quinta-feira, 7 de maio de 2015

OS SEGUIDORES DE JESUS SERÃO PERSEGUIDOS Jo 15,18-21 - 09.05.2015


HOMILIA

Este Evangelho de hoje tem como tema central a caracterização do mundo e sua relação com Jesus e com as comunidades dos discípulos. Nos textos do Segundo Testamento, a palavra "mundo" é empregada com diversos matizes. No Evangelho de João ela exprime o mundo sob o jugo do pecado, encarnado em seu chefe poderoso. Não se trata tanto do pecado na sua manifestação individualizada, mas do fato de o mundo se encontrar sob o jugo de estruturas de poder que favorecem minorias e oprimem e relegam as maiorias à exclusão, ao sofrimento, que culminam com a morte. Nos Evangelhos fica bem claro que a morte de Jesus resultou da ação da teocracia sediada no Templo de Jerusalém - que reunia o poder religioso e o poder político -, para a qual Jesus era uma ameaça por seu empenho em restaurar a vida e a dignidade dos pobres e marginalizados.
O evangelizador não pode ignorar que terá de enfrentar muitas dificuldades e oposições. São Paulo fala-nos dos muitos sofrimentos que teve de passar para anunciar o Evangelho: “Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, a fim de que se veja que o nosso poder extraordinário é de Deus e não nosso. Em tudo somos atribulados, mas não esmagados. Somo confundidos, mas não desesperados. Somos perseguidos, mas não abandonados. Somo abatidos, mas não aniquilados” (2 Cor 4, 8-9; cf. 11, 22-29).
O discípulo de Cristo sabe que, ao realizar a sua missão, encontra a resistência do mundo. O evangelizador sabe que apesar de estar no mundo ele não é do mundo, pois os seus critérios não são os do mundo, mas os do Evangelho. Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me odiou a mim. Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu. Mas, vós não vindes do mundo, pois fui eu que vos escolhi do meio do mundo… Como vemos Jesus, ao mesmo tempo em que prepara os discípulos para enfrentarem perseguições, dá-lhes a garantia de que sua missão será eficaz.
Aqueles que estão inseridos no sistema de poder que governa o mundo julgam-se seguros. Quem não se inserir, por amor a Jesus, é desprezado e até perseguido. Contudo, muitos acolhem as palavras de Jesus e, com liberdade, o seguem, empenhados em promover a vida plena no mundo. As perseguições dos discípulos são as confirmações de que fazem parte dos discípulos de Jesus: Felizes sereis quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o gênero de calúnias contra vós, por minha causa.
O cristão deve manter-se firme, tendo os rins cingidos com a verdade e a couraça da justiça vestida. É interessante ver como Paulo faz do Apóstolo um guerreiro. Sua espada é a Palavra de Deus, a qual é eficaz e penetrante, pois chega ao mais fundo do espírito humano.
A Palavra de Deus e o Espírito Santo são as forças que nos capacitam para desfazer as distorções dos corações retorcidos pelas mentiras do mundo velho que ainda não foi recriado por Jesus Cristo. Não podemos esquecer que a oração é uma fonte fundamental para sintonizarmos com a Palavra que é a espada do Espírito Santo.
Pai, faze-me forte para enfrentar o ódio e a perseguição do mundo, sem abrir mão de minha fidelidade a ti e a teu Reino, a exemplo de Jesus.
Fonte Padre BANTU SAYLA

quarta-feira, 6 de maio de 2015

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS Jo 15,12-17 - 08.05.2015


HOMILIA

Há uma palavra que nos liberta de todos os fardos, dores da vida e nos faz atingir o vínculo da perfeição. Essa palavra é amor. João na primeira carta diz que Deus é amor. Além de tudo o mais que Deus seja, e além do mais que Ele tenha feito, esteja a fazer ou venha a fazer – tudo é uma manifestação do Seu amor. Este amor é tão reconfortante como é difícil de compreender. O amor de Deus excede em muito aquilo que os seres humanos rotulam normalmente como amor, o qual é, por vezes, um mero sentimento superficial ou uma paixão louca temporária, esta tantas vezes misturada de egoísmo e cobiça. Deus não Se limita a ter amor ou a demonstrar amor. Ele é amor.

