segunda-feira, 11 de março de 2019

Homilia Diária - 17.03.2019

O sinal da vitória de Cristo
HOMILIA

A transfiguração de Jesus se encontra também em Mateus (17,1-8) e Lucas (9,28-36), mas cada um deles trabalhou, a seu modo, a narrativa dentro de seus objetivos específicos. Marcos a inseriu no início da segunda parte de seu Evangelho. A partir de 8,31 temos um novo início; daí para frente, Jesus vai dedicar a maior parte do Seu tempo ensinando aos discípulos o sentido profundo de Seu messianismo. Responde-se, assim, a pergunta fundamental de Marcos: “Quem é Jesus?”. Nesta interrogação também se responde a uma outra pergunta, não menos importante que a primeira: “Quem é o discípulo de Jesus?”. Todavia, o retrato dos discípulos é lamentável aqui.

Na primeira parte do Evangelho de Marcos, Jesus é incompreendido pelos “de fora”, acusado de blasfemar, de ser um possesso, louco e impuro. Mas os discípulos, o que pensam d’Ele? Pedro, representando todos os que pretendem se unir ao Mestre, afirma que Jesus é o Messias. Mas o Senhor proíbe, severamente, os discípulos de falar alguma coisa a respeito d’Ele. Marcos insere aqui o primeiro anúncio da Paixão. Pedro, representando mais uma vez os discípulos, torna-se “satanás”, porque pretende que o messianismo de Jesus se baseie nos moldes tradicionais.

E agora? A proposta messiânica de Jesus irá vencer? A Transfiguração responde afirmativamente que o Senhor irá vencer. Contudo, vale a pena recordar que a Transfiguração olha mais para nós do que para Jesus. Em outras palavras, nós precisamos dela mais do que Ele. Ela nos garante que, em Jesus, o projeto de Deus será vitorioso, porque é garantido pelo Pai. A Transfiguração é, portanto, o sinal da vitória de Jesus e de Seu projeto.

Jesus Cristo sobe  uma alta montanha com Pedro, Tiago e João, três dos quatro primeiros escolhidos. A cena recorda Êxodo 24, quando Moisés é convidado a subir a montanha de Deus em companhia de Aarão, Nadab, Abiú e setenta anciãos. Somente Moisés se aproximou de Deus e, ao descer do monte, contou ao povo tudo o que o Senhor lhe havia dito. A resposta do povo é uma só: “Faremos tudo o que Deus disse” (cf. Ex 24,1-3).

Marcos afirma que “as roupas de Jesus ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”. Essa transformação aponta para a realidade da ressurreição de Jesus. Ninguém, nem mesmo a morte, poderá deter o projeto do Reino, pois o Mestre vai ressuscitar depois de três dias.

Moisés e Elias conversam com Jesus. Eles representam, respectivamente, a lei e os profetas, isto é, todo o Antigo Testamento. Moisés é o líder da libertação do Egito. O comparecimento deles vem dar testemunho de Jesus, o Libertador definitivo, prometido e prefigurado nos líderes do passado. Elias é o restaurador do Javismo no Reino do Norte, no tempo do rei Acab; ele é o profeta que libertou o povo da idolatria que gera opressão. O Antigo Testamento testemunha que Jesus veio para nos libertar mediante a entrega total de Sua vida.

Nuvem, esplendor, personagens e, sobretudo, a voz que sai da nuvem são modos de indicar a presença de Deus no acontecimento. O próprio Pai garante que Jesus é Seu Filho amado, a quem é preciso dar adesão. Nesse versículo, temos um dos pontos altos do Evangelho de Marcos. Desde o início, afirma-se que Jesus é Filho de Deus (1,1) e, ao ser batizado, o Pai diz: “Tu és o meu Filho amado, em ti encontro o meu agrado” (1,11). O termo “filho” recorda o Salmo 2,7, no qual um rei é declarado filho de Deus. Jesus é esse Rei, mas Seu messianismo passa pela entrega da vida.

