maior do que João Batista, este mesmo homem anunciou Jesus, anunciou que viria o messias e traria a paz, a alegria, o perdão, então devemos ser menores ainda que João Batista e nos entregarmos à vontade de Deus, João Batista pregou para toda uma cidade anunciando a conversão.


Jesus hoje quer que você pregue na sua casa não somente com a boca, mas com a vida, com exemplos, com testemunho. Ele quer que você não exclua alguém por ser rotulado de briguento, viciado em droga, prostituição, alcoólatra ou coisa parecida em sua família. E pode ser que a maior parte dos teus familiares já o tenham deletado da lista dos parentes e por isso não pode ser convidado para ceia alguma. Neste Evangelho, Jesus está te dando a possibilidade de testemunhar o verdadeiro sentido do Natal. Natal é alegria, é perdão, é reconciliação, é justiça, é amor de Deus em nós.


Jesus exalta João Batista como o maior entre todos os homens, mas ressalta que maior ainda do que ele serão todos aqueles que possuem o Reino dos Céus. O Reino dos Céus sofre a violência da mentalidade do mundo que lhe é contraditória, mas é conquistado justamente por aqueles que são violentos, isto é, que se opõem ao modo de pensar e julgar que o mundo prega. Podemos, então, fazer uma avaliação se já conquistamos o Reino dos Céus, examinando os nossos pensamentos e ações quando estão em harmonia com os valores evangélicos. O mundo nos ensina a pensar e agir completamente diferente do que prega o Evangelho. Portanto, se seguimos a cartilha do mundo, estamos sendo covardes e ainda não conquistamos o Reino dos Céus. João Batista foi o último profeta do Novo Testamento. Ele veio com o mesmo espírito desbravador de Elias abrir para o povo um caminho de conversão e preparar este povo para ser batizado e aceitar a Salvação de Jesus. Nós somos os profetas deste novo tempo e, também como ele, fomos convocados a corajosamente bradar ao mundo que a Salvação vem do Senhor.


Você se considera um grande homem, uma grande mulher? Você é uma pessoa firme e corajosa no enfrentamento dos “favores” que o mundo lhe tem oferecido? Você tem dado exemplo, na sua casa e no mundo, de que o Reino dos Céus já está acontecendo em você?


Senhor Jesus, quero ser pequeno e começar a viver o teu Reino nas pequenas coisas, quero viver esse Natal diferente de todos os outros onde eu pude presenciar brigas, discussões, discórdias entre minha família. Neste Natal eu quero ser como João Batista e anunciar o teu amor, o teu perdão, anunciar que com o Senhor à minha frente tudo é possível. Por isso peço-Vos que me ensineis como dar o primeiro passo. Assim como ungistes os teus profetas, unge-me também e darei testemunho das vossas maravilhas. Amém.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 08.12.2021

 O SIM DE MARIA Lc 1,26-38


HOMILIA


No Evangelho de hoje três aspectos me chamaram a atenção: a Fé de Maria que não questiona a vontade de Deus transmitida pelo anjo, o conteúdo da mensagem do anjo e a obediência expressa na resposta: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”


Maria recebeu o dom da divina maternidade porque teve fé e pela fé se torna felizarda. O nascimento de Jesus é obra da intervenção de Deus, pois Maria concebe sem conhecer homem algum. Aquele que vai iniciar nova história surge dentro da história de maneira totalmente inédita.


0 título Filho de Deus, associado à ostentação de poder, foi atribuído aos faraós e a outros chefes de nações ou impérios, além de ao próprio rei Davi.  Muitos discípulos de Jesus se inclinaram a essa interpretação. Jesus, contudo, sempre se colocou em relação de filiação com o Deus Pai, misericordioso e todo amoroso. Filho de uma jovem pobre e de um carpinteiro, Jesus revela-se como o Filho de Deus humilde e solidário com os pobres e excluídos, aos quais deseja comunicar a vida divina.


Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. Palavras muito simples mais que atraem responsabilidade. Pois doravante aquela pobre menina vai ser depositária dos desígnios de Deus. Deus entra no tempo por meio do sim de Maria que se coloca como escreva ao serviço do seu senhor 24 horas por dia.


Maria é um exemplo de humildade e obediência ao Pai. Devemos aprender com Maria a darmos sempre o sim a Deus acolhendo com humildade a Sua vontade sobre nós e nossas comunidades.         