O amor de Deus pela humanidade tem-se revelado de numerosas maneiras, sendo a maior de toda a Cruz. Como seguidores de Jesus, correspondemos ao Seu amor amando os outros, como Cristo nos amou a nós.

No Evangelho de João, Jesus não manda amar a Deus. Seu mandamento é que permaneçamos no amor. É amar o amor, e Deus é amor. O maior amor está em dar a vida por seus amigos, estar totalmente a seu serviço, a exemplo de Jesus. Somos escolhidos para dar frutos que permaneçam para sempre. O fruto é a prática do amor mútuo originando as comunidades. A vida sem amor é um tipo sub-humano de existência. Precisamos do amor dos pais. Precisamos do amor da família e dos amigos. Precisamos pertencer a uma comunidade que ama. Contudo, assim como precisamos receber amor, também precisamos dar amor. Não somos verdadeiramente humanos se não conseguirmos amar. Sejamos, porém claros: O verdadeiro amor não tem origem em nós. A capacidade de amar é criada em nós pelo nosso Criador na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. É ele que nos convida a amarmo-nos uns aos outros.

Assim, celebrar a Eucaristia é para mim e para ti assumir o compromisso de viver a fraternidade não apenas verbalmente, mas de fato. Assim como Jesus se entrega por nós, que nossa vida seja toda ela vivida na doação e no serviço em favor dos irmãos e irmãs, especialmente daqueles que mais sofrem. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.
Fonte Canção Nova

terça-feira, 5 de maio de 2015

O AMOR É O VÍNCULO DA PERFEIÇÃO! Jo 15,9-11 - 07.05.2015


HOMILIA

Fazendo uma revisão geral ao Evangelho de João, verificamos que demoradamente Jesus dialoga com os seus discípulos abrindo-lhes horizontes para melhor entenderem o mistério do Deus presente na história da humanidade.

Sua vinda entre nós e a máxima prova de amor por nós. Deus Pai mostrou o seu amor a Jesus comunicando-lhe a plenitude de seu Espírito a quando do Batismo no rio Jordão. Deus-amor desceu sobre Jesus como uma pomba a seu ninho, convertendo Jesus no ninho do Deus-amor.

No trecho de hoje demonstra o seu amor aos discípulos da mesma maneira, comunicando-lhes o Espírito que está nele, esse rio de vida que fluirá do interior do cristão e que sacia a sede do coração humano. A fonte do amor é o amor entre o Pai e o Filho. É o amor apropriado ao Espírito Santo.

Permanecer no amor de Jesus é inserir-se nesta dinâmica de amor e vida entre o Pai e o Filho. Partindo de uma adesão pessoal, o permanecer no amor de Jesus significa uma inserção na comunidade de discípulos. É irradiar envolvendo a outros, ampliando a comunidade de amor e prolongando-a no tempo. Jesus permanece no amor do Pai e isso significa que ele observa e cumpre o que o Pai mandou. Não se trata de uma obediência cega como a de um inferior a um superior, mas de uma união amorosa de vontades.

Portanto, a união, a permanência em Jesus – videira, no evangelho de ontem, é a garantia do nosso amor para com Ele. É preciso permanecer no seu amor, assim como Ele permanece no amor de seu Pai.

Jesus, como resposta permanente ao amor de seu Pai e que nos revelou, pede-nos que vivamos no âmbito do amor à Ele e na prática do amor ao próximo. Tal é a atmosfera gozosa em que se move o seguidor de Jesus. Assim como o meu Pai me ama, eu vos amo; permanecei no meu amor.

Este amor deve traduzir-se em alegria, numa visão positiva da vida, em gozo, em taxativo não à desesperança, ao pessimismo, ao medo e ao temor. Não há realidade alguma que não possa ser mudada com amor e pelo amor. Lembro-te o que o amor é o vínculo da perfeição. O amor que gera a vida proporciona a alegria. Como cristão (a) deves viver alegre, porque a alegria é o resultado de uma vida vivida com amor, de uma vida que gera amor e vida. Esta foi a alegria de Jesus e ele deseja que também seja nossa.