Pedro representa todos nós quando pretendemos viver a alegria da ressurreição sem passar pela entrega e pela morte. O julgamento que Marcos faz de Pedro e de todos os seguidores de Jesus é muito severo: “Ele não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo”. No fim de tudo, os discípulos se perguntam o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. O tema da ignorância dos discípulos é muito forte no Evangelho de Marcos. É impossível saber quem é Jesus sem ir com Ele até a cruz, sem passar pela morte, sem voltar à Galileia para anunciar, por meio de uma prática libertadora, que o Mestre está vivo.

Pedro – e todos nós com ele – sofremos de ignorância crônica sobre quem é Jesus. Por isso “escutar o que Ele diz” significa ir com Ele até o fim. Mas não nos assustemos, pois é preciso que com Marcos confessemos que “Jesus é o Filho de Deus” e O sigamos. E, assim como os discípulos viram Moisés e Elias falando com Jesus, também nós O veremos cheio de esplendor e glória. Ele é a única autoridade credenciada pelo Pai e está conosco para sempre.

Padre Bantu Mendonça

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Homilia Diária - 16.03.2019

O AMOR PERFEITO Mt 5,43-48
HOMILIA

Amar e rezar pelos nossos inimigos e perseguidores é o conselho de Jesus. Do mesmo jeito que o Pai age conosco. Por isso, não podemos nos limitar a amar somente aqueles que nos amam, não haveria mérito. Não somos obrigados a gostar ou admirar, Jesus nos ordena que amemos. E amar é querer o bem, é ajudar, é reconhecer que todas as pessoas são objeto do Amor de Deus. À primeira vista, nós não encontramos nenhuma coerência, nem mesmo sentido, para a ação de rezar pelos inimigos. Mas, se nos dizemos filhos do Pai que está no céu e, se de fato queremos sê-lo, não podemos agir de outra maneira. Aqui na terra, quando os nossos pais são pessoas de bem, nós alimentamos o propósito de imitá-los. Mais ainda, nós precisamos copiar o Pai perfeito do céu, que nos ama do jeito que somos, que não nos cobra, que nos perdoa, mesmo quando somos filhos e filhas ingratos. A perfeição, a grandeza e o poder do Pai estão no amor e o Seu Amor foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo, portanto podemos amar os nossos inimigos.

O Amor Perfeito! É assim que prefiro chamar o amor de Deus. Aquele que passa por cima do ódio que deveríamos sentir pelos nossos inimigos: «Vocês ouviram o que foi dito: “Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.” Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu». Nestas palavras de Jesus está a perfeição do amor.

Jesus hoje nos exorta longamente para que respondamos ao ódio com amor. Este texto, aparecendo nessa situação, ajuda-nos a compreender, que Mateus vê no amor aos adversários, a característica específica dos discípulos de Cristo.

As palavras de Jesus indicam duas maneiras de viver: A primeira é a dos que se comportam sem referência a Deus e sua Palavra. Esses agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam, a sua reação é de fato uma reação. Dividem o mundo em dois grupos, os amigos e os que não o são, e fazem prova de bondade só em relação aos que são bons para eles. A segunda forma de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus. Deus, por seu lado, não reage de acordo com a maneira como o tratam; pelo contrário, «Ele é bom até para os ingratos e os maus» (Lucas 6,35).

Jesus chama assim a atenção para a característica essencial do nosso Deus. Fonte transbordante de bondade. Deus não se deixa condicionar pela maldade de quem está à sua frente. Mesmo esquecido, mesmo injuriado, Deus continua fiel a si próprio, só pode amar. Isto é verdadeiro desde a primeira hora. Diferentemente dos homens, Deus está sempre pronto a perdoar: «Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos» (Isaías 55,7-8). O profeta Oséias, por seu lado, ouve o Senhor dizer-lhe: «Não desafogarei o furor da minha cólera… porque sou Deus e não um homem» (Oséias 11,9). Numa palavra, o nosso Deus é misericordioso (Êxodo 34,6; Salmo 86,15; 116,5 etc.), «não nos trata de acordo com os nossos pecados, nem nos castiga segundo as nossas culpas» (Salmo 103,10).