Maria do Sim me ensina a dizer e viver o meu sim a Deus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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domingo, 5 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 07.12.2021

A OVELHA PERDIDA Mt 18,12-14


HOMILIA


Alegria do reencontro. Quem tem fé espera com alegria a vinda do Senhor. Nada poderá nos arrancar a alegria que brota da fé esperançosa n’Aquele que vem ao nosso encontro para nos resgatar das garras do encardido.


Mateus, no capítulo 18, reúne uma série de textos, sob a forma de sentenças e parábolas, com a finalidade de orientar as novas comunidades, que estão na origem da Igreja, para um convívio fraterno, pacífico, misericordioso e acolhedor. A Palavra de hoje integra este conjunto de textos e pode ser encontrada também no Evangelho de Lucas.


Porém, no contexto de Lucas, a parábola é dirigida aos fariseus e escribas que censuravam Jesus por receber e comer com os considerados pecadores. A ovelha perdida, e depois reencontrada com alegria e reintegrada no rebanho, exprime a missão de Jesus em acolher e restaurar o convívio comunitário daqueles excluídos e julgados pecadores pelo sistema religioso e social. Já aqui, no Evangelho de Mateus, a parábola é aplicada no sentido de acentuar que Deus não deseja a exclusão de ninguém da comunidade. Nele, vemos também o rosto do verdadeiro Deus, que é Pai e se alegra quando reúne junto d’Ele todos os filhos dispersos pelo mundo contra ou não à sua vontade?


A ovelha extraviada é um “pequeno”, algum membro da comunidade que se desviou e excluiu Deus da sua vida, ou abandonou a comunidade a qual pertence. Eu, você e a comunidade, em geral, somos convidados a apoiar qualquer irmão em crise. O que nos impele a proceder desta forma para com o irmão e a irmã que se extraviou é que o nosso Pai, que está nos céus, não deseja e nem quer a morte do pecador, mas que se converta e viva.


Deixe-se encontrar pelo Bom Pastor, com Ele você terá a vida em abundância. Não diga que tudo está perdido, que a sua vida já não tem solução. Deus está procurando por você, basta só se deixar amar por Ele e conhecerá o sentido e o sabor da sua vida.


Aliás, o plano de Deus é que todos os homens conheçam a verdade e, conhecendo-a, possam salvar-se. Portanto, para Jesus, quando a ovelha é reencontrada e reconduzida ao rebanho, a alegria que o dono sente é menor do que a de Deus ao ver o seu filho que estava perdida e foi encontrada, estava morta e agora vive.


O texto de hoje tem como escopo fundamental a alegria por encontrar a ovelha perdida, muito maior do que aquela pelas que estão juntas e presentes. É urgente o anúncio ardoroso e a dedicação ao Evangelho nos nossos dias, para que possamos descobrir e encontrar quem está à margem da comunidade e do Reino. Pois ela é o lugar da acolhida, do serviço, da valorização recíproca e do perdão com Deus e com os irmãos. Que o Tempo do Advento seja propício para mim e para você, no fervor evangélico.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sábado, 4 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 06.12.2021

 JESUS CURA UM PARALÍTICO Lc 5,17-26


HOMILIA


Jesus, achava-se um dia numa reunião com os escribas e fariseus em uma casa e, de repente, algo incrível começa a acontecer: ali, várias pessoas trouxeram um paralítico em cima de uma maca, para que Jesus o curasse. Não havendo condições de entrarem no recinto por estar completamente lotado, não existindo outra maneira para cumprirem a sua missão, os quatro homens, decididamente, subiram a maca para cima do telhado e, tirando as telhas, abriram um vão e passaram a maca, amarrada em cordas, descendo o paralítico à frente de Jesus dentro da casa. Jesus sensibilizou-se e foi dizendo ao homem: “Meu amigo, os teus pecados estão perdoados”. Os fariseus e escribas começaram a pensar: “Quem é este homem que profere tais blasfêmias?”. E Jesus, lendo os seus pensamentos lhes disse: “O que é mais fácil dizer, os teus pecados estão perdoados ou… Levanta-te e anda? Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, disse para o paralítico: ‘Levanta-te, pega a tua maca e vai para a tua casa’ “. Imaginemos o que aconteceu, quando o povo viu o paralítico, que vivia há 40 anos numa cama, passar carregando a sua maca nas costas e, gritando sem parar, bendizendo ao Senhor? Claro que aos olhos daquela gente foi um fato muito grandioso e até incompreensível.