Ame e serás perfeito.
Fonte Canção Nova

segunda-feira, 4 de maio de 2015

PERMANEÇA NA VERDADEIRA VIDEIRA Jo 15,1-8 - 06.05.2015


HOMILIA

A produção de fruto é a principal responsabilidade da videira. Jesus exortou os ramos a produzirem muito fruto, a deixar esse fruto permanecer e advertiu que os ramos infrutíferos seriam arrancados. Que fruto espera-se que o ramo cristão produza? Primeiramente, justiça. Esta era a qualidade de uva que o Senhor esperava de sua vinha em Isaías 5, Rm 6:22; Hb 12:11; Fl 1,11; Ef 5,9; e Gl 5:22-23).

Em segundo lugar o fruto inclui as boas obras Cl 1,10, partilhar as posses com os irmãos necessitados Rm 15:28, louvar a Deus Hb 13,15 e ganhar almas Pv 11:30; Jô 4:36; Rm 1:13. Qualquer que seja o fruto, ele tem que ser produzido, em grande quantidade e continuamente.

Para que nós sejamos ramos frutíferos precisamos ouvir e guardar bem as palavras do da verdadeira videira: Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Para que mais uvas cresçam, o Senhor poda os ramos, removendo os rebentos inúteis e tudo o que poderia desviar a força vital da produção. A poda é dolorosa, mas necessária porque muitas coisas sugam nossa força e nos impedem de dedicarmo-nos à produtividade. Precisamos de uma boa capina e poda. Portanto deixa-se corrigir. A outra coisa exigida para produção de fruto é permanecer na videira. Sem a ligação vital com a videira, o próprio ramo murcha e morre. Isto leva à segunda responsabilidade principal desta passagem.

Permanecer em Jesus é essencial para viver e frutificar. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (15:4-5). Para produzir fruto precisamos manter uma ligação ininterrupta, uma relação ativa e constante com Jesus.

Aqueles ramos que permanecem em Cristo produzem muito fruto, pois, casos contrários serão colhidos e lançados no fogo. É a pura verdade que Jesus nos diz: sem mim nada podeis fazer. Separado de Jesus, você nada pode fazer nada para melhorar a sua, vida, sua família, sua alma e nem sua relação com Deus. Muitos tentam andar sós, pensando que sua bondade e discernimento produzirão fruto sem se apoiar no Senhor. Se você também está pensando e agindo desta maneira está enganado (a). Somente através de Jesus somos capazes de cumprir a justiça e a verdade que o Senhor espera que produzamos.

Para isso Jesus permanece em nós através de suas palavras: Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós. Alguns buscam divorciar Jesus do que ele diz e procuram uma relação com ele sem prestar cuidadosa atenção à palavra dele. Eles dependem de sentimentos, emoções e experiências. Mas, de fato, Jesus mora em nós somente até o ponto em que sua palavra e seus ensinamentos permanecem em nós. Precisamos lembrar-nos constantemente do que Jesus disse e meditar nisso de modo que ele possa viver poderosamente em nós. O outro modo pelo qual Jesus permanece em nós é ao guardarmos os seus mandamentos: Se guardardes os meus mandamentos permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.

Portanto, minha irmã, eu irmão, em Cristo, a videira, temos que cumprir seu propósito frutificando, permanecendo nele, guardando seus mandamentos. Peça ao Pai a graça de permancecer na Verdadeira Videira: Pai reforça minha união com teu Filho Jesus, de quem dependo para produzir os frutos que esperas de mim. Amém!

A você que é mãe permaneça unida à Maria, a mulher simples, humilde, cheia de fé, esperança e confiança em Deus. Por isso Deus a tornou a Cheia de Graça. Louve e agradeça a Deus por seres mulher. Parabéns e seja Feliz neste seu dia. Deus a abençoe!
Fonte Cnação Nova