A grande novidade do Evangelho não é tanto o fato de que Deus é Fonte de bondade, mas que os homens podem e devem agir à imagem do seu Criador: « Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso!» (Lucas 6,36). Através da vinda do seu Filho até nós, esta Fonte de bondade está agora acessível. Tornamo-nos, por nosso lado, «filhos do Altíssimo» (Lucas 6,35), seres capazes de responder ao mal com o bem, ao ódio com amor. Vivendo uma compaixão universal, perdoando aos que nos fazem mal, damos testemunho de que o Deus de misericórdia está no coração de um mundo marcado pela recusa do outro, pelo desprezo em relação àquele que é diferente.

Impossível para os humanos entregues às suas próprias forças, o amor pelos inimigos testemunha a atividade do próprio Deus no meio de nós. Nenhuma ordem exterior o torna possível. Só a presença, nos nossos corações, do amor divino em pessoa, o Espírito Santo, permite amar assim. Este amor é uma consequência direta do Pentecostes. Não é em vão que Estêvão, «cheio do Espírito Santo» termine com estas palavras: « Senhor, não lhes atribua este pecado. » (Actos 7,60)

Como Jesus, o verdadeiro discípulo faz com que a luz do amor divino brilhe no país sombrio da violência como é o nosso Brasil.

Este amor, longe de ser um simples sentimento, reconcilia as oposições e cria uma comunidade fraterna a partir dos mais diversos homens e mulheres, da vida desta comunidade sai uma força de atração que pode agitar os corações. É este o amor que eu chamo de perfeito, o amor que perdoa até aqueles que nos podem tirar a vida.

Pai faça-me teu imitador, que eu aprenda a amar perfeitamente como me amaste a mim e aos outros e não me deixes cair na tentação de fazer acepção de pessoas. Que eu ame a todos, sem qualquer distinção.

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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Homilia Diária - 14.03.2019

DEUS É BOM PARA CONOSCO Mt 7,7-12
HOMILIA

A ti me dirijo meu irmão e minha irmã para te dizer que Deus é bom para conosco. Sua bondade é sem limite. Basta nos dirigirmos a Ele e erguendo os nossos braços bradando coloquemos em Suas mãos as nossas alegrias e tristezas, as nossas derrotas e vitórias, as nossas fraquezas e fortalezas.

A banda Vida Reluz cantando traz para nós: Deus é capaz de transformar tua vida. O impossível Ele fará porque és precioso aos Seus olhos/E se tiveres a coragem e a loucura de acreditar/Então irás provar que Ele pode muito mais. Deus é capaz de trocar reinos por ti/Abre mares para que possas atravessar/E se preciso fosse daria novamente a vida por ti/Deus só não é capaz de deixar de te amar. É preciso crer e se entregar sem medo/Ele nunca vai tirar a tua liberdade se não queres/Mas se te entregas sem reservas tua vida se transformará/Então irás provar que Ele pode muito mais…

Quem nos garante é o Próprio Filho de Deus, Jesus Cristo nosso Senhor. «Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos Mt 7,7-12». O Mestre da oração coloca em nós a certeza da vitória que nos vem de Deus Seu Pai no texto de hoje. Por isso, meu irmão e minha irmã. Esforça-te por agradar ao Senhor, espera-o interiormente sem te cansares, procura-o por meio dos teus pensamentos, exerce violência sobre a tua vontade e as suas decisões, domina-as para que tendam continuamente para Ele. E verás como Ele vem junto de ti e aí estabelecerá a sua morada (Jo 14,23). Aí ficará, observando o teu raciocínio, os teus pensamentos, as tuas reflexões, examinando a forma como o procuras, se é com toda a tua alma ou com moleza e negligência. E, quando vir que o procuras com ardor, imediatamente se manifestará a ti, te aparecerá, te concederá o seu auxílio, te dará a vitória e te livrará dos teus inimigos.

Com efeito, quando tiver visto como tu o procuras, como nele depositas continuamente toda a tua esperança, então te instruirá e te ensinará a verdadeira oração. Dar-te-á essa caridade verdadeira que é Ele mesmo. Tornar-se-á então tudo para ti: paraíso, árvore da vida, pérola preciosa, coroa, arquiteto, cultivador, um ser sujeito ao sofrimento mas não abatido por ele, homem, Deus, vinho, água viva, ovelha, esposo combatente, armadura, Cristo “tudo em todos” (1 Co 15,28).