Como nós, em nossos dias, se procurarmos seguir os ensinamentos de Jesus, teremos a capacidade através da graça que recebemos desde o nosso batismo, de perceber a atuação do Espírito Santo de Deus, agindo no meio de nós, em momentos sublimes de sua ação, revelando-se através de acontecimentos iguais ou até maiores do que aquele da cura do paralítico. Este fato, narrado por Lucas, quer nos mostrar que a perseverança, alicerçada na fé nas palavras de Jesus, nos tornam capazes de presenciar milagres como aquele que os amigos do paralítico conseguiram provocar, não se intimidando com a dificuldade de introduzir a maca dentro do recinto em que Jesus estava. É essa a missão do cristão que tem fé, que crê em Jesus como filho de Deus, que desceu dos céus para nos salvar. Por isso, Ele nos diz: “Se tiverdes a fé do tamanho de um grão de mostarda, conseguireis fazer coisas maiores das que Eu faço”.


Hoje, temos liberdade de expressão e de culto religioso; ninguém pode nos impedir ou perseguir, por proclamarmos a nossa fé. Lá, naquele tempo, os cristãos eram perseguidos, presos e assassinados, pelos meios mais absurdos e dolorosos, a fim de desestimular os outros. Mesmo assim, eles permaneceram na fé do Salvador e, a Igreja, fundada por  Jesus Cristo, está mais viva do que nunca no mundo inteiro, graças à coragem daqueles que continuaram inspirados na luz do Espírito Santo. E muitas vezes achamos difícil seguir as palavras de Jesus, mesmo nada havendo que nos proíba; simplesmente somos impedidos pela nossa própria vontade, quando nos prendemos à uma existência fundamentada em princípios materialistas, visando as coisas criadas pelos homens, o conforto, o dinheiro, a diversão, a vida “boa”; tudo no sentido de satisfação pessoal, diferente daquela que Jesus nos ensina.


Jesus nos dá esta satisfação verdadeira que tem que ser capaz de atingir uma família, uma vila, um bairro, uma cidade, um Estado, um país… o mundo inteiro até! Jesus morreu por todos, não foi só por aquele povo com o qual conviveu. Foi para a humanidade inteira o Seu sacrifício como homem, para que pudesse sentir as dores atrozes e sofrer, como Deus, para redimir todos os pecados que poriam a perder todas as criaturas do Criador. Não podemos acomodar a nossa vida só às coisas que gostamos e que queremos; é preciso sabermos aceitar, também, aquilo que não gostamos e não queremos, porque não conseguiremos fazer a vontade do Pai se só quisermos a nossa vontade e não a de Deus nosso Pai!


Espírito que cura interiormente, toca o mais íntimo de meu ser, para que eu consiga superar o meu egoísmo e seja capaz de levar os benefícios de Deus a quem precisa de mim.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 05.12.2021

 PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR Lc 3,1-6


HOMILIA


Na caminhada para o Natal e para o jubiloso encontro com Jesus, nós somos ajudados por grandes personagens. A começar pela Virgem Maria, a aurora que anunciou a chegada do Sol. E vem depois o profeta Isaías, que lá das distâncias dos tempos bíblicos entreviu com admirável clareza os tempos do Messias. E ainda São Paulo, que é o sublime teólogo que “contempla a grandeza de Cristo”. E, de modo muito particular, São João Batista, o último dos profetas e o Precursor do Evangelho. Ele preparou o povo, lá nas margens do Jordão, para receber a Cristo no início de sua vida pública. E vem agora ajudar-nos na chegada do Natal.


João Batista é um profeta eminentemente austero. No seu modo de vestir – uma roupa de pêlos de camelo e um cinto de couro – e de se alimentar – gafanhotos e mel silvestre – na sua vida e na sua pregação. Dele falara Isaías, quando disse: Voz do que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor. Essa voz ressoou rude e forte, conclamando os pecadores à conversão. E, apesar da dureza de suas palavras, os pecadores vinham até ele e ouviam suas terríveis ameaças, duras, sobretudo quando ele percebeu entre os seus ouvintes os fariseus e os saduceus. E recebiam o batismo que ele ministrava nas águas do Jordão, preludiando o futuro batismo do Cristianismo: Eu vos batizo com água, para vos mover à penitência, mas o que vem depois de mim é mais forte do que eu… Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. E eram inúmeras as conversões.