domingo, 3 de maio de 2015

É A MINHA PAZ QUE EU VOS DOU Jo 14,27-31a - 05.05.2015


HOMILIA

Chegou à hora do Príncipe da Paz partir para o seio do Seu Pai. E não querendo deixar seus melhor amigos em conflito, em guerra rompe o silencia provocado pelo medo da solidão que seria provada pela sua ausência. Então se levanta e pronuncia as benditas palavras: Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.
Trata-se aqui do discurso da despedida. O mestre sabia que tinha chegado a hora de sair deste mundo. E por isso, não queria partir sem dar sossego, calma, segurança, tranqüilidade, amparo, conforto, prosperidade, vitória em fim garantia de vida plena.
O mestre faz uma clara declaração da sua personalidade. Ele é, por natureza, comunicador de paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto! Ele é O Príncipe da Paz.
A paz é um dom de Jesus para seus discípulos, em vista do testemunho que são chamados a dar. Ela visa à ação. Por isso, não pode reduzir-se ao nível do sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.
Jesus veio nos dar a paz real e não apenas paz de palavras vazias. A paz que o mundo prega é uma paz que se conhece apenas através de slogans, palavras soltas, discursos políticos, demagogia, mas nem sempre ela acontece. Quando Jesus nos prometeu a paz Ele o fez com a Sua Palavra que é muito diferente das palavras sem consistência dos homens. A Palavra de Jesus tem força e sempre acontece. Jesus nunca enganou a seus discípulos nem os deixava a ver navios: “Vou, mas voltarei a vós.” Sempre lhes dava uma mensagem de otimismo e de esperança. “Se me amásseis ficaríeis alegres porque vou para o Pai.” Quando nós também levamos esperança para o nosso próximo nós estamos fazendo com que a paz de Jesus, que é real, aconteça na sua vida.
Quando você dá a paz à pessoa que está do seu lado na missa, você o faz de coração ou apenas o deseja com palavras? Você tem conseguido viver em paz? Você transmite aos outros a paz que você possui no coração? Você tem transmitido esperança para as pessoas?
O Evangelho nos transmite uma das promessas que nosso Senhor fez a seus apóstolos: a paz. Essa paz que é uma graça que sobrepassa toda a compreensão humana e que recebemos por meio do Espírito Santo. Deus nos confia também a missão de trazer a paz ao mundo. Transformar-se em instrumento de paz não é sinônimo de ser simplesmente uma pessoa tranquila, calma, que não faz mal a nada ou é indiferente diante dos problemas dos outros. Viver a paz é uma forma de manifestar a caridade e o amor ao próximo; viver a paz se traduz em promover a união, em ajudar os demais, é preocupar-se pelos outros, é interessar-se por suas alegrias e penas, é sair em defesa de suas necessidades. A paz da qual Cristo nos fala não brota de um bom caráter, nem de uma boa vontade, nem de nossa capacidade de estabelecer boas relações humanas. Também não se trata de crer na paz, porque a paz é um dom que só vem de Deus. Não somos fontes, mas sim canais da paz. Em outras palavras, quem quer dar paz, tem que encher-se primeiro de Deus e comunicá-lo.
Senhor, encha-me de Tua paz. Não deixes que me perca entre os bens materiais que me distraem de Teu amor. Lança-Te no meu pescoço quando estiver a ponto de perder a paz de consciência e faça-me voltar a Ti. Que Tua paz reine sempre em meu coração.
Fonte Padre BANTU SAYLA

sábado, 2 de maio de 2015

OBEDIÊNCIA À PALAVRA Jo 14,21-26 - 04.05.2015


HOMILIA

A maior prova do amor à Jesus passa pela obediência, não cega mas sim iluminada pela fé nas palavras e obras do Mestre. Jesus inspira e fundamenta nossas ações e nosso modo de viver. Seu exemplo de amor e de misericórdia nos arrasta para a contemplação da beleza da vida e a certeza da vida eternidade em Deus.

Observar e obdecer suas palavras é seguir o caminho, ao longo do qual se dá o encontro com o Pai na vivência da partilha, da fraternidade e da solidariedade com os excluídos e oprimidos da nossa sociedade.

No seu amor nos tornamos sacramentos da vida, sinais visíveis de sua presença entre nós. Ai brota nossa responsabilidade cristã: manifestá-lo ao e no mundo! Muitas vezes nos ocupamos com coisas inúteis! Deixndo de lado o fundamental. Não percamos tempo em coisas que não são essenciais para nossa vida, deixando-nos conduzir por aquelas que nos aproximam dele e sobretudo da Palavra.

Pela palavra todos nós somos orientados para participamos da vida do Único e verdadeiro Deus, O de Jesus Cristo, para que abraçando o dom da fé consigamos descobrir quer a nossa origem quer o nosso destino, a nossa pátria definitiva.

O encontro, a comunhão com a vida divina e eterna são o conteúdo da Palavra que com intensidade e fervor Jesus anuniciou ou Apóstolos, discípulos e continua dirigindo à nós. Depois de tudo o que Jesus fez e falou, já não há motivos de dúvidas nem de desespero. Até porque a santidade do nosso viver ainda na terra é garantida pela força vivificadora do Espírito Santo.