Tal como uma criança não pode alimentar-se nem cuidar de si mesma, mas só pode olhar chorando para sua mãe, até que seja tocada de compaixão e se ocupe dela, assim a aminha almas esperam sempre em Cristo e lhe atribuem toda a justiça. Tal como o sarmento seca se for separado da videira (Jo 15,6), assim faço. Pois sem Vós eu não serei justo. Tal como o que é “um salteador e um ladrão que não entra pela porta, mas passa por outro sítio” (Jo 10,1), assim acontece com o que se quer tornar justo sem aquele que justifica. Ensinai-me a vossa justiça para que eu seja justo.

“Presta atenção às minhas palavras, Senhor!” (Sl 5,2). Tu vieste não só por piedade para com o teu povo Israel, mas para salvar todas as nações, não só para restaurar uma parte da terra, mas para renovar o mundo inteiro. Por isso, “presta atenção às minhas palavras, Senhor!” Não rejeites a minha súplica como indigna; não recuses a minha oração. Eu não peço ouro nem riquezas. É desejando o amor e o respeito por ti que clamo sem cessar: “Presta atenção às minhas palavras, Senhor!”

Israel gozou dos teus bens; também eu farei a experiência dos teus benefícios. Conduziste-o para fora do Egito; retira-me do erro. Resgataste-o do Faraó; liberta-me do diabo, que inferniza a minha vida e a da minha família. Conduziste-o através do Mar Vermelho. Guiaste-o com a coluna de fogo; ilumina-me com o teu Espírito Santo. Israel comeu o pão dos anjos no deserto; dá-me o teu Corpo santíssimo. Ele bebeu a água do rochedo; sacia-me com o Sangue do teu lado. Israel recebeu as tábuas da Lei; grava o teu Evangelho no meu coração. “Presta atenção às minhas palavras, Senhor! Atende o meu grito!” Graças a esse grito, Moisés tornou a criação aliada do teu povo; graças a esse clamor, Josué travou o curso do sol (Jos 10,12); graças a esse grito, Elias tornou estéreis as nuvens do céu (1R 17,1); foi graças a esse lamento que Ana deu à luz um filho, contra toda a esperança (1Sm 1,10s). “Senhor atende o meu grito”!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

sexta-feira, 8 de março de 2019

Homilia Diária - 13.03.2019

DE QUE GERAÇÃO TU ÉS? Lc 11,29-32
HOMILIA

No tempo de Jesus as pessoas procuravam sinais do Messias enviado de Deus, e as autoridades pediam que Jesus realizasse um sinal que provasse que ele era de fato o Messias Mt 12,38. Segundo Lucas, Jesus recusa até mesmo apontar o sinal da ressurreição.

Ora vejam, os ninivitas se arrependeram e se converteram com a pregação de Jonas. Jesus veio como um sinal do Pai para a humanidade. Ele é maior do que Jonas e maior que Salomão que atraiu reis pela sua sabedoria. A quem Jesus chama de geração má? Será que fazemos parte dessa geração? A geração má é aquela que é constituída de uma multidão de gente que não crê na Palavra de Deus e não segue os ensinamentos de Jesus, esperando por alguma coisa que venha a acontecer e que seja visível aos seus olhos e sensível ao toque. É a geração daqueles (as) que querem um sinal para acreditar, que só vão, vendo, mas que não enxergam o que está um pouco além da mesma vidinha insignificante e sem objetivo do ter, do prazer, do poder, do divertir-se, do amealhar.

Nós achamos que fazemos parte da geração que tem Jesus como sinal, mas mesmo assim muitas vezes necessitamos de outros sinais para acreditar na força e no poder de Deus. Jesus nos abre os olhos: Os ninivitas acreditaram nas palavras de Jonas; a rainha do sul (rainha de Sabá) seguiu os conselhos de Salomão, e todos foram salvos. Eu e tu?

A quem devemos ouvir para não fazermos parte dessa geração que caminha para o mal? Convido-te a fazer uma reflexão da tua vida e pense se há alguma mensagem do Evangelho que tu não acreditas e por isso não tentas viver como Jesus ensinou? Devemos refletir ainda: tu ainda esperas algum outro sinal a não ser o sinal da Cruz?