Nós também devemos ouvi-lo. Não nos assustemos com a veemência de sua pregação. Cada estilo tem sua época. E cada homem tem seu estilo. Hoje também temos pregadores que imitam de algum modo a rudeza da pregação do Batista. São missionários cheios de zelo, e causam grande impressão nos ouvintes, e dobram a dureza de muitos corações. Sobretudo pelo testemunho de vida que acompanha suas palavras. São instrumentos de Deus para fazer sentir a gravidade do pecado e o perigo da condenação. Sobretudo para aqueles que andam adormecidos numa vida pecaminosa, confiando – quem sabe? – nos seus privilégios de cristãos. João Batista dizia para os seus ouvintes: Não penseis que basta dizer dentro de vós mesmos: ‘Temos por pai Abraão’. Porque eu vos digo que Deus pode destas pedras suscitar filhos de Abraão. E se referia, sem dúvida, não simplesmente às pedras, tão abundantes ali no deserto, mas às pedras dos corações endurecidos pelo erro e pelo pecado.


João preparou o caminho para Jesus. Ele é o Precursor. Seria maravilhoso que na devoção popular a São João Batista – tão folclórica! – não faltasse esse elemento. Saber que ele nos leva a Cristo. Ele não é um ponto de chegada! Ele é o caminho. E nos leva a Cristo pela palavra, pelo exemplo, pelo desejo sincero de levar todos a fugir do pecado e a conseguir a salvação.


Esse mesmo Isaías que nos definiu com palavras tão felizes a pessoa de João Batista – a voz que clama no deserto -, fala-nos de Cristo com palavras ainda mais maravilhosas, que podemos encontrar a cada passo na liturgia. Neste domingo, por exemplo, encontramos um verdadeiro perfil de Cristo, enquanto cheio da presença do Espírito Santo: Ele é “um rebento da raiz de Jessé – isto é, um descendente de Davi -, sobre quem repousa o Espírito do Senhor! Espírito de Sabedoria e de discernimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de piedade, e o encherá do Espírito do temor do Senhor! Notemos que essa enumeração, adotada pelo texto da Vulgata, corresponde à nossa lista dos “sete dons do Espírito Santo, como aparecem no ritual do sacramento da Crisma.


Esse Cristo, cheio do Espírito do Senhor, transformará a terra numa terra de paz: o lobo habitando com o cordeiro, o cabrito com o leopardo, a vaca com o urso, a criancinha podendo pôr sem medo a mão na cova da serpente. Não haverá perigo, porque o conhecimento do Senhor encherá a terra como as águas enchem o mar (cfr Is 11,1-10). E o profeta conclui com esta proclamação de vitória: Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como sinal dos povos” (v. 10). Como um grande estandarte levantado no coração da História. Como irá proclamar a carta aos hebreus: “Cristo ontem, hoje e para todos os séculos! (Hb 13,8).


Espírito que converte, toca o coração de todas as pessoas para que, abandonando seus erros e vícios, voltem-se para Jesus, por uma sincera conversão.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 04.11.2021

 JESUS TEM COMPAIXÃO DO POVO Mt 9,35-10,1.6-8


HOMILIA


Jesus andava visitando todas as cidades e povoados. Ele ensinava nas sinagogas, anunciava a boa notícia sobre o Reino e curava todo tipo de enfermidades e doenças graves das pessoas.


No tempo de Jesus, o Serviço de Assistência Médico-Hospitalar era péssimo. Somente a classe privilegiada podia ter uma assistência médica decente. O povo sofria nas mãos de uma sociedade que em nome de Deus marginalizava os leprosos, proibia que alguém fizesse o bem para os doentes e humilhava os enfermos que buscavam a cura na sinagoga.


Eram os líderes judaicos (Sacerdotes, fariseus, partidários de Herodes e chefes da sinagoga) que faziam o povo sofrer por falta de atendimento médico, saneamento básico e uma medicina preventiva.


Jesus tem muita pena desse povo sofrido e discriminado principalmente pelos líderes religiosos, e o acolhe com grande bondade, cura os enfermos os quais O seguem, por dias inteiros, até no deserto deixando a memória de que “Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo diabo” (At 10,38).


Jesus identifica-se com os pobres e com os enfermos tocando nos leprosos considerados impuros pelos fariseus que se diziam puros e santos. E você? O que tem feito pelos seus irmãos enfermos? Boa pergunta. Ou é a pergunta que pode decidir o futuro da sua alma. “Jesus faz bem todas as coisas. Faz os surdos ouvir e os mudos falar” ; “Nunca vimos uma coisa assim”; “Toda a multidão se alegrava com as maravilhas que Jesus fazia” (Lc 13,17).