A missão do Espírito Santo é recordar tudo o que Jesus disse, fez e ensinou. Ele nos revela a presença real de Jesus entre nós, iluminando sua Palavra e fortalece a nossa fé enquanto entre dores, dificuldades, tristeza, traições vemos como que entre sombras e, mas também entre alegrias, vitórias e triunfos, vislumbramos com toda a certeza enquanto, caminhamos a manifestação gloriosa de Deus, nosso Pai.

Cabe a mim e a você meu irmão minha irma ser obediente à Palavra feita Carne! Deixe a luz do Céu entrar no seu coração. Abra bem as portas da sua alma, do seu espírito para que trasnfigurado (a) pela Palavra fique cheio (a) de experança de ver chegar a hora de vencer, truinfar sobre tudo e todos em nome e no poder de Jesus.

Fonte Padre BANTU SAYLA

sexta-feira, 1 de maio de 2015

JESUS É A VIDEIRA Jo 15,1-8 - 03.05.2015


HOMILIA

Somos os ramos na Videira que é Jesus. O lavrador prepara a terra com adubo, prepara as mudas de parreira. Faz o plantio, no tempo certo. E acompanha o desenvolvimento, defendendo a planta de insetos, vendavais, chuvas intensas. Prepara o caramanchão ou a cerca por onde a videira vai estender seus galhos e folhas. Na época certa faz a poda, eliminando os galhos em excesso e os secos. Depois, acompanha a florada e o crescimento dos grãos até que amadureçam. Vem finalmente a maturação e a colheita.
Diremos, portanto, que a produção de fruto é a principal responsabilidade da videira. Jesus exortou os ramos a produzirem muito fruto, a deixar esse fruto permanecer e advertiu que os ramos que não produzem frutos seriam arrancados. Que fruto espera-se que o ramo cristão produza? Primeiramente, justiça, o amor, o perdão, a reconciliação, o diálogo, a compreensão, a honestidade, a solidariedade. Esta era a qualidade de uva que o lavrador esperava de sua vinha em Isaías 5, Rm 6:22; Hb 12:11; Fl 1,11; Ef 5,9; e Gl 5:22-23).
O lavrador na comparação de Jesus é o Pai. A videira conduz, através do tronco, a seiva para os galhos e estes devem produzir frutos. A videira é Jesus. Eu estou ciente de que o ramo ou galho tem que estar ligado ao tronco? Nós somos os ramos ligados à Videira que é Jesus. Se o galho não permanecer na Videira, não produz frutos. Só unidos a Cristo produzimos frutos. Permanecer em Jesus é estar em união com Ele, disponível e acolhendo a sua graça. Em quem eu estou ligado? Ao mundo ou à Deus? Jesus dai-me a graça de permanecer sempre ligado à Ti para que possa sempre sorrir e sentir a força do seu amor da sua misericórdia dentro de mim. Possa amar e perdoar os meus irmãos.
A videira tem que ter uma poda cuidadosa. A poda é feita no tempo certo. Se os galhos crescerem demais roubam a seiva e a videira não terá o suficiente para frutificar. Somente com a poda é que os frutos se tornarão saborosos. Por isso a poda, mesmo sendo dolorosa, é necessária. Deus usa conosco diversos tipos de poda: perdas, sofrimentos de diversas formas. Será que no meu dia a dia eu me deixo e permito que me outros me possa para dar bons frutos?
A flor na videira dura muito pouco. Quase não é notada. A sua finalidade não é a ornamentação, mas a produção da uva.
A uva que vem em cacho é o fruto da videira. O cacho lembra comunidade, comunhão, união, fraternidade, solidariedade. E que não fica nisto apenas. É saboroso alimento como fruta e transformada em vinho. Dá vida!
De tudo isto, Jesus nos quer ensinar que somos muitos ramos nesta Videira, sem privilégios, disputas ou dominações. Bebemos da mesma seiva. Somos uma comunidade de iguais. E como se não bastasse a tudo isso, estamos em missão. Permanecer em Jesus significa produzir frutos de vida eterna.
Pai reforça minha união com teu Filho Jesus, de quem dependo para produzir os frutos que esperas de mim.
Fonte Padre BANTU SAYLA