A palavra de Deus te basta para que tu voltes atrás e te arrependas e tenhas vida nova? Tu sabes que foste assinalado com o selo do Espírito Santo de Deus? De tipo de geração tu fazes parte, boa ou má?

Escute a advertência de Jesus: a rainha de Sabá (1 Reis 10,1) e os ninivitas (Jonas 3,4-10) irão condenar os que rejeitam a Jesus.

Tome consciência! Oxalá seja diferente das autoridades. Jesus é mais sábio que o rei Salomão e muito maior do que Jonas, mas as autoridades não lhe dão ouvidos e não se convertem. Preferem continuar servindo aos seus próprios e mesquinhos interesses, em vez de se colocarem a serviço do projeto de Jesus que, através da justiça, constrói nova sociedade e nova história. Assim fazendo, as autoridades confirmam que estão contra Jesus, isto é, do lado de Satanás, que cria o reino da injustiça. Saia desta geração, desde partido converta-te para a geração dos que buscam a fase do Deus de Jacob, venha para Jesus e terás a vida em plenitude que é fruto da Justiça de Deus!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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Homilia Diária - 12.03.2019

JESUS ENSINA A REZAR Mt 6,7-15
HOMILIA

No tempo da quaresma a igreja nos convida a viver em oração, penitência e caridade. E hoje, Jesus vem nos ensinar como realizar um destes três pilares: a oração.

Este tempo é bastante propício para reiniciarmos ou darmos continuidade as nossas orações, entretanto elas não precisam ser proferidas em muitas e belas palavras. Não importa quantas e quais palavras utilizemos em nossas orações, Jesus nos garante no evangelho: “vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.” Por isso, a forma mais simples e humilde de orar é através do Pai Nosso.

Todos conhecemos a oração do Pai Nosso, mas exatamente por conhecer muito bem, às vezes oramos sem meditar sobre o que estamos falando. Esta oração é muito bonita e forte, mas de nada nos serve se ela não sair do nosso coração. Seria como uma oração muito bonita e pomposa, mas vazia de sentimento. Penso que este é o principal ponto da oração, ela deve sair do coração não importando se a frase é apenas um “Meu Deus eu te amo, tem piedade de mim”.

Jesus nos ensina a rezar. Ele diz que não precisamos usar palavras bonitas ou difíceis, pois o Pai já sabe do que precisamos, muito antes de nós abrirmos a boca para pedir.

Então a nossa oração serve mais para nós do que para Deus? Veja que interessante: quando oramos a Deus, estamos lembrando a nós mesmos que é Ele quem está no comando das nossas vidas. E é com essa segurança que voamos cada vez mais alto, e saltamos cada vez mais longe, pois sabemos que Ele não vai nos desamparar.

Na oração do Pai Nosso, também pedimos o alimento de cada dia e o perdão das nossas ofensas. Mas isso é algo que Ele só pode participar parcialmente, pois nós precisamos fazer a nossa parte. Vejamos: pra poder comer, é preciso trabalhar, certo? Ou pelo menos alguém precisa.

Por último, o evangelho nos faz refletir sobre o perdão: “De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

O texto nos traz uma passagem de Mateus 18, 23-35, que se aplica muito bem a estes dois versículos. Na parábola Jesus compara o Reino ao rei que perdoa a enorme dívida do seu, mas este ao sair da vista do patrão agarra e sufoca um de seus devedores não perdoando sua pequena dívida. Então, este empregado que foi perdoado e não perdoou deverá prestar contas ao rei por sua maldade. E para poder ser perdoado, é preciso perdoar.

Então quando fazemos à oração do Pai Nosso, temos a oportunidade de lembrar que para poder corresponder a todos esses mimos e paparicos do nosso Pai do Céu, precisamos sair do nosso comodismo, trabalhar e perdoar a quem nos ofendeu, e assim, nos libertarmos de uma prisão que nós teimamos em construir em torno de nós mesmos.