Nos tempos atuais, também a medicina progrediu bastante, mas para o atendimento dos ricos, e da classe média alta, ou seja, para aqueles que podem pagar um Plano de Saúde. Porque a classe média baixa e os pobres que não podem pagar um Plano de Saúde, tem de ser atendidos no Pronto Socorro, ou tentar sobreviver pela automedicação, ou usando ervas medicinais que, por sinal, curam melhor que os remédios alopatas com seus efeitos colaterais.


Os médicos, preocupados com a automedicação, exigem a receita médica na compra do remédio. Mas isso acaba acarretando outro tipo de “efeito colateral”, para não dizer que é uma faca de dois gumes. Porque se o pobre não tem assistência médica adequada, se não pode pagar uma consulta médica na qual obterá uma receita ou prescrição para comprar o remédio, o que ele vai fazer? Ele vai se automedicar! É claro!


Vivemos diante de uma medicina mercenária como nos tempos de Jesus. Quem pode, pode. Aqueles que não podem, como vão sobreviver?


Em nosso papel de cristãos atuantes, devemos sensibilizar todos os membros da comunidade cristã e estimular sua preocupação real e efetiva pelos doentes. Uma comunidade cristã que não conhece seus doentes, que não está a serviço deles, que não lhes dá lugar na comunidade, que não conscientiza os irmãos pobres sobre seus direitos, que não os ilumina no sentido de procurar cuidar da sua saúde e de seus filhos através de métodos de higiene, por exemplo, é uma comunidade que fez opção pelos poderosos, ao contrário de Jesus que fez sua opção pelos fracos e oprimidos.


Precisamos denunciar essas injustiças. Porque Jesus quer vida em abundância para todos. Ricos e pobres. E para se ter vida com saúde, a medicina precisa ser preventiva, e não curativa, com saneamento básico, e ensinamentos de normas de higiene para os menos esclarecidos. Porque se evitarmos a doença através da higiene, e de uma boa assistência-médica preventiva, não precisamos gastar com remédios e internações. Deixe os Planos de Saúde para aqueles que podem pagá-los.


Pai, que eu seja consciente de minha tarefa de levar a compaixão do Messias Jesus aos deserdados deste mundo, dando mostras de que o Reino se faz presente entre nós.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Homilia Diária - 03.12.2021

 JESUS CURA DOIS CEGOS - Mt 9,27-31


HOMILIA


            A narrativa deste milagre da cura dos dois cegos,  nos lança para uma série de milagres que Jesus faz e serve como que a preparação para a missão dos doze apóstolos. Aqui vemos Jesus como o iluminador ( cf Jo 1,5-9 ). E com o seu milagre se confirma a fé em seu messianismo: Jesus é da descendência de Davi ( Mt 1,1 ).


 O pequeno diálogo com os dois cegos serve para despertar e medir-lhes a fé tanto à eles como a todas  as comunidades, estimulando-as à ação missionária. Mateus faz aqui uma adaptação da narrativa da cura de dois cegos em Jericó (Mt 20,29-34), quando Jesus se aproximava de Jerusalém. O grito dos cegos, “Senhor, filho de Davi…”, significa que eles consideravam Jesus como um messias poderoso, um novo Davi, nisto consistindo sua cegueira. Contudo, eles querem ver e entender melhor. Conforme a leitura de Isaías, feita por Jesus na sinagoga de Nazaré (Lc 4,18), a missão libertadora profética implicava restituir aos cegos a visão. Por outro lado vemos a servera ordem de Jesus que quer impedir o fatal mal-entendido de ver n’Ele apenas um curandeiro, um fazedor de coisas espantosas conforme a tendência popular.. A fé em Jesus e a acolhida de sua Palavra nos iluminam a fim de que compreendamos verdadeiramente sua missão libertadora, na revelação do amor pleno e misericordioso de Deus.


Somos todos cegos e para sermos curados, devemos reconhecer Jesus e almejar a sua luz. Ter a humildade de pôr-se na estrada e suplicar ao Senhor que passa. «Jesus Filho de Davi tem compaixão de nós ». Ele não entra em nós sem a nossa permissão: espera que lhe abraços as partas dando-lhe livre acesso. Abramos-lhe senão for uma porta ao menos um orifício para que entrando, nos possa curar a cegueira da nossa vida.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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