Meu irmão, minha irmã, precisamos orar assim como precisamos respirar. Pela oração constante estabelece-se com Deus profunda intimidade e a partir dela somos levados a moções: situações da nossa vida que nos levam para perto do Senhor, aquilo que te conduz a Ele, que nos faz amar mais, perdoar mais. No entanto, quando estamos mergulhados nos ruídos interiores, há o ardil: situações que nos afastam de Deus e nos devia de Seus caminhos. Mas, persevere. Não desista de rezar. Prostra-te até Deus colocar em teu coração a certeza da vitória. Transforme os ruídos interiores em perseverança, em oração. Abras o coração, fales com o Senhor, sejas insistente na oração, estejas aberto a Sua vontade, aguardes a Providência Divina no momento certo da sua vida.

Suplique até Ele colocar em teu coração a certeza da vitória, pois oração é combate. Peça a graça de descobrir as coisas que te prostram e não permitem que perseveres. Se necessário chame e grite: Pai Nosso.

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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Homilia Diária - 11.03.2019

VINDE BENDITOS DO MEU PAI!!! Mt 25,31-46
HOMILIA

A presente homilia descreve o final dos tempos, ou seja, o Juízo Final que é um tema tão antigo e tão atual com o qual a humanidade inteira se sempre depara. Dando uma passagem rápida o que dizem as três grandes religiões monoteístas verificamos que o tema é amplamente abordado em sua essência religiosa.

Assim, no cristianismo, às obras de misericórdia que envolvem compromisso de amor a Deus e ao próximo e são fundamentais para se obter a salvação; no judaísmo, está relacionado às obras de piedade presentes no Antigo Testamento; e no islamismo, o bem ou mal que se pratica com os irmãos são obras importantes para possuir o paraíso ou acabar no inferno.

Mateus que é o evangelista que nos apresenta Jesus como o Filho do Homem nos apresenta hoje um Jesus que se intitula e se declara realmente como Rei e Juiz da história da humanidade. Estamos diante do que São Paulo diz: O triunfo de Cristo, a vitória do bem sobre o mal, da vida sobre a morte. É a glória devida ao triunfo de Cristo sobre a cruz. Pois Ele é o Poder de Deus e a sua Sabedoria (1 Cor 1, 24).

Cristo Jesus ressuscitado vindo com poder e grande glória (Lc 21, 27) – assume as funções do verdadeiro Deus: Sua sentença é definitiva: eterna como o fogo eterno preparado pelo pai para os anjos rebeldes. Ele está rodeado de todos os seus anjos que estão submissos em tudo.

Trata-se de um juízo final, ou do início de uma era histórica após a destruição de Jerusalém? No primeiro caso, Jesus, o Filho do Homem – será o juiz definitivo como vemos no texto. No segundo caso indica quais entrarão a formar parte do novo reino entre os gentios. Os escolhidos serão os misericordiosos que alcançarão misericórdia ( Mt 5, 7) ou seja os que agiram com compaixão com os necessitados. Quais são estes irmãos menores?

Sobre o fogo preparado para o Diabo e os anjos, devemos comentar que na época de Jesus não se esperava que o Diabo estivesse no inferno, porque sabemos pelas palavras do próprio Jesus que viu Satanás cair do céu como um relâmpago (Lc 10, 18). Portanto o inferno não era sua morada, mas o fogo ou lago de fogo será o destino definitivo do Diabo (Ap 20, 10) ao qual será lançado quem não for escrito no livro da vida (Ap 20, 15). Talvez isso explique a influência do maligno em nossa história.

A condenação não é por atos de perversidade, mas de omissão. Talvez porque os primeiros já estavam incluídos na mentalidade antiga. Os segundos eram o grande pecado e ainda são dos batizados chamados discípulos de Cristo. Por outra parte o evangelho de hoje serve para responder à pergunta: Como poderão salvar-se os que não conhecem Jesus ou consideram verdadeira a sua própria religião? Obviamente a fé será substituída pelas obras de misericórdia, necessárias também entre os cristãos porque a fé sem obras está morta (Tg 2, 17) e Paulo afirma que o que tem valor é a fé que atua mediante o amor (Gl 5, 6).

Portanto, lembre-se do que nos é apresentada à atualização da mensagem do Juízo Final que tem, por base, três dimensões: pessoal, eclesial e social, onde, de acordo com os ensinamentos de Jesus, as obras de misericórdia, praticadas em relação aos mais pequeninos, aqui e agora, serão decisivas no dia do Juízo Final, quando o Filho do Homem julgará cada um de acordo com suas obras.

O último juiz virá. E o julgamento dele será sobre o serviço que tiveres prestado aos seus irmãos mais pequeninos. Ele chamará e congregará todos os que lhe forem fiéis e lhes dirá: Vinde benditos de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado deste a fundação do mundo, porque tive fome e me destes de comer… Será que tu serás um destes benditos? Se sim, parabéns! E se não o tempo é este e a hora é agora de acertares o passo e convertendo-te seguires as pegadas do Mestre.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Homilia Diária - 10.03.2019

Andar em obediência a Deus é andar longe do pecado
HOMILIA

Andar em obediência a Deus é andar em santidade, longe do pecado. E Satanás, nosso inimigo, procura sempre uma forma de nos atrair para cairmos em tentação. Seu desejo de ver o homem na lama do pecado é tão grande que ele tentou até mesmo Jesus no deserto.

No Evangelho deste 1º Domingo da Quaresma (Lc 4,1-13), vemos que Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto e lá passou quarenta dias em jejum. Quando Satanás percebeu que o homem Jesus encontrava-se muito debilitado – afinal estava há quarenta dias sem comer -, ele que sabia perfeitamente a Sagrada Escritura, achegou-se a Jesus e o tentou através da fome dizendo-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão” (Lc 4,3). Jesus, embora enfraquecido, sabia que Sua força estava no Senhor e respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’” (Lc 4,4). Jesus poderia transformar pedras no que quisesse, afinal é o Filho do Deus Todo-Poderoso e n’Ele está todo o poder e autoridade, mas, se assim o fizesse, estaria cedendo à tentação de Satanás.

Vendo que a primeira armadilha não tinha dado certo, Satanás levou Jesus ao monte mais alto e de lá lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória deles e disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isto foi entregue a mim e posso dá-lo a quem quiser. Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu” (Lc 4,6-7). E Jesus disse-lhe: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’” (Lc 4,8)

Você pode pensar: “Por que Satanás ofereceu a Jesus o poder e a glória dos reinos do mundo, se todo poder e toda glória pertencem ao Senhor?” Porque Satanás disse a Jesus que “tudo isto foi entregue a mim”. Quando? Quando o homem pecou, quando no Jardim do Éden Adão e Eva desobedeceram a Deus e permitiram que a serpente do pecado os enganasse. Satanás se tornou o “príncipe deste mundo” (Jo 12,31; 16,11). Mas nós não! Embora vivamos neste mundo, não somos do mundo. Veja o que diz Jesus à Seu Pai: “Eles não são do mundo como também eu não sou” (João 17,16).

Apesar de derrotado, o inimigo ainda se mostra insistente. Em sua terceira investida contra Cristo, Satanás levou Jesus ao alto do Templo, em Jerusalém, e tentou-o, desta vez usando a própria Palavra de Deus, dizendo-lhe: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’” (Lc 4,9-11). Muito astuto não é mesmo? Usar o Pai para tentar o Filho. Mas Jesus foi ainda mais esperto e respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’” (Lc 4,12).

O evangelista conclui afirmando que “terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno” (Lc 4,13).

O que podemos aprender com o Evangelho de hoje?

1. Todos nós somos tentados. Diariamente as tentações batem à nossa porta: preguiça, desobediência aos pais e líderes, mentira, palavrões, inveja, orgulho, fofoca, namoro, sexualidade, roubo, drogas etc.

2. Temos a arma para vencer a tentação: a Palavra de Deus. Foi com ela que Jesus venceu a Satanás. Lembre-se: ela “é mais poderosa que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4,12).

3. Quando vencemos, enchemos o coração do Pai de alegria e envergonhamos ao diabo, pois quando vencemos, em nós é cumprida a Palavra do Senhor de que “em tudo somos mais do que vencedores” (Romanos 8,37).

A privação da posse, do poder e do prazer deste mundo não se compara com “a Glória que havemos de possuir quando tudo se consumar em todos” (cf. Romanos 8,18-25).

Padre Bantu Mendonça

Fonte http://homilia.cancaonova.com